terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Janjão, Coração de Leão


      Janjão, Coração de Leão (Linus the Lionhearted) foi a única série animada produzida por um estúdio pouco conhecido chamado "Ed Graham Productions", em conjunto com a indústria de alimentos norte-americana "General Foods", no ano de 1964.


Janjão e os outros personagens do show apareceram pela primeira vez nas caixas dos cereais matinais da "Post Cereals" e só depois ganharam sua própria série animada

      Janjão (Linus) era o rei da selva, sempre muito amável e prestativo na defesa de seus súditos e vivia se metendo em enrascadas para salvar algum deles que se metia em alguma encrenca; a selva onde Janjão reinava era bastante eclética, uma vez que era habitada por animais pertencentes a várias faunas de diferentes regiões de planeta, inclusive um canguru metido a artista que usava um chapéu de cowboy e um galo silvestre mal-humorado que vivia se lamentando por não conseguir fazer amigos.


cena da abertura do desenho

      Além dos episódios do Janjão, o show também contava com quatro segmentos: "Sugar Bear" (um urso super forte e tocador de banjo que vivia lutando contra bruxos e feiticeiras em um bosque encantado), "Rory Raccoon" (as aventuras de um simpático guaxinim que vivia na floresta), "Lovable Truly" (um bondoso carteiro que, durante o expediente, também se dedicava a realizar boas ações, como salvar cãezinhos de rua de serem apanhados pelo homem da carrocinha e outras coisas do tipo) e "So-Hi", que trazia as aventuras de um garotinho chinês na época da China medieval; todos esses personagens apareceram pela primeira vez em desenhos nas caixas de cereais matinais da "Post Cereals", depois começaram a aparecer em comerciais animados que iam ao ar durante as famosas "Saturday Mornings" e em 1964, finalmente ganharam seu próprio show para a TV.

       No Brasil, o desenho só foi exibido pela extinta TV Tupi ainda na década de 60 e com a dublagem em português feita pela CineCastro; depois caiu no mais completo esquecimento e é totalmente desconhecido entre quase todos os colecionadores brasileiros.

5 comentários:

Raimundo Júnior disse...

Manifesta a saudade da época! Embora todos tendo de crescer, jamais apagará essa parte que nos acompanha enquanto viver. Numa época em que a criançada era feliz E SABIA QUE ERA FELIZ. Lembro, do desenho nas tardes saudáveis, entre 1969/1970, a programação iniciando-se às 15:00h. e caso não ligasse o televidor, pelo menos cinco minutos antes, iria perder a abertura e um pouco mais do começo, haja vista a espera de todas as "válvulas" se aquecerem e então, finalmente, o cinescópio exibir as imagens. Filme de criança não "exibia" imagens incoerentes para a mentalidade infantil. Em nada agrediam, visualmente, psicologicamente, se comparadas a anomalia, gritante violentos e aterrorizantes, passadas por filme de criança de hoje e há vários anos. Quanta recordação!
Agradecimento a Sra. Maria Luiza por compartilhar postagem.
Saudações,
Raimundo Júnior.

Raimundo Júnior disse...

Em tempo:
Aonde está grafado... 'ligasse o televidor'
O correto é ... "ligasse o televi's'or".
Grato pela compreensão.

RICARDO MACHADO disse...

parabé ns pela lembrança . falei brincando com minha mulher e vim procurar na rede se existia algum comentário sobre a turma do Janjão. fiquei feliz em encontrar. bons tempos....


Unknown disse...

Eu me lembro perfeitamente. Curtição dos meus oito anos! Na turma do Janjão (Coração de Leão) havia também o Billy, um pássaro trapalhão e o Tordo Imitador, que irritava todo mundo por repetir o que diziam; o Urso Açúcar (como era chamado aqui) quando não tocava seu banjo - tinha uma voz bem inspirada na dos crooners dos anos 30-40 - defendia a Vovó Boa Bruxa das armações de um mago malvado e também ajudava uma ursinha apaixonada por ele e um lobo seu amigo (Benji); O cãozinho amigo do carteiro bondoso se chamava Lawrence e era perseguido pelo apanhador de cachorros que se intitulava "ator de cinema mudo"; vez por outra este apanhava de uma velhinha que também defendia o cachorrinho; já o guaxinim vivia às voltas com um corvo malandro que vivia assaltando seu milharal. E o chinesinho So-Hi contava histórias e fábulas de uma forma simples e bem-humorada, sempre terminando com uma moral igualmente cômica.
Muito obrigada pela boa lembrança!

arte&textura disse...

Caro Unknown... são as mesmas recordações que tenho, incluindo a espera da tv "entrar no ar", como o Raimundo disse. Ficava às vezes mais de uma hora esperando o padrão do indiozinho mudar para a programação. Tenho procurado muito essa série e pouca coisa tenho achado. Muito em inglês, nada em português, pois gostava muito do som das dublagens da Cinecastro, que era meio metálico. Lembro-me de reconhecer um dos dubladores no programa " A praça é nossa" que era um convidado do Carlos Alberto e lá fazia um playboy milionário, se não me falha a memória, pois isso foi nos anos 90. O ator tinha o timbre meio rouco e dublava os personagens do Janjão que eram pouco inteligentes e dublava o "Pouca Uca" do filme o Fantasma de Bikini com Anete Funicelo e Frank Avalon. A Cinecastro dublava o Roger Ramjet. Esse achei, mas infelizmente, redublado, o que acho um crime. Sei que às vezes é necessário que isso ocorra por conta de perda de áudio ou coisa que o valha. Mas, é uma perda irreparável. Nossos dubladores eram feras no que faziam e as vozes que criavam eram até melhores que o som original. Boa Lembrança, boa postagem, na mosca. Parabéns! Achei que era só eu que lembrava deles. Um grande abraço.

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