domingo, 2 de março de 2014

Festival Hanna Barbera


       Este post é uma homenagem à Hanna Barbera Productions, um dos mais famosos e mais queridos estúdios de animação de todos os tempos, que revolucionou o mundo da animação, conquistando uma verdadeira legião de fãs em todo o planeta. Fundado pelos cartunistas William Hanna e Joseph Barbera (que haviam começado sua carreira na década de 1940, trabalhando para os estúdios de animação da MGM, tendo produzido praticamente todos os desenhos clássicos da dupla Tom e Jerry para o estúdio) em 1957 (a princípio como uma subsidiária da Screen Gems, que por sua vez já era uma subsidiária do estúdio de cinema Columbia Pictures, especializada em produções feitas para a TV), o estúdio foi originalmente conhecido como HB Enterprises, ficando conhecido como Hanna Barbera Productions a partir de 1959, e tornando-se um estúdio independente a partir de 1965, quando se desvinculou da Screen Gems. O estúdio contou com vários cartunistas maravilhosos, como Kenneth Muse, Lewis Marshall (que foram os dois principais desenhistas durante a primeira fase), Alex Toth (atuou principalmente na produção dos desenhos de aventura), Doug Wildey (atuou em produções como Jonny Quest, Godzilla e Jana das Selvas), o cartunista japonês Iwao Takamoto (criador do mundialmente famoso Scooby Doo), a dupla Joe Ruby e Ken Spears (que também criaram diversos personagens para o estúdio, como a dupla Falcão Azul e Bionicão, Tutubarão, Capitão Caverna e as Panterinhas, entre outros), Marty Murphy (famoso pelas suas charges na revista masculina Playboy, atuou na produção de desenhos como Hong Kong Fu, A Família Addams e Papai Sabe Nada), e muitos outros. Esse post apresenta um resumo de cada desenho que o estúdio produziu desde o seu surgimento em 1957 até o ano de 1979, abrangendo toda a sua "era de ouro".


acima vemos Joseph Barbera e William Hanna

JAMBO E RUIVÃO (Ruff and Reddy) - 1957


Foi a primeira produção do recém-fundado estúdio Hanna-Barbera Productions, então conhecido como HB Enterprises. Os protagonistas eram um pequeno e esperto gatinho chamado Jambo (que usava uma gravata-borboleta azul) e seu amigo inseparável, um cachorro enorme e completamente bobo chamado Ruivão (que usava uma coleira vermelha e tinha cabelos ruivos), mas que tinha um coração enorme e não media esforços para salvar seu amiguinho de qualquer enrascada. Logo na primeira aventura, eles foram abduzidos por uma nave espacial pilotada por homenzinhos de metal e levados ao planeta Muni-Mula (a palavra "alumínio" de trás para frente, do original em inglês aluminum), onde conheceram um cientista maluco e baixinho chamado Professor Gismo, que depois voltou a acompanhá-los em muitas outras aventuras. Os principais vilões eram os gêmeos malvados do Oeste Matador e Mat-a-Dor e o pirata Capitão Vilão com seu atrapalhado ajudante Idiota Água Salgada. Jambo e Ruivão viviam diferentes aventuras, fosse ajudando um filhote de elefante a voltar para a África, salvando um "frangossauro" de milhões de anos de ser capturado por bandidos ou viajando para a Lua, sendo capturados por pequenos homenzinhos espaciais. Nos Estados Unidos, o desenho estreou dentro de um programa em live-action intitulado The Ruff and Reddy Show, patrocinado pelos cereais matinais da marca Post Cereals e apresentado por um velho marinheiro conhecido como Capitão Bob (que fazia lembrar o "Capitão Canguru", apresentador de um dos programas infantis mais famosos da década de 1950, e contracenava com gato e um rato, que nada mais eram que bonecos de papel, e com seu "barco falante", na verdade um boneco-fantoche). Cada show exibia primeiro uma trinca de desenhos clássicos do estúdio Columbia Pictures, exibidos pela primeira vez na TV como parte do show Screen Gems Cartoons de 1956 (A Raposa e o Corvo, Color Rhapsodies e Ferdinando) e o episódio de Jambo e Ruivão era exibido por último, como o ponto alto do show. No Brasil, o programa nunca foi exibido em seu formado original e os episódios de Jambo e Ruivão foram exibidos isoladamente. Foram produzidas 12 aventuras no total, cada uma composta por 13 episódios de 4 minutos cada, totalizando 156 segmentos ao longo de 3 temporadas. No Brasil, este desenho foi exibido pela Tupi, Excelsior, Bandeirantes, Record e por último pelo SBT, com uma segunda dublagem.

DOM PIXOTE (Huckleberry Hound) - 1958


O desenho começou a ser produzido quando a Hanna-Barbera ainda se chamava HB Enterprises, tendo sido o primeiro programa totalmente animado que foi ao ar na TV estadunidense. Tinha como protagonista um simpático cachorro azul com sotaque sulista que vivia uma diferente aventura em cada episódio. Aparecia, inclusive, vivendo em diferentes épocas. No primeiro episódio, por exemplo, ele era um xerife no Velho Oeste; no segundo, um cavaleiro medieval com a missão de salvar uma princesa na torre de um castelo; no terceiro, aparecia fazendo um safári na África; em outro episódio, ele era atormentado por dois corvos que queriam devorar sua plantação de milho, ou seja, em cada estória ele encarnava um personagem diferente, porém sempre com o mesmo nome. A marca registrada do personagem era a musiquinha que ele sempre cantava: "Oh querida, oh querida, oh querida Clementina", além de sua calma sempre inabalável, mesmo correndo os mais variados perigos. Foram dois shows diferentes: o primeiro, de 1958, teve como segmentos os desenhos "Zé Colmeia" e "Plic, Ploc e Chuvisco", e o segundo, de 1960, teve como segmentos os desenhos "Plic, Ploc e Chuvisco" e "Joca e Dingue Lingue", porque o Zé Colmeia ganhou seu próprio show nesse mesmo ano. Na abertura e no encerramento originais, inéditos no Brasil, vários personagens da fábrica de cereais Kellogg's Corn Flakes, que patrocinava o show, apareciam ao lado do Dom Pixote, como o galo Cornelius, os pequenos duendes Snap, Crackle e Pop, o tigre Tony com seu filho, a foca Smaxey e o ursinho cowboy Sugar Pops Pete; quando o show foi reexibido em cores no decorrer da década de 1960, sem o patrocínio da Kellogg's, foram editadas uma nova abertura e um novo encerramento, no qual os personagens da Kellogg's foram substituídos pelas duplas Chopper & Patinho Duque e Joca & Dingue Lingue; e foi com esse novo formato que os shows chegaram ao Brasil por volta de 1963. Foram produzidos 69 episódios ao longo de 4 temporadas. No Brasil, o desenho foi exibido pela Tupi, Excelsior e Bandeirantes. Os últimos episódios, que tinham ficado inéditos no Brasil em TV aberta, foram exibidos com uma nova dublagem pelo canal a cabo Cartoon Network.

ZÉ COLMEIA (Yogi Bear) - 1958


O desenho tinha como protagonista o simpático e guloso urso que vivia no Parque Jellystone (o nome foi uma sátira do famoso parque estadunidense Yellowstone, o maior parque florestal do mundo), e vivia inventando os mais variados truques para roubar as cestas de piquenique dos turistas. No começo, o ursinho Catatau (melhor amigo do Zé Colmeia, que vivia se preocupando com as trapalhadas do amigo) só aparecia em alguns episódios; em outros o Zé Colmeia aparecia sozinho. A partir da segunda temporada (ainda no show do Dom Pixote), o Catatau começou a aparecer em todos os episódios. No começo, o Zé Colmeia também era perseguido por vários guardas diferentes e nenhum deles era um personagem em especial, mas a partir da segunda temporada, o Guarda Chico (adversário implacável do Zé Colmeia, que vivia atormentado pelas trapalhadas do urso) tornou-se um personagem fixo. No finalzinho da última temporada (quando o Zé Colmeia já possuía seu próprio show), foi introduzida no desenho uma nova personagem, a Ursa Cindy (uma ursa de cor cinza-azulada, muito parecida com o Zé Colmeia e que trabalhava em um circo; depois passou a viver no parque), que era apaixonada pelo Zé Colmeia, mas ele nem ligava pra ela e só queria saber das cestas de piquenique. Em 1964, o Zé Colmeia ganhou um longa-metragem (o primeiro produzido pela HB), no qual a Ursa Cindy reapareceu em sua nova versão, completamente diferente e muito mais feminina que a anterior (essa nova versão ficou muito mais conhecida que a original). Ela fora raptada e obrigada a trabalhar em um circo, e então o Zé Colmeia e o Catatau partiam para salvá-la, vivendo as mais divertidas aventuras. Em 1972, o Zé Colmeia ganhou um especial de TV chamado A Arca do Zé Colmeia, que no ano seguinte deu origem a uma nova série animada chamada A Turma do Zé Colmeia, e ainda na década de 1970 ele voltou a aparecer em mais três desenhos: Ho-Ho-Límpicos, A Corrida Espacial e Os Trapalhões Espaciais. Os primeiros desenhos do Zé Colmeia estrearam na TV em 1958 como segmentos no show do Dom Pixote, mas o personagem fez tanto sucesso que em 1960 ganhou seu próprio show, tendo como segmentos os novos desenhos "Leão da Montanha" e "Patinho Duque". O último episódio do show do Zé Colmeia, que foi ao ar em 1962, não foi como os demais, e sim um episódio longo de 22 minutos em que o Guarda Chico (Guarda Smith, na versão original), o Catatau e a Ursa Cindy prepararam uma festa surpresa de aniversário para o Zé Colmeia, e os convidados foram ninguém menos que o Dom Pixote, o Pepe Legal e o Babalu, os ratinhos Plic e Ploc com o gato Chuvisco, o Leão da Montanha, a dupla de detetives Olho Vivo e Faro Fino, o Lobo Joca e o Dingue Lingue, o Bibo Pai e o Bóbi Filho e o Patinho Duque. Foram produzidos 66 episódios no total. No Brasil, o desenho foi exibido pela Tupi, Excelsior e Bandeirantes, sendo que os últimos episódios, incluindo o especial de aniversário, tinham ficado inéditos, estreando no Brasil apenas em 1975, com uma segunda dublagem feita pelo estúdio Herbert Richers.

PLIC, PLOC E CHUVISCO (Pixie and Dixie with Mr. Jinks) - 1958

 

O desenho fazia lembrar um pouco o da dupla Tom e Jerry, com a diferença que havia dois ratinhos e não apenas um. Plic e Ploc eram dois ratinhos irmãos que viviam dentro do buraco da parede de uma velha casa, e viviam sendo perseguidos pelo gato Chuvisco, na clássica perseguição de gato e rato, mas o Chuvisco quase sempre levava a pior. O desenho era exibido como segmento no show do Dom Pixote. Foram produzidos 57 episódios. No Brasil, o desenho foi exibido pela Tupi, Excelsior e Bandeirantes. Os últimos episódios, que tinham ficado inéditos no Brasil em TV aberta, foram exibidos com uma nova dublagem pelo canal a cabo Cartoon Network.

PEPE LEGAL (Quick Draw McGraw) - 1959


Foi o primeiro desenho que a Hanna-Barbera produziu depois que o nome do estúdio mudou de HB Enterprises para Hanna-Barbera Productions. As estórias se passavam no Velho Oeste e o protagonista era um cavalo xerife que se achava o máximo, mas era um tremendo de um trapalhão que só se metia em encrenca. Quase sempre apanhava dos bandidos que ele tentava prender, e se alguma arma era disparada contra ele, ele dizia a frase "Isso dói!". Pepe Legal era acompanhado por seu ajudante Babalu, um pequeno burrinho mexicano que usava um enorme sombrero e tinha um forte sotaque mexicano. De vez em quando, Pepe Legal usava uma máscara e vestia uma capa preta no estilo do Zorro, usando a identidade do super-herói El Cabong, que tinha como "arma mortal" um violão que ele arrebentava na cabeça dos bandidos. Era o segmento principal do Show do Pepe Legal (The Quick Draw McGraw Show). Foram produzidos 45 episódios próprios. O show trazia como segmentos os desenhos "Bibo Pai e Bóbi Filho" e "Olho Vivo e Faro Fino". O show também foi patrocinado pelos cereais matinais da marca Kellogg's Corn Flakes (na abertura e no encerramento originais, havia uma referência à Kellogg's, sendo que o encerramento trazia o Bibo Pai, o Bóbi Filho, o Olho Vivo e o Faro Fino dentro de uma diligência guiada pelo Pepe Legal, com o Babalu sentado em cima de um cofre; na abertura e no encerramento vistos no Brasil, essas referências à Kellogg's tinham sido cortadas). No Brasil, o desenho foi exibido pela Tupi, Excelsior e Bandeirantes.

BIBO PAI E BÓBI FILHO (Augie Doggie and Doggie Daddy) - 1959


Os protagonistas eram dois cachorros (pai e filho) que viviam calmamente em sua casinha no subúrbio de uma grande cidade, mas o filho era um gênio cientista, e além disso um tremendo "chantagista sentimental" que vivia metendo seu pai nas mais variadas encrencas, mas mesmo assim ele era um típico pai-coruja que tinha o maior orgulho do filho. A mãe do Bóbi Filho não era sequer mencionada em nenhum episódio. O desenho era exibido como segmento no show do Pepe Legal (The Quick Draw McGraw Show). Foram produzidos 45 episódios. No Brasil, o desenho foi exibido pela Tupi, Excelsior e Bandeirantes.

OLHO VIVO E FARO FINO (Snooper and Blabber) - 1959


Olho Vivo era um gato detetive que vestia um sobretudo e usava um chapéu no estilo do famoso detetive Sherlock Holmes. Era Dono de uma agência de detetives, e tinha como assistente um rato chamado Faro Fino, que vestia uma roupa igual à dele e usava um chapéu parecido com o do ator Humphrey Boggard. Olho Vivo tentava resolver os mais variados casos de mistério, mas era sempre atrapalhado pelas mancadas do Faro Fino, que tinha em seu chefe um verdadeiro ídolo. Suas missões como detetives eram bem variadas, como recuperar a herança roubada de um gato milionário ou salvar os irmãos Joãozinho e Maria de uma bruxa malvada. O desenho também era exibido como segmento no show do Pepe Legal (The Quick Draw McGraw Show). Foram produzidos 45 episódios. No Brasil, o desenho foi exibido pela Tupi, Excelsior e Bandeirantes.

LUPE LEBÔ (Loopy De Loop) - 1959


Lupe era um simpático lobo francês que vivia no bosque e vivia tentando fazer amizade com todos ao seu redor, sempre praticando boas ações, como salvar a Branca de Neve da rainha malvada ou salvar a Chapeuzinho Vermelho de um lobo mau, mas era sempre mal-interpretado pelo simples fato de ser um lobo, e acabava sempre levando uma surra de alguém no final de cada episódio. Foi o único desenho da Hanna-Barbera que foi produzido originalmente para ser exibido em sessões de cinema e não na TV (era exibido em sessões de filmes da Columbia Pictures, antes dos mesmos), mas estreou na TV logo depois. Foram produzidos 48 episódios. No Brasil, o desenho foi exibido pela Tupi, Excelsior e Bandeirantes.

LEÃO DA MONTANHA (Snagglepuss) - 1960


O desenho tinha como protagonista um simpático leão da montanha fanático por Shakespeare e com o maior jeito de ator fracassado, e suas aventuras eram bem variadas, mais ou menos no estilo do Dom Pixote. Geralmente, ele era perseguido por um major baixinho e ruivo que queria capturá-lo e transformá-lo em um troféu de caça. Sempre que se via em perigo, o Leão da Montanha dizia a frase "saída pela direita!" ou "saída pela esquerda!". O desenho estreou como segmento no show do Zé Colmeia (composto por 33 episódios ao longo de 2 temporadas, onde era o desenho do meio, com exceção do último episódio – um especial). No Brasil, este desenho foi exibido pela Tupi, Excelsior e Globo, sendo que os últimos episódios, que tinham ficado inéditos no Brasil em TV aberta, foram exibidos pelo canal a cabo Cartoon Network com uma nova dublagem.

PATINHO DUQUE (Yakky Doodle) - 1960


O protagonista era um pequeno e inocente patinho que tinha como melhor amigo um cachorro buldogue chamado Chopper, que sempre o protegia de ser devorado por uma raposa cheia de artimanhas. Em alguns episódios, o Patinho Duque aparecia sozinho, sem o Chopper e a Raposa, e era perseguido por um jacaré gorducho chamado Alfie Gator, que foi inspirado no famoso escritor de estórias de suspense Alfred Hitchcock. Nesses episódios, o patinho sempre conseguia escapar por si mesmo das maneiras mais inusitadas. O desenho era exibido como segmento no show do Zé Colmeia (composto por 33 episódios ao longo de 2 temporadas, onde era o último dos 3 desenhos, com exceção do último episódio – um especial). No Brasil, este desenho foi exibido pela Tupi, Excelsior e Globo, sendo que os últimos episódios, que tinham ficado inéditos no Brasil em TV aberta, foram exibidos pelo canal a cabo Cartoon Network com uma nova dublagem.

JOCA E DINGUE LINGUE (Hokey Wolf) - 1960

 

Joca era um lobo espertalhão que vivia inventando os mais variados truques para roubar galinhas ou ovelhas para comer, mas sempre levava a pior. Vivia em uma caverna na companhia de um pequeno lobinho chamado Dingue Lingue, que tinha no Joca um verdadeiro ídolo. O desenho estreou como segmento no segundo show do Dom Pixote, produzido em 1960, substituindo o desenho do Zé Colmeia, depois que o mesmo ganhou seu próprio show. Foram produzidos 29 episódios em 2 temporadas. No Brasil, este desenho foi exibido pela Tupi e Excelsior no final dos anos 1960 até o ano de 1970, tendo ficado totalmente desaparecido desde então, até ser reprisado a partir da década de 1990 pelo canal a cabo Cartoon Network, sendo que os últimos episódios, que tinham ficado inéditos no Brasil em TV aberta, também foram exibidos com uma nova dublagem. 

FLINTSTONES, OS (Flintstones, The) - 1960



Foi o primeiro desenho da Hanna-Barbera que teve como protagonistas personagens humanos, e teve um total de 164 episódios produzidos, divididos em 6 temporadas (entre 1960 e 1965) e com 4 aberturas diferentes. As estórias se passavam na Idade da Pedra e os protagonistas eram o Fred Flintstone (que trabalhava como operário em uma firma de construções) e sua jovem esposa Wilma. Fred era fanático por boliche e tinha como melhor amigo o seu vizinho, um baixinho loiro chamado Barney, que tinha uma esposa chamada Betty, a melhor amiga da Wilma. Viviam em uma cidade pré-histórica chamada Bedrock. Fred e Barney eram amigos, mas Fred vivia se aproveitando da ingenuidade do Barney para explorá-lo. Fred tinha um animal de estimação chamado Dino, que parecia uma mistura de um dinossauro com um cachorro. No primeiro episódio da quarta temporada, Wilma apareceu grávida, e poucos episódios depois, nasceu a pequena Pedrita, filha única do casal. No começo da quinta temporada, Barney e Betty encontraram um bebê que eles adotaram e lhe deram o nome de Bambam. O garotinho era superforte, podendo levantar dinossauros e mamutes sem nenhuma dificuldade. Depois, Bambam também ganhou um animal de estimação chamado Hoppy, que parecia uma mistura de um dinossauro com um canguru. Na última temporada, Fred e Barney ganharam um novo amigo, um homenzinho verde de outra dimensão chamado Gazoo, que só eles podiam ver e ouvir, e que vivia metendo os dois em encrencas. Vários atores e atrizes de grande sucesso na época fizeram participações especiais em alguns episódios do desenho, como o galã Tony Curtis (chamado de Stoney Curtis), a atriz e cantora Ann-Margret (chamada de Ann-Margrock), a atriz Elizabeth Montgomery e o ator Dick York (o casal Samantha e James Stevens da série de TV A Feiticeira, encarnando os mesmos personagens da série, porém vivendo na Idade da Pedra) e até um famoso apresentador de TV estadunidense chamado Ed Sullivan (chamado no desenho de Ed Sullistone). Os mesmos emprestavam suas vozes para as versões animadas deles próprios. Outra curiosidade que dava um grande toque de humor ao desenho eram os utensílios domésticos usados pelos personagens, que eram todos animais falantes que interagiam com seus donos. Nos Estados Unidos, o desenho foi exibido em horário nobre e as primeiras temporadas tiveram o patrocínio dos cigarros Winston, as do meio foram patrocinadas pela Alka-Seltzer e as últimas pela fábrica de sucos e geleias Welch, tendo sido produzidas diversas propagandas desses produtos com os personagens do desenho, todas elas inéditas na TV brasileira. No Brasil, este desenho foi exibido pela Tupi, Excelsior e Globo. 

MANDA-CHUVA (Top Cat) - 1961


Foi o segundo desenho da Hanna-Barbera em que os episódios tinham mais de 20 minutos de duração, também patrocinado pelos cereais da marca Kellogg's Corn Flakes. As estórias se passavam em um beco no subúrbio de Nova Iorque, e o protagonista era um gato malandro chamado Manda-Chuva, que vivia atormentando a vida do Guarda Belo, que era responsável pela segurança na região. Manda-Chuva era o líder de uma turma de gatos, formada pelo gorducho Batatinha (um baixinho que era o mais inocente do grupo), Gênio (que de "gênio" não tinha nada, pois era o mais atrapalhado do grupo), Bacana (o "garanhão" da turma, que vivia tentando conquistar todas as gatinhas do pedaço), Xuxu (que era meio tímido com as garotas e uma espécie de braço-direito do Manda-Chuva) e Espeto (o caipira da turma). Com a dublagem em português feita pelo ator Lima Duarte, o Manda-Chuva ficou com o maior jeitão de um típico malandro carioca dos anos 1960, e o Espeto ganhou um notável sotaque nordestino. Foram produzidos 30 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Tupi, Excelsior e Globo.

WALLY GATOR (Wally Gator) - 1962


Wally era um atrapalhado jacaré que morava em um jardim zoológico e vivia tentando fugir de lá, atormentando a vida do zelador do zoológico, um homem baixinho chamado Sr. Twiddle. O desenho era o primeiro de três desenhos exibidos em um bloco que se chamava The Hanna-Barbera New Cartoon Series, mas os mesmos não eram exibidos em sequência, cada desenho durava em torno de 5 minutos e eram exibidos entre uma programação e outra. Foram produzidos 52 episódios para este desenho. No Brasil, seu dublador foi também o ator Lima Duarte, e o desenho foi exibido pela Tupi, Excelsior e Bandeirantes.

LÍPI, O LEÃO (Lippy the Lion and Hardy Har-Har) - 1962


Lípi era um alegre e bem-humorado leão andarilho que vivia em busca de um emprego, mas seu amigo inseparável era uma hiena pessimista com uma característica "cara de coitado", que só via o lado ruim das coisas. Seu nome era Hardy, e ficou famoso por sempre dizer a frase "Oh dia, oh azar, eu sabia que algo terrível ia acontecer!". O desenho era o segundo do bloco The Hanna-Barbera New Cartoon Series, composto de 52 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Tupi, Excelsior e Bandeirantes.

TARTARUGA TUCHÊ, A (Touché Turtle and Dum Dum) - 1962


Tuchê era uma tartaruga espadachim que usava um chapéu de mosqueteiro e portava uma espada meio torta, sempre andando na companhia de um atrapalhado cachorro chamado Dundum. Sempre que alguém pedia seu auxílio, era através de um telefone que ele atendia dentro do seu próprio casco, e dizia seu grito de guerra "Viva Tuchê!" sempre que partia para alguma de suas missões. Tuchê enfrentava desde bandidos e feiticeiros até dragões e gorilas gigantes. O desenho era o terceiro e último do bloco The Hanna-Barbera New Cartoon Series, composto por 52 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Tupi, Excelsior e Bandeirantes.

JETSONS, OS (Jetsons, The) - 1962


Foi o segundo desenho da Hanna-Barbera que foi exibido nos Estados Unidos em horário nobre, a princípio patrocinado pelo creme dental da marca Colgate. As estórias se passavam em um futuro distante, onde os prédios e as casas eram completamente diferentes, e ao invés de automóveis, havia veículos voadores que circulavam pelo céu. Os protagonistas eram a família Jetson, formada pelo patriarca George, sua esposa Jane, a filha adolescente Judy e Elroy, o filho caçula do casal. No segundo episódio eles compraram uma atrapalhada empregada-robô chamada Rosie, e no terceiro, Elroy levou para casa um enorme cão chamado Ástor, que após uma grande relutância de seu pai, acabou se tornando o animal de estimação da família. George Jetson trabalhava em uma empresa de computadores e tinha como patrão um baixinho sovina e arrogante chamado Senhor Spacely. Outros personagens eram o sarcástico rival de Spacely, chamado Senhor Cósmico, e o zelador do prédio futurista onde a família Jetson morava, um velhinho chamado Henry Órbita, que vivia às voltas com uma porção de invenções malucas. Foram produzidos 24 episódios nesta série original de 1962/63 (em 1984, uma nova série foi produzida). No Brasil, este desenho foi exibido pela Tupi, Excelsior, Bandeirantes e Record.

MAGUILA, O GORILA (Magilla Gorilla) - 1964


Maguila era um simpático gorila que passava os dias na vitrine de um pet-shop, sempre ao lado de um enorme cacho de bananas. Sr. Peebles, um homem baixinho que era o dono da loja, vivia tentando vendê-lo, mas ninguém queria comprar um gorila. Em um dos primeiros episódios, Maguila foi vendido por um centavo a uma garotinha chamada Oreu (que tinha esse apelido porque sempre dizia a frase "ora eu"), que se encantou por ele e o levou para a sua casa, mas os seus pais não a deixaram ficar com ele e o gorila acabou sendo devolvido para a loja. Depois disso, a garotinha começou a aparecer em outros episódios. Maguila vivia fugindo da loja e só metia o Sr. Peebles em confusão. Nos Estados Unidos, o show foi patrocinado pela fábrica de brinquedos Ideal (maior rival da Mattel na época) e a princípio teve como segmentos os desenhos "Bacamarte e Chumbinho" e "Ricochete e Blau-Blau" (depois, o segmento "Ricochete e Blau-Blau" foi substituído pelo desenho "Matraca e Fofoquinha"). Foram produzidos 31 episódios próprios. No Brasil, o desenho foi exibido pela Globo, Tupi, Bandeirantes e Record.

BACAMARTE E CHUMBINHO (Punkin’ Puss and Mushmouse) - 1964


O desenho trazia outra clássica perseguição de gato e rato, mas dessa vez as estórias se passavam na roça. Bacamarte era um gato caipira que vivia perseguindo um rato do campo chamado Chumbinho com sua espingarda, mas quase sempre levava a pior. O desenho era exibido como segmento do show "Maguila, o Gorila" (The Maguilla Gorilla Show). Foram produzidos 23 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo, Tupi, Bandeirantes e Record.

RICOCHETE E BLAU-BLAU (Ricochet Rabbit and Droop a Long) - 1964


O desenho se passava no Velho Oeste, com um estilo muito parecido com o do Pepe Legal, e tinha como protagonista um coelho xerife chamado Ricochete, que tinha como assistente um coiote muito molenga chamado Blau-Blau, que raramente aparecia sem seu enorme chapéu que lhe cobria os olhos. A grande vantagem do Coelho Ricochete era sua supervelocidade, que ele usava para prender os bandidos. Havia inclusive um episódio em que ele recebia a visita de um marciano que pedia ajuda porque seu planeta tinha sido dominado por um monstro, assim ele agarrava o Blau-Blau e o marciano pela mão e de um só salto conseguia chegar ao planeta Marte, onde ele enfrentava e derrotava o monstro. O personagem ficou conhecido pela frase "Xerife Bing Bing Biiiiiiing.... Coelho Ricochete!", e suas balas escondiam os mais variados truques, sempre surpreendendo e enervando os bandidos. O desenho estreou como segmento no show "Maguila, o Gorila" (The Maguilla Gorilla Show) e depois se mudou para o show do "Peter Potamus" (Peter Potamus and His Magic Flying Balloon). Foram produzidos 23 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo, Tupi, Bandeirantes e Record.

PETER POTAMUS E TICO MICO (Peter Potamus and So So) - 1964


Peter Potamus era um gordo e atrapalhado hipopótamo roxo que viajava pelo mundo a bordo de um pequeno balão dirigível na companhia de seu amigo inseparável, um simpático macaquinho chamado Tico Mico. Dentro do balão havia uma espécie de máquina do tempo e espaço, e todas as vezes que Peter ou Tico Mico giravam um ponteiro, eles eram lançados com o balão e tudo para algum diferente local em uma diferente época do planeta, onde eles viviam as mais variadas aventuras. Todas as vezes em que se metia em apuros, Peter Potamus usava sua "arma secreta" que ele chamava de "grito hipo-furacão", um berro supersônico que ele emitia e que lançava violentamente para longe tudo ou todos que estivessem na sua frente. Nos Estados Unidos, o show também teve o patrocínio dos brinquedos Ideal e exibia como segmentos os desenhos "Matraca Trica e Fofoquinha" (que depois foi substituído por "Ricochete e Blau-Blau") e "Mosquete, Mosquito e Moscardo". Foram produzidos 27 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo, Tupi, Bandeirantes e Record.

MATRACA TRICA E FOFOQUINHA (Breezly and Sneezly) - 1964


Matraca Trica era um urso polar que vivia no Alasca na companhia de seu amigo Fofoquinha, uma foca com chapéu e gravata de marinheiro que vivia resfriado e derrubava tudo que estivesse na sua volta com seus espirros. Eles viviam perto de uma base militar chamada Campo Gelo Seco, e o Matraca vivia infernizando a vida do Coronel Mandragão, líder da base, pois o urso vivia invadindo a base para roubar comida ou simplesmente para se divertir. O desenho estreou como segmento no show do Peter Potamus e depois se mudou para o show do Maguila, substituindo o desenho do Coelho Ricochete. Foram produzidos 23 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo, Tupi, Bandeirantes e Record.

MOSQUETE, MOSQUITO E MOSCARDO (Yippee, Yappee and Yahooey) - 1964


Mosquete, Mosquito e Moscardo eram três atrapalhados cachorros espadachins que trabalhavam como mosqueteiros no castelo de um rei baixinho, soberano de uma pequena nação nos tempos medievais. Sempre que o rei precisava de algo, chamava seus três mosqueteiros, mas eles só o metiam em encrenca. Havia uma pequena semelhança entre esses personagens com os famosos Três Patetas, sendo que Mosquete lembrava o pateta Moe (exercendo o papel de líder), Mosquito lembrava o pateta Larry e Moscardo lembrava o pateta Curly, pois era o mais atrapalhado de todos. O desenho era exibido como segmento no show do Peter Potamus. Foram produzidos 23 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo, Tupi, Bandeirantes e Record.

JONNY QUEST (Jonny Quest) - 1964


Foi o primeiro desenho de aventura que a Hanna-Barbera produziu, totalmente voltado para o público juvenil. O desenho era sério (totalmente diferente dos que o estúdio já havia produzido até então) e os protagonistas eram um famoso cientista chamado Doutor Quest, que viajava pelo mundo na companhia de seu filho adolescente Jonny Quest e do guarda-costas Roger "Race" Bannon, além do cachorrinho Bandit (o pouco humor que havia na série ficava por conta desse personagem). No segundo episódio, durante uma viagem à Índia, o Dr. Quest teve sua vida salva por um jovem indiano, um humilde encantador de serpentes chamado Hadji (que provavelmente foi inspirado no ator juvenil Sabu, que fez um grande sucesso no cinema durante a década de 1940) e acabou adotando o menino, que se tornou um amigo inseparável do Jonny Quest. No decorrer dos episódios, eles viajavam por todo o mundo, enfrentando desde cientistas malucos que queriam dominar o mundo até as mais bizarras criaturas, como monstros marinhos e criaturas pré-históricas. Nos Estados Unidos, o desenho teve o patrocínio dos calçados P. F. Flyers e foi o último desenho que a Hanna-Barbera produziu antes de se tornar um estúdio independente, quando ainda era uma divisão da Screen Gems, que por sua vez já era uma divisão especializada em produções feitas para a TV do estúdio de cinema Columbia Pictures. Foram produzidos 26 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo, Tupi, Bandeirantes e Record.

ZÉ COLMEIA, O URSO AMIGO (Hey There, It's Yogi Bear) - 1964


Foi o primeiro longa-metragem produzido pela Hanna-Barbera, uma produção feita para o cinema, ainda em conjunto com a Columbia Pictures. A estória começava quando chegou a primavera no parque Jellystone, o atrapalhado urso Zé Colmeia acordou e começou a roubar um monte de cestas de piquenique dos turistas. Farto das trapalhadas do urso, o Guarda Smith decidiu mandá-lo para o jardim zoológico de San Diego, mas Zé Colmeia aprontou uma travessura e acabou conseguindo que outro urso fosse em seu lugar. Triste por causa da suposta partida do seu amado, a meiga ursinha Cindy (que apareceu no filme completamente diferente de como era no show de 1960, com uma aparência muito mais feminina, parecendo uma outra personagem) decidiu roubar cestas de piquenique no parque para que o guarda a mandasse para junto do Zé Colmeia, mas não havia mais vagas para ursos no zoológico de San Diego e ela acabou sendo mandada para o zoológico de St. Louis. O pequeno urso Catatau, quando descobriu que seu inseparável amigo Zé Colmeia ainda estava no parque, contou a ele sobre a partida de Cindy e os dois embarcaram em uma longa viagem pelo país para resgatarem Cindy que, durante um acidente em que a jaula onde ela estava caiu em uma floresta, foi aprisionada por dois homens inescrupulosos chamados Grifter e Snively com seu feroz cachorro Mugger (muito parecido com o cão Muttley, personagem que a Hanna-Barbera criaria quatro anos depois), que a obrigaram a atuar contra sua vontade como artista de circo. Quando Zé Colmeia e Catatau conseguiram resgatar Cindy, o trio precisou enfrentar novos perigos para conseguirem retornar ao parque. No Brasil, este longa-metragem era exibido pela Globo, geralmente nas manhãs de domingo.

FORMIGA ATÔMICA, A (Atom Ant) - 1965


O protagonista era uma corajosa formiga que possuía enormes poderes e trabalhava para a polícia como super-herói. Além de poder voar e possuir supervelocidade, a Formiga Atômica era dotada de uma superforça descomunal, além de enorme resistência física, podendo voar pelo céu enquanto carregava um edifício inteirinho cheio de gente dentro. O herói era praticamente invencível, vestia um blusão com uma letra "A" estampada e usava um capacete com dois orifícios por onde passavam as anteninhas. Vivia em um laboratório secreto que ficava escondido dentro de um formigueiro, e lá dentro ele tinha um aparelho com um visor onde ele podia saber sempre que havia algum problema em qualquer lugar do mundo. Sempre que partia para alguma aventura, ele dava o seu grito de guerra "Lá vai a triônica, Formiga Atômica!", e enfrentava desde bandidos e cientistas malucos até dinossauros e gorilas gigantes que invadiam as cidades. O show da Formiga Atômica (The Atom Ant Show) tinha como segmentos os desenhos "O Xodó da Vovó" e "Zé Buscapé" e era exibido em um bloco de uma hora com o show "O Esquilo Sem Grilo" (The Secret Squirrel Show), tendo sido as duas primeiras produções totalmente independentes da Hanna-Barbera, depois que o estúdio se desvinculou da Screen Gems. Foram produzidos 26 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo e pela Bandeirantes.

XODÓ DA VOVÓ, O (Precious Pupp) - 1965


O protagonista era um cachorro chamado Precioso, que vivia em uma casa sozinho com sua dona, uma simpática e solitária velhinha chamada Vovó Dulcina. Precioso foi o primeiro cão da Hanna-Barbera com aquela famosa "risadinha canina", que mais tarde foi copiada pelo Muttley e pelo Rabugento. A Vovó Dulcina achava que o Precioso era um cãozinho meigo e gentil, mas ele só era bonzinho com a Dona, porque vivia aprontando as maiores traquinagens com todas as pessoas que ele não gostava. O desenho era exibido como segmento do show "A Formiga Atômica" (The Atom Ant Show). Foram produzidos 26 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo e pela Bandeirantes.

ZÉ BUSCAPÉ (Hillbilly Bears, The) - 1965


Os personagens foram inspirados na Família Buscapé original, criada por um desenhista de histórias em quadrinhos chamado Al Capp nos anos 1940, mas no desenho, os personagens eram uma família de ursos que viviam em uma casinha na roça. Zé Buscapé era o pai, um urso rabugento que quase não falava, só resmungava e dormia quase o dia inteiro em sua rede, agarrado à sua inseparável espingarda. O "homem da casa" era sua esposa, uma ursa caipira chamada Bié, que fumava cachimbo, usava um lenço na cabeça e vivia dando ordens ao marido. O casal tinha uma filha adolescente chamada Florzinha (uma típica garota caipira) e um filho caçula chamado Chapeuzinho, que tinha no pai um verdadeiro ídolo. Florzinha namorava um urso bobalhão chamado Clodorêncio, filho de um urso que era vizinho e inimigo jurado do Zé Buscapé, por causa de uma antiga briga de família. O desenho também era exibido como segmento do show "A Formiga Atômica" (The Atom Ant Show). Foram produzidos 26 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo e pela Bandeirantes.

ESQUILO SEM GRILO, O (Secret Squirrel) - 1965


O Esquilo Secreto era um superagente que trabalhava para o governo. Vestia um sobretudo, no qual ele escondia vários tipos de armas e equipamentos tecnológicos de última geração, e usava um chapéu caído sobre os olhos. Tinha como assistente uma toupeira chamada Moleza, que era baixinho, usava óculos, um turbante turco e seu modo de falar fazia lembrar muito o do ator britânico Peter Lorre. O Esquilo Secreto possuía uma maleta que podia ser transformada em um belo carro vermelho ou em um sofisticado veículo que voava pelo céu. Viajavam pelo mundo enfrentando bandidos e espiões de todos os tipos, e o principal vilão da série era um bandido chamado Amarelo Rosado. O show era exibido em um bloco de uma hora junto com o show "A Formiga Atômica" (The Atom Ant/Secret Squirrel Show) e tinha como segmentos os desenhos "Lula Lelé" e "A Feiticeira Faceira". Foram produzidos 26 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo e pela Bandeirantes.

LULA LELÉ (Squiddly Diddly) - 1965


O protagonista era uma simpática lula de dois braços e quatro pernas (que também podiam ser usadas como braços), com roupa e chapéu de marinheiro, que vivia em um circo aquático chamado Borbulhândia, gerenciado por um velho marinheiro chamado simplesmente de Capitão. A Lula Lelé costumava passar o dia em seu tanque d'água, mas vivia arranjando confusão e sempre metia o Capitão nas mais variadas encrencas. O desenho era exibido como segmento do show "O Esquilo Sem Grilo". Foram produzidos 26 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo e pela Bandeirantes.

FEITICEIRA FACEIRA, A (Winsome Witch) - 1965


O desenho tinha como protagonista uma simpática bruxinha ruiva e gorducha chamada Vassourinha, que viajava pelo mundo em sua inseparável vassoura voadora, a qual ela chamava de Piaçava. Vivia praticando boas ações, como salvar os animais do bosque de serem caçados por um caçador malvado ou salvar a Chapeuzinho Vermelho de um lobo mau. Possuía uma varinha mágica e ao pronunciar as palavras "Hípiti, Bíbiti, Pow!", podia fazer as mais variadas mágicas. O desenho também era exibido como segmento do show "O Esquilo Sem Grilo". Foram produzidos 26 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo e pela Bandeirantes.

SINBAD JR. (Sinbad Jr.) - 1965


Sinbad Jr. era um jovem e corajoso marinheiro que navegava pelos sete mares na companhia de seu papagaio falante que se chamava Calado. Sinbad possuía um cinto mágico, e todas as vezes que ele puxava a fivela do cinto, se transformava em um homem superforte. Com essa "arma secreta", ele enfrentava desde bandidos e cientistas malucos criadores de monstros que aterrorizavam cidades até gorilas gigantes e homens das cavernas que prendiam mocinhas indefesas. Foi a segunda versão do personagem, sendo que a primeira tinha sido produzida pelo estúdio Sam Singer no começo do mesmo ano. Foram produzidos 78 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Tupi.

GORDO E O MAGRO, O (Laurel and Hardy) - 1966


Este desenho foi uma versão animada dos antigos filmes em preto e branco com os atores e comediantes Oliver Hardy e Stan Laurel, falecidos em 1957 e 1965, respectivamente. A dupla de comediantes havia feito muito sucesso nas décadas de 1930 e 1940 com filmes exibidos nos cinemas. Os filmes foram produzidos pela Wolper Productions e dirigidos por Hal Roach. Os direitos autorais da dupla tinham sido adquiridos pela Larry Harmon Pictures, muito provavelmente para a exibição na TV, mídia então recém-chegada, assim a Hanna-Barbera adquiriu os direitos autorais para a produção da versão animada, tendo a Larry Harmon Pictures também participado do processo de animação, tendo sido, portanto, uma coprodução entre os dois estúdios. O próprio Larry Harmon deu voz ao Magro (Stan Laurel) na versão original. Foram produzidos 156 episódios com cerca de 5 minutos cada. No Brasil, este desenho foi exibido pela Tupi e pela Bandeirantes.

IMPOSSÍVEIS, OS (Impossibles, The) - 1966


Os protagonistas eram três rapazes que tocavam em uma banda de ‘Iê-iê-iê’ chamada Os Impossíveis, formada por um rapaz baixinho, loiro e gorducho chamado Coil, um rapaz de cabelos pretos chamado Fluido e um rapaz ruivo com os cabelos jogados sobre os olhos que se chamava Multi. Sempre que aparecia algum bandido na cidade, os três jovens guitarristas se transformavam em três diferentes super-heróis chamados Os Impossíveis, uma equipe formada por Coil, o Homem-Mola (que além de ser super-resistente, possuía molas no lugar dos braços e das pernas, podendo esticar seu corpo e também se transformar em diferentes objetos feitos de metal), Homem-Fluido (que usava uma roupa de mergulhador e podia se transformar em qualquer tipo de líquido ou gás) e Multi-Homem (que possuía um escudo e podia criar inúmeras duplicatas de si próprio, enganando sempre os bandidos, que geralmente conseguiam atingir todas as duplicatas, mas nunca o Multi-Homem original). Os heróis enfrentavam vilões dos mais variados tipos, desde bandidos com poderes de aranha ou com armas de raio congelante até um vilão feito de peças de um quebra-cabeças e outro inteiramente feito de papel. A cena da transformação dos rapazes em super-heróis nunca era mostrada, havendo apenas um efeito psicodélico que aparecia na tela e logo em seguida eles já apareciam transformados. Nunca foi explicada a origem dos poderes do trio e os heróis viajavam em um veículo chamado Impossi-Móvel ou Impossi-Jato, que podia andar em terra ou voar pelo céu. Sempre que aparecia algum vilão na cidade, o Homem-Mola era avisado pelo chefe dos rapazes, um agente do governo chamado Big D, que se comunicava com eles através de uma tela que ficava escondida na guitarra de Coil. Sempre que entravam em ação, os Impossíveis davam o seu grito de guerra, que era "Vamos nós, e não vamos sós!". O desenho era exibido junto com o do robô Frankenstein Jr. no antigo "formato sanduíche", frequentemente usado na época por diversos estúdios, em que era exibido um episódio do Frankenstein Jr. entre dois dos Impossíveis (o título original do show era Frankenstein Jr. & Os Impossíveis/Frankenstein Jr. & The Impossibles). Foram produzidos 36 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo, Tupi, Bandeirantes e Manchete.

FRANKENSTEIN JR. (Frankenstein Jr.) - 1966


Os protagonistas eram um famoso cientista chamado professor Conroy e seu filho, um garoto chamado Bob, que era um gênio da ciência. Os dois viviam em um laboratório secreto que ficava situado no alto de uma montanha, e possuíam uma verdadeira arma secreta contra o crime: um gigantesco robô chamado Frankenstein Jr., que havia sido construído pelo Bob, e que o menino controlava através de seu anel-radar. Frankenstein Jr. (ou Frank, como Bob o chamava), passava a maior parte do tempo em estado letárgico, dentro de um compartimento secreto do laboratório. Quando surgia algum vilão na cidade (geralmente era um cientista maluco que queria dominar o mundo, e para isso criava monstros gigantescos, ou então seres alienígenas), Bob usava seu anel para abrir o compartimento e ativar o Frankenstein Jr., atingindo sua antena com um raio emitido pelo anel. Frank então adquiria vida própria, e saía voando pelo céu com Bob em seu ombro para enfrentar os bandidos. Bob usava seu anel para ativar os mais variados tipos de armas que ficavam escondidas dentro do robô, que sempre levava a melhor sobre os vilões. O desenho era exibido entre dois episódios de “Os Impossíveis” no show Frankenstein Jr. & Os Impossíveis (Frankenstein Jr. & The Impossibles). Foram produzidos 18 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo, Tupi, Bandeirantes e Manchete.

BRASINHAS DO ESPAÇO, OS (Space Kidettes, The) - 1966


Os Brasinhas do Espaço eram um grupo formado por quatro crianças astronautas que viviam em um clube infantil que ficava situado em um pequeno planeta desabitado. Podiam voar pelo espaço graças a um foguete preso em suas costas, e também possuíam uma pequena nave espacial que mais parecia um brinquedo caindo aos pedaços. Os integrantes do grupo eram o líder Escoteiro (o mais velho dos garotos, que usava um capacete que lhe cobria os olhos), Jenny (uma garotinha loira de cabelos encaracolados, a única menina do grupo), Sábio (um garotinho de óculos que era o "cérebro" do grupo) e Xereta (o baixinho do grupo, o mais novo dos Brasinhas, que tinha os cabelos cobrindo os olhos e possuía um cãozinho chamado Estrelinha, mascote do grupo). O principal vilão da série era um malvado pirata espacial chamado Capitão Gancho (que não tinha nada a ver com o Capitão Gancho que era inimigo do Peter Pan; esse tinha as duas mãos, era gordo e tinha uma espessa barba ruiva) e seu assistente, um baixinho bigodudo chamado Estática, que só fazia besteiras e vivia apanhando do Capitão Gancho, que perseguia os Brasinhas porque queria tomar um mapa do tesouro que eles possuíam. Foram produzidos 20 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Tupi, Bandeirantes e Manchete.

SPACE GHOST (Space Ghost) - 1966


Space Ghost era um super-herói intergalático que vivia em um distante planeta desabitado chamado Planeta Fantasma, na companhia de um jovem casal de gêmeos que se chamavam Jace e Jan, e possuíam um divertido macaquinho que se chamava Blip. Viajavam pelo espaço em uma nave chamada Cruzador Fantasma, e enfrentavam vilões alienígenas dos mais variados tipos. Space Ghost usava uma máscara (seu rosto nunca apareceu em nenhum episódio, e Jan, Jace e Blip também usavam uma meia-máscara ao estilo do Zorro) e uma capa, mas parecia que seu dom de voar era natural (Jan, Jace e Blip podiam voar por causa de um foguete preso em suas costas). Os quatro usavam um cinto que lhes dava o poder de ficar invisíveis, e Space Ghost possuía um par de braceletes que lhe davam o poder de disparar poderosas rajadas de energia contra os inimigos e criar campos de força. A origem dos personagens e de seus poderes nunca foi revelada em nenhum episódio (como eram humanos, provavelmente eram de origem terráquea) e os principais vilões da série eram os alienígenas Methalus (um estranho ser todo feito de metal), Rei das Feras (um ser alienígena verde e baixinho que comandava gigantescas feras espaciais), Viúva Negra (uma perversa mulher com poderes de aranha), Brak (um malvado pirata espacial com uma estranha aparência), Zorak (uma espécie de "louva-a-deus" gigante) e Moltar (um vilão mascarado que controlava os vulcões). O desenho era exibido junto com o do Dino Boy, em um show que exibia um episódio do Dino Boy entre dois do Space Ghost, no antigo "formato sanduíche". O título original do show era Space Ghost & Dino Boy. Foram produzidos 42 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo, Tupi, Bandeirantes e Manchete.

DINO BOY (Dino Boy) - 1966


A estória começava quando um garoto saltava de paraquedas de um avião em chamas e caía em uma misteriosa selva pré-histórica, cheia de dinossauros e outras criaturas dadas pelo mundo como extintas. Quando um tigre de dentes de sabre o atacou, o menino foi salvo por um musculoso homem das cavernas chamado Ugh, que se tornou um amigo inseparável e protetor do menino, a quem ele passou a chamar de Dino Boy (seu verdadeiro nome nunca foi revelado em nenhum episódio). Os dois se juntaram a um pequeno e simpático brontossauro chamado Bronty, que se tornou o animal de estimação da dupla e sempre os transportava em suas costas. Em suas aventuras, o trio enfrentava as feras pré-históricas do Vale Perdido, bem como tribos hostis de pigmeus, homens-lobo, formigas humanoides, além de se aventurarem para salvar humanos da escravidão ou para devolver um pequeno órfão perdido ao seu povo. O desenho era exibido entre dois episódios do Space Ghost. Foram produzidos 18 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo, Tupi, Bandeirantes e Manchete.

HOMEM CHAMADO FLINTSTONE, O (The Man Called Flintstone) - 1966


Foi o segundo longa-metragem da Hanna-Barbera feito para o cinema, e também o primeiro especial com os famosos Flintstones, personagens de grande sucesso da Hanna-Barbera. A última temporada da série foi ao ar em 1965 e o longa foi lançado como uma comemoração pelo grande sucesso da série. A estória começava quando Fred e Wilma viajavam de férias com sua filhinha Pedrita, e convidavam o Barney e a Betty com seu filhinho Bambam. Eles se hospedavam em um hotel próximo à praia, mas bem naquela cidade havia um sósia do Fred Flintstone, que trabalhava como agente secreto do governo, e estava sendo perseguido por uma quadrilha de bandidos, levou uma tremenda surra deles e precisou ficar hospitalizado. Seu chefe logo descobriu que Fred Flintstone era idêntico ao agente e conseguiram convencê-lo a atuar como agente-secreto em seu lugar, mas ele acabou arranjando uma série de confusões, embora tivesse conseguido cumprir sua missão no final. No Brasil, este longa-metragem era exibido pela Globo, geralmente nas manhãs de domingo.

ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS (Alice in Wonderland or What's a Nice Kid Like You Doing in a Place Like This?) - 1966


Foi o primeiro especial de TV que a Hanna-Barbera produziu, adaptado do famoso conto infantil escrito por Lewis Carroll. Foi uma produção do comediante Bill Dana para a Hanna-Barbera, patrocinado pela Coca-Cola e pelas pílulas Rexall. Nessa nova versão, Alice era uma típica garotinha da década de 1960 que bateu com a cabeça ao tentar impedir uma travessura do seu cachorrinho Fluff, e depois passou através da tela de um aparelho de TV para pegar seu cãozinho, que tinha desaparecido ao passar através da tela. Assim, Alice e Fluff caíram no mundo mágico do País das Maravilhas, e durante toda a aventura ela encontrou cada personagem mais louco que o outro, enquanto tentava encontrar seu cachorrinho, entre eles o Coelho Branco, o Gato Risonho (cuja voz na versão original foi feita pelo ator e cantor afrodescendente Sammy Davis Jr.), o Chapeleiro Louco e a Lebre Maluca, a Lagarta Falante de Duas Cabeças (uma aparição dos famosos personagens Fred Flintstone e Barney Rubble, que apareceram fantasiados de lagarta), o covarde Cavaleiro Branco (personagem criado exclusivamente para o desenho, que era uma versão animada do próprio Bill Dana), o Rei de Copas com a Rainha de Copas (dublada pela atriz Zsa Zsa Gabor) e o ovo falante Humphrey Dumpty, cujo modo de falar fazia lembrar o do ator Humphrey Boggard. No final, Alice era condenada injustamente pela Rainha de Copas a 99 anos de prisão por ter tentado furtar algumas tortinhas de morango, mas conseguia fugir com a ajuda do Coelho Branco e de Humphrey Dumpty. No final surpreendente, quando ela retornava para a sua casa, Alice havia esquecido seu cãozinho Fluff para trás, mas todos os personagens que ela havia encontrado durante a aventura passaram através da tela da TV e surgiram em sua casa, para levarem o cãozinho de volta para ela. No Brasil, este longa-metragem era exibido pela Globo.

JACK E OS FEIJÕES MÁGICOS (Jack and the Beanstalk) - 1967


Protagonizado pelo famoso ator Gene Kelly, foi o segundo longa-metragem da Hanna-Barbera feito para a TV e também a primeira produção do estúdio que misturou animação com atores de carne-e-osso, no antigo processo de animação Chroma-Key. A estória começava no "mundo real", quando um pobre garotinho chamado Jack (interpretado pelo ator-mirim Bobby Riha) trocava sua vaca por alguns feijões que lhe foram entregues por um mascate chamado Jeremias (interpretado pelo ator Gene Kelly). Quando Jack voltou para casa, sua mãe viúva (interpretada pela atriz Marian McKnight) ficou triste ao ver que seu filhinho fora enganado, mas quando ele atirou os feijões no quintal, começou a crescer um enorme pé de feijão que cresceu até atingir as nuvens. No dia seguinte, Jeremias apareceu na casa de Jack para ver se os feijões mágicos que ele lhe dera tinham brotado como ele esperava, e ele e Jack começaram a escalar o pé de feijão, subindo até uma misteriosa ilha flutuante onde havia um gigantesco castelo. Lá dentro, Jack e Jeremias encontraram uma linda princesa chamada Serena, que tinha sido transformada em uma harpa de ouro por um malvado gigante, Jeremias se apaixonou por ela e pretendia salvá-la, mas antes ele e Jack teriam que passar pelo perigoso gigante para conseguirem escapar do castelo. Com a ajuda de um exército de ratinhos falantes, Jack e Jeremias finalmente conseguiram resgatar a princesa e uma gansa gigante que botava ovos de ouro. A princesa tinha voltado ao normal após ter sido beijada por Jeremias, e retornou ao seu mundo mágico montada nas costas da gansa, mas quando Jack e Jeremias retornaram à casa de Jack, o gigante os seguiu; assim, Jeremias cortou o pé de feijão com um machado e o gigante se esborrachou no chão, causando um estrondo que fez com que todas as moedas de ouro que ele tinha em seu castelo nas nuvens caíssem sobre a terra, enriquecendo Jack e Jeremias. No final, Jeremias conhecia a mãe de Jack, que também se chamava Serena e era muito parecida com a princesa, dando a entender que os dois ficariam juntos. No Brasil, este longa-metragem era exibido pela Globo.

ABBOTT E COSTELLO (Abbott and Costello) - 1967


Foi uma versão animada da famosa dupla Bud Abbott & Lou Costello, que fez grande sucesso no cinema durante as décadas de 1940 e 1950. As aventuras da dupla eram bem variadas, desde serem encolhidos por um cientista biruta e mandados ao mundo dos micróbios dentro de um microscópio ou serem transportados a uma outra dimensão durante um festival de mágica. O desenho foi uma produção conjunta da Hanna-Barbera com o então decadente estúdio de cinema RKO Radio Pictures, que em sua era de ouro havia produzido a maioria dos filmes com a dupla. Foram produzidos 155 episódios de 6 minutos cada. No Brasil, este desenho foi exibido somente pela Tupi.

HERCULOIDES, OS (Herculoids, The) - 1967


 

O desenho se passava em um distante planeta chamado Amzot, habitado por seres humanos e outras raças humanoides inteligentes, além das mais bizarras e grotescas criaturas alienígenas. Em uma região do planeta, os únicos habitantes humanos eram um guerreiro chamado Zandor, sua jovem esposa Tara (que foi visivelmente inspirada nas famosas playmates que faziam a cabeça dos marmanjos da época) e o garoto Dorno, filho único do casal. Zandor e sua família possuíam cinco gigantescos animais de estimação, que eles chamavam de Herculoides: Igoo (um enorme gorila de pedra que possuía uma força descomunal), Tundro (uma estranha e encouraçada mistura de um rinoceronte com uma centopeia, que podia esticar suas pernas e atirava pedras de energia de seu chifre), Zok (um dragão voador que disparava raios de energia de seus olhos e da cauda) e duas estranhas criaturas protoplásmicas chamadas Gloop e Gleep, parecidas com amebas gigantes, que podiam assumir as mais variadas formas, além do poder de se multiplicarem e depois retornarem à forma original. Zandor, Tara e Dorno vestiam-se simplesmente, como se fossem habitantes de uma aldeia primitiva, e as duas únicas armas que Zandor possuía eram um escudo comum e um estilingue que ele usava para disparar pedras de energia. Zandor e os Herculoides lutavam contra os mais bizarros invasores alienígenas que queriam dominar Amzot, além de seres malignos que viviam em seu próprio planeta. Cada show exibia dois episódios de 10 minutos cada. Foram produzidos 36 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo, Tupi, Bandeirantes e Manchete.

SHAZZAN (Shazzan) - 1967

 

A estória começava quando os gêmeos adolescentes Chuck e Nancy se refugiavam no interior de uma caverna nas costas do estado do Maine, durante uma tempestade, e encontravam um cofre misterioso contendo vários objetos antigos, incluindo as duas metades de um anel quebrado. Quando o menino e a menina juntaram as duas partes do anel, formando a palavra "Shazzan", eles foram imediatamente transportados do Maine para o mundo mágico da Arábia antiga, das 1001 Noites, onde encontraram um gigantesco e bem humorado gênio chamado Shazzan. Shazzan lhes deu de presente um simpático camelo voador chamado Kaboopy, que serviria de transporte para Chuck e Nancy, para que os dois pudessem encontrar o misterioso Mago da Sétima Montanha (que não chegou a aparecer em nenhum episódio), o verdadeiro dono dos anéis. Shazzan protegeria os gêmeos todas as vezes que eles o chamassem (para isso, bastaria apenas eles juntarem as duas partes do anel para o gênio aparecer), mas Shazzan só poderia mandá-los de volta para casa depois que eles devolvessem o anel ao seu verdadeiro dono. Shazzan era superpoderoso, praticamente invencível, e podia derrotar qualquer ameaça, por pior que fosse, com suas maravilhosas mágicas. Em sua jornada, Chuck e Nancy enfrentavam desde sultões e feiticeiros malignos até gigantescos ogros de um olho só, e o desenho era cheio das mais variadas criaturas lendárias, como dragões, grifos, hidras, harpias, cavalos voadores, entre outros, lembrando muito alguns dos antigos filmes de aventura inspirados em estórias das 1001 Noites, como “O Ladrão de Bagdá” e “Sinbad e a Princesa”. Cada show exibia 2 episódios de 10 minutos cada. Foram produzidos 36 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo, Tupi, Bandeirantes e Record.

PODEROSO MIGHTOR, O (Mighty Mightor) - 1967


A estória se passava na Pré-História, e tudo começava quando um jovem e pacato aldeão chamado Tor, juntamente com seu fiel dragão alado chamado Tog, salvaram um velho eremita do ataque de um tiranossauro. Em agradecimento, o velho deu a Tor uma clava que possuía grandes poderes. Quando Tor levantou a clava e pronunciou a palavra "Mightor!", ele se transformou em um homem superforte e com o poder de voar, surgiu em seu rosto uma máscara ornamentada com um par de chifres de carneiro e um véu, formando uma capa, e sua clava adquiriu o poder de disparar poderosas rajadas de energia, enquanto Tog, de um dragão comum, tornou-se um dragão capaz de lançar fogo. Tor voltou para a sua aldeia e passou a esconder a sua identidade de super-herói, transformando-se em Mightor apenas com o surgimento de alguma ameaça. O chefe da aldeia era um velho chamado Pondo, que tinha dois filhos: uma bela jovem ruiva chamada Sheera (que era apaixonada pelo Mightor, mas vivia esnobando o Tor, sem saber que os dois eram a mesma pessoa) e um garotinho travesso chamado Pequeno Rok, que tinha no Mightor um verdadeiro ídolo e usava uma máscara igual à dele. Sempre que Mightor enfrentava algum inimigo (que geralmente eram invasores de outras tribos que controlavam dinossauros e outras feras gigantes), Rok se intrometia para tentar ajudar seu herói, que acabava tendo um trabalho dobrado para salvar o menino das encrencas em que se metia. Sheera também possuía um animal de estimação, um pequeno e dócil mamute azul chamado Bolo, e Rok possuía uma desengonçada ave dodô chamada Ork. O desenho era exibido junto com o da baleia branca Moby Dick em um show intitulado Moby Dick & O Poderoso Mightor (Moby Dick & Mighty Mightor), que exibia um desenho da Moby Dick entre dois do Mightor. Foram produzidos 36 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo, Tupi e Bandeirantes.

MOBY DICK (Moby Dick) - 1967


O desenho foi uma livre adaptação do clássico da literatura de mesmo nome, do escritor estadunidense Herman Melville. A estória começava quando os garotos Tom e Tubb, em traje de mergulhadores, conseguiram sobreviver a um naufrágio e ficaram perdidos em alto-mar, agarrados a uma pequena balsa. Um tufão inesperado os levou para águas perigosas e eles foram cercados por enormes tubarões. Quando tudo parecia perdido, eles foram salvos pela gigantesca baleia branca Moby Dick, que se tornou um fiel amigo e defensor dos garotos. Todas as aventuras se passavam no fundo do oceano, sempre com os garotos em trajes e equipamento de mergulho, e uma simpática foquinha chamada Scooby juntou-se a eles nas aventuras, nas quais eles enfrentavam desde monstros marinhos dos mais variados tipos até bizarros seres humanoides, habitantes das profundezas do oceano. O desenho era exibido entre dois episódios do Poderoso Mightor. Foram produzidos 18 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo, Tupi e Bandeirantes.

HOMEM-PÁSSARO (Birdman) - 1967


O Homem-Pássaro era um super-herói que possuía um par de asas naturais que lhe davam o poder de voar como um pássaro, e ele absorvia energia do sol, que lhe dava o poder de disparar raios solares e criar poderosos escudos de energia. Usava uma máscara parecida com a do herói Wolverine (um dos heróis mais conhecidos da Marvel Comics) e vivia em um laboratório situado no interior da cratera de um vulcão adormecido, na companhia de seu fiel companheiro, uma águia chamada Vingador. Seu rosto não aparecia em nenhum episódio, assim como sua origem e a de seus poderes também nunca foi revelada. O Homem-Pássaro trabalhava para o governo estadunidense, recebendo as ordens de um agente secreto chamado Falcão 7, e lutava contra bandidos e espiões, principalmente os bandidos de uma organização criminosa chamada FEAR. Na segunda temporada do desenho, o herói salvou a vida de um garoto órfão e o levou para seu esconderijo. Fez para o garoto um uniforme e uma máscara iguais aos dele, além de um par de asas mecânicas, e o menino passou a ser seu ajudante, ficando conhecido como Menino-Pássaro. O desenho era exibido junto com o do Galaxy Trio, e cada show trazia um episódio do Galaxy Trio entre dois do Homem-Pássaro. O título original do show era Homem-Pássaro & Galaxy Trio (Birdman & Galaxy Trio). Foram produzidos 40 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo.

GALAXY TRIO (Galaxy Trio) - 1967


O Galaxy Trio era um grupo formado por três super-heróis originários de três diferentes planetas, que possuíam diferentes superpoderes: o Homem-Meteoro (que tinha as orelhas pontudas e o poder de aumentar as partes de seu corpo, podendo se tornar um gigante, além de sua superforça), a Mulher-Flutuadora (que tinha os cabelos cor-de-rosa, podia voar e controlar a gravidade de qualquer objeto) e o Homem-Vapor (que tinha a pele verde clara e podia se transformar em qualquer tipo de gás, desde vapor comum até nitrogênio ou gás congelante). Os três heróis trabalhavam para a polícia intergalática, viajavam pelo espaço em uma nave chamada Condor 1 e enfrentavam supervilões alienígenas dos mais variados tipos. O desenho era exibido entre dois episódios do Homem-Pássaro. Foram produzidos 20 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo.

JOVEM SANSÃO, O (Young Samson) - 1967

 

Sansão era um jovem comum que viajava pelo mundo em uma lambreta vermelha na companhia de seu cãozinho chamado Golias, mas possuía um par de braceletes mágicos que lhe proporcionavam incríveis poderes. Quando juntava os braceletes, Sansão se transformava em um homem adulto, dotado de superforça e capacidade de voo, e a uma nova junção dos braceletes, podia transformar Golias de um simples cãozinho em um enorme leão com uma superforça descomunal, que disparava raios de energia de seus olhos e podia destruir tudo à sua volta com um forte rugido supersônico. Sansão e Golias enfrentavam vários vilões ao redor do mundo, além de feras gigantes e outras criaturas bizarras, e geralmente eram chamados para ajudar os mais famosos cientistas do planeta no caso de alguma ameaça. A origem de seus poderes também nunca foi revelada em nenhum episódio. Foram produzidos 20 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Tupi, Bandeirantes e Manchete.

QUATRO FANTÁSTICOS, OS (Fantastic Four, The) - 1967


O desenho era uma adaptação fiel das histórias em quadrinhos publicadas pela Marvel Comics nos anos 1960, criada por Stann Lee. A estória começava quando o cientista e inventor Reed Richards e seu velho amigo dos tempos da faculdade, um piloto de testes chamado Ben Grimm, viajaram para o espaço em um voo experimental, em uma espaçonave criada por Reed. Junto com eles, embarcaram a jovem Susan Storm (noiva de Reed na época, que depois tornou-se sua esposa) e o irmão mais novo dela, um jovem piloto de corridas chamado Johnny Storm. Deixando a atmosfera terrestre, a nave foi bombardeada por raios cósmicos e depois caiu na Terra, no meio de uma floresta. Os quatro sobreviveram milagrosamente e conseguiram abandonar a nave antes da explosão, mas os raios cósmicos afetaram seus corpos e, devido a um fator genético desconhecido, cada um deles adquiriu um diferente poder. Primeiro, Susan adquiriu a capacidade de se tornar invisível, por sua própria vontade, e depois Ben sofreu uma mutação que o transformou em uma horrenda criatura toda coberta de pedras alaranjadas, dotado de uma força incrível. Horrorizado com sua nova aparência, Ben saiu correndo pela floresta, mas foi alcançado por Reed, que se esticou para agarrar o amigo e conseguiu convencê-lo de que era melhor os quatro permanecerem juntos. Só então, Reed percebeu que seu corpo havia se tornado elástico como se fosse de borracha, e que ele poderia moldá-lo nas mais incríveis formas. Por fim, Johnny começou a pegar fogo e sentiu-se bem com o calor gerado por ele próprio, descobrindo que havia adquirido a habilidade de inflamar seu próprio corpo e de voar quando estivesse em chamas. Assim, os quatro decidiram se unir e formar uma equipe chamada Os 4 Fantásticos (ou Quarteto Fantástico, como eram conhecidos nos quadrinhos). Reed tornou-se o Doutor Fantástico; Susan, a Moça Invisível; Johnny, o Tocha Humana e Ben tornou-se O Coisa. Juntos, eles enfrentavam os mais terríveis supervilões, como o Doutor Destino (principal vilão da série), Galactus, o Homem-Molécula, Klaw (o mestre do som), o Dr. Diablo e muitos outros. Foram produzidos 20 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo.

BANANA SPLITS, OS (Banana Splits, The) - 1968


Foi o primeiro programa de TV em live-action que a Hanna-Barbera produziu, apresentando quatro atores fantasiados de animais que tocavam em uma banda de música. Os protagonistas eram um cachorrão que vivia com a língua pra fora, chamado Swingo (líder dos Bananas, era o guitarrista da banda, o único que não usava óculos escuros e se achava muito esperto, mas era tão atrapalhado quanto os outros), um gorila bastante parecido com o cantor Stevie Wonder, chamado Bingo (baterista da banda), um leão magricela, com uma juba rala e um enorme nariz vermelho parecido com um nariz de palhaço, chamado Drooper (baixista da banda) e um elefantinho peludo que tinha bolinhas cor-de-rosa nas orelhas, chamado Snorky (era o único que não falava, apenas emitia um som parecido com uma buzina pela sua tromba, que ele usava para tocar seu teclado). Os Banana Splits viviam em uma casa completamente maluca, onde a maioria dos móveis eram apenas pinturas no cenário, e tinham um troféu de caça preso na parede que era a cabeça de um jumento, que conversava com eles. O programa sempre começava com Swingo batendo com um martelo sobre uma mesa para iniciar a reunião do grupo, e havia vários quadros, como o "Querido Drooper" (no qual o leão respondia cartas enviadas por telespectadores imaginários) e a "Hora da Charada" (no qual Bingo adivinhava charadas feitas pelo Swingo), entre outros. Mas o ponto alto do programa era os clipes musicais do grupo, que em cada show cantavam duas canções diferentes. Na maioria dos clipes, o cenário era totalmente psicodélico, bem de acordo com o movimento hippie da época, cheio de efeitos coloridos que lembravam um caleidoscópio, e em muitos deles a técnica de animação Chroma-Key (que consistia em misturar animação com atores de carne-e-osso) era utilizada, inserindo os Banana Splits em cenários animados, sempre cheios de muitas luzes e cores vibrantes. O show tinha como segmentos os desenhos "Os Cavaleiros da Arábia", "Os Três Mosqueteiros" e "Microaventuras", e a série em live-action "A Ilha do Perigo". Foram produzidos 18 shows de 45 minutos de duração, sendo que cada show exibia um episódio de "Os Cavaleiros da Arábia", um de "Os Três Mosqueteiros" e dois de "A Ilha do Perigo". No Brasil, esta série foi exibido pela Tupi e pela Bandeirantes.

CAVALEIROS DA ARÁBIA, OS (Arabian Knights) - 1968


Foi o segundo desenho da Hanna-Barbera que tinha como tema o mundo mágico da Arábia antiga, das 1001 Noites, o outro era “Shazzan”, de 1967. A estória começava quando o tirano Bakhar invadiu Bagdá com seu exército, liderado pelo soldado Vangore, e usurpou o trono do jovem príncipe Turhan, que, para salvar sua vida, teve de fugir. Na fuga, Turhan foi salvo por um mágico baixinho e gorducho chamado Farik, que tinha o poder de encantar objetos e de transformar a si mesmo e aos outros em uma fumaça colorida por alguns instantes. Os dois escaparam em uma mesa voadora e se refugiaram em uma caverna, onde foram atacados por um homem enorme e imensamente forte chamado Raseem, mas quando perceberam que estavam todos do mesmo lado, os três se tornaram amigos. Através de Raseem, Turhan ficou sabendo que sua jovem prima, a princesa Nida, estava sendo mantida prisioneira em uma cidade próxima, e os três partiram para salvá-la, acompanhados pelo simpático burrinho de estimação de Raseem, chamado Zazum, que tinha uma habilidade bem peculiar: sempre que alguém lhe puxava a cauda, ele se transformava em um furacão e saía derrubando tudo que estava à sua frente. Chegando até essa cidade, eles conseguiram libertar Nida, que usou sua habilidade em disfarces para se fazer passar por Vangore e confundir o exército, mas em dado momento eles se viram encurralados. Quando tudo parecia perdido, surgiu um outro mágico chamado Bez, que tinha o poder de se transformar em qualquer animal. Bez se transformou em um enorme elefante, derrubou quase todo o exército sozinho e fugiu transportando todos em suas costas. Quando um soldado tentou agarrar Zazum pela cauda, ele se transformou em um furacão e derrubou o restante do exército. Assim, todos se refugiaram na caverna de Raseem, e como cada um deles era dotado de habilidades diferentes, decidiram se unir e passaram a se chamar “Os Cavaleiros da Arábia”, fazendo um juramento de livrar Bagdá do tirano Bakhar e devolver a liberdade ao povo. O desenho era exibido como segmento no show "Os Banana Splits". Foram produzidos 18 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Tupi e pela Bandeirantes.

TRÊS MOSQUETEIROS, OS (Three Musketeers, The) - 1968


O desenho era uma livre adaptação do famoso clássico da literatura escrito por Alexandre Dumas, que contava a estória dos quatro espadachins D'Artagnan, Athos, Porthos e Aramis (como eram quatro, não se sabe por que se chamavam "Os Três Mosqueteiros"), que trabalhavam para o rei e para a rainha da França no Século 17. D'Artagnan era o mais jovem do grupo e o único que não usava barba, Athos era o mais inteligente e habilidoso, Porthos era o que possuía maior força física e Aramis era mestre em truques de mágica, que ele sempre usava durante as lutas para enganar os inimigos da coroa francesa. Em suas missões, os Mosqueteiros sempre eram atrapalhados por um garotinho loiro e travesso chamado Toulie, sobrinho de uma jovem criada da rainha chamada Constance. Toulie usava um uniforme igual ao dos Mosqueteiros, possuía uma espada de madeira e queria a todo custo ser um mosqueteiro, mas só os metia em confusão. O desenho era exibido como segmento no show "Os Banana Splits". Foram produzidos 18 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Tupi e pela Bandeirantes.

MICROAVENTURAS (Micro Ventures) - 1968


O desenho também foi exibido como segmento no show "Os Banana Splits", embora sua exibição não fosse regular. Os protagonistas eram um cientista chamado Professor Carter e seu casal de filhos adolescentes, Mike e Jill. O Prof. Carter possuía no quintal de sua casa um aparelho chamado Micro-Redutor, que emitia ondas radioativas capazes de encolher qualquer coisa a um tamanho mínimo, e quando Mike o ativava usando um controle remoto, os três eram encolhidos dentro de um carro. No primeiro episódio, eles visitaram um formigueiro, estudando a vida em uma colônia de formigas. No segundo, eles ajudaram um cientista de testes nucleares a encontrar um importante microchip que havia sido perdido no meio de um deserto. No terceiro, eles viveram uma verdadeira aventura em seu próprio quintal, que acabou se transformando em uma verdadeira selva, e os insetos em perigosas criaturas gigantes, tudo para que Jill pudesse brilhar em um trabalho escolar sobre entomologia, e no quarto e último, eles foram para a margem de uma lagoa para estudar de perto tudo sobre o comportamento e a reprodução das rãs. Foram produzidos apenas 4 episódios de 5 minutos cada, que apareciam de surpresa em alguns shows dos Banana Splits, geralmente substituindo um dos clipes musicais da banda. No Brasil, este desenho foi exibido pela Tupi e pela Bandeirantes.

ILHA DO PERIGO, A (Danger Island) - 1968


Esta foi a primeira série em live-action produzida pela Hanna-Barbera. A estória começava durante uma viagem marítima em uma pequena embarcação, onde a tripulação era formada apenas pelo cientista e arqueólogo Doutor Irwin Hayden (interpretado pelo ator Frank Aletter, que também protagonizou a série de TV "Os Astronautas/It's About Time"), sua filha adolescente Leslie (interpretada pela atriz Ronnie Troup) e um jovem chamado Link Simmons (interpretado pelo ator Jean Michael Vincent, que mais tarde ficaria famoso ao protagonizar a série de TV "Águia de Fogo", uma produção de grande sucesso), assistente de Hayden. Eles estavam à procura de uma misteriosa ilha chamada Tubânia, onde o irmão de Hayden havia desaparecido. No caminho, Link e Leslie descobriram vários tesouros submersos e os levaram para o navio, mas foram atacados por um perigoso bando de piratas liderado por um pirata barbudo chamado Mu Tan (interpretado pelo ator Victor Eberg). Na confusão, os piratas capturaram o Dr. Hayden e Leslie, mas Link conseguiu escapar e nadou até uma ilha, onde conheceu os marinheiros Morgan (interpretado pelo ator afro-estadunidense Rockne Tarkington) e Chongo (interpretado pelo ator havaino Kim Kahana), dois marinheiros náufragos que viviam sozinhos naquela ilha há anos. Chongo era todo atrapalhado e não sabia falar, apenas se comunicava através de gestos e emitia sons parecidos com os dos animais da ilha. Link descobriu que aquela era Tubânia, a ilha que eles estavam procurando, e seus novos amigos ajudaram o rapaz a resgatar o Dr. Hayden e Leslie após um ataque da tribo dos Homens-Esqueleto, uma tribo canibal que vivia na ilha e depois acabou afugentando a maioria dos piratas. Mas Mu Tan, líder dos piratas, permaneceu na ilha em busca dos tesouros, fez aliança com os Homens-Esqueletos e novamente o pirata capturou Leslie. Durante as aventuras, a turma descobriu que o irmão de Hayden já estava morto há anos. No último episódio, que nunca foi ao ar no Brasil em TV aberta, o Dr. Hayden, Link, Morgan e Chongo conseguiram derrotar Mu Tan após uma atrapalhada luta em seu navio, resgataram Leslie e retornaram à ilha. No final, Hayden, Link e Leslie decidiram retornar à civilização, mas Morgan e Chongo disseram já estarem acostumados a viver na ilha e que não mais pertencerem à civilização, e acabaram ficando por lá. Na série, para agradar ao público infantil, as brigas apenas começavam sérias, mas sempre terminavam em pastelão, com os mocinhos metendo uma torta ou algo parecido na cara dos bandidos. A série era exibida como segmento no show "Os Banana Splits". Foram produzidos 35 episódios de 5 minutos cada, e cada show exibia dois deles (com exceção de um, que teve um dos episódios substituídos por um de Microaventuras). No Brasil, esta série foi exibido pela Tupi e pela Bandeirantes.

AVENTURAS DE GULLIVER, AS (Adventures of Gulliver, The) - 1968


O desenho foi uma livre adaptação do famoso clássico da literatura escrito por Jonathan Swift. A estória começava durante a viagem de um pequeno navio a vela, na qual um tripulante chamado Thomas Gulliver estava à procura de uma ilha onde havia um tesouro enterrado. Estava acompanhado apenas por seu jovem filho Gary Gulliver com seu cãozinho Tagg e pelo inescrupuloso Capitão Leech, que era o capitão do navio. Durante uma tempestade, o Capitão Leech invadiu a cabine de Thomas Gulliver enquanto ele dormia para roubar-lhe o mapa do tesouro, mas nesse exato momento, o navio foi atingido por um raio e sofreu um naufrágio. O Capitão Leech foi atirado ao mar, Thomas Gulliver desapareceu durante o naufrágio e seu filho Gary conseguiu escapar em uma porta de uma cabine que ele e seu cãozinho Tagg usaram como se fosse uma jangada. Os dois chegaram a uma ilha, e como estava exausto, o jovem Gulliver adormeceu profundamente na praia. Enquanto isso, Gulliver e Tagg eram observados por pequenos homenzinhos do tamanho de um dedo polegar, habitantes da ilha, que amarraram Gulliver e Tagg com várias cordas, pensando que eles fossem gigantes malvados. Ao acordar, Gulliver se livrou facilmente das cordas e acabou fazendo amizade com os homenzinhos. Gulliver foi convidado pelo Rei Pomp a viver em seu reino que se chamava Liliput. Era um pequeno reino que ficava no meio de uma floresta, e todos os seus habitantes eram pequeninos. Os melhores amigos de Gulliver e Tagg eram um homenzinho metido a esperto, mas que só dava mancadas, chamado Bunko, um rapazinho ruivo e completamente atrapalhado chamado Egger, um baixinho loiro e extremamente pessimista, que só via o lado ruim das coisas, chamado Soturno, e uma jovem garota loirinha chamada Flirtácia, que era apaixonada pelo Gulliver, apesar de ele ser um gigante. Gulliver era um fiel amigo dos homenzinhos e fazia de tudo para defender Liliput de toda e qualquer ameaça, ao mesmo tempo em que procurava uma pista de seu pai desaparecido (em vários episódios, surgiram vestígios de que Thomas Gulliver estaria vivo). No segundo episódio, o Capitão Leech reapareceu e passou a perseguir Gulliver e seus amigos durante toda a série, sempre obcecado em roubar o mapa do tesouro que esteve guardado com o jovem Gulliver durante todo o tempo. Foram produzidos 17 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Tupi, Bandeirantes, Manchete e Record.

AVENTURAS DE HUCK FINN, AS (New Adventures of Huckleberry Finn, The) - 1968


A série foi uma livre adaptação do clássico da literatura escrito por Mark Twain. Foi a única série da Hanna-Barbera que misturou atores reais com personagens animados. Somente os três personagens principais eram atores de carne-e-osso e todo o resto era animação, inclusive o cenário. A série foi toda produzida no antigo processo de animação Chroma-Key. Tudo começava no "mundo real", durante a Guerra Civil Americana (1861-65), em uma cidadezinha chamada Hannibal, no estado do Missouri. Os garotos Huck Finn, Tom Sawyer e Becky Thatcher estavam dando um passeio pela floresta, durante uma forte ventania. Quando chegaram a um determinado local, tentando amedrontar a menina Becky, Huck e Tom contaram a ela que naquele local eles tinham visto um criminoso chamado Índio Joe cometer um assassinato, e que desde então o bandido tinha jurado que se vingaria dos dois por terem testemunhado o crime. Assustada, Becky saiu correndo e se deparou com o Índio Joe, que agarrou a menina. Tom e Huck avançaram contra o criminoso e conseguiram soltar Becky. Os três correram para dentro de uma caverna e o Índio Joe os perseguiu, tendo sido a entrada da caverna logo depois bloqueada por uma avalanche. Os três garotos saíram pelo outro lado da caverna e conseguiram atravessar uma ponte para o outro lado, mas depois a ponte desabou e o Índio Joe ficou preso na caverna, e só então os meninos perceberam que haviam passado por um portal que os levou para um mundo mágico onde tudo era desenho, inclusive o próprio Índio Joe, que reapareceu em cada episódio na pele de um vilão diferente. Em suas aventuras, Huck, Tom e Becky ajudaram a múmia de um antigo faraó a reencontrar sua amada no Egito, conheceram o reino de Liliput onde Huck quase foi obrigado a se casar com uma princesa que tinha o tamanho de um dedo polegar, visitaram uma aldeia habitada por duendes na Irlanda, conheceram o famoso Don Quixote de La Mancha na Espanha e viveram várias outras aventuras nesse mundo mágico, onde tudo era desenho. Huck Finn foi interpretado pelo ator Michael Shea, Tom Sawyer pelo ator Kevin Schultz e Becky Thatcher pela atriz LuAnn Haslam. O vilão Índio Joe foi interpretado pelo ator Ted Cassidy, que apareceu apenas na abertura, mas "emprestou" sua voz para os vilões em cada episódio. Foram produzidos 20 episódios. No Brasil, esta interessante série foi exibida somente pela TV Bandeirantes entre 1972 e 1984.

CORRIDA MALUCA, A (Wacky Races) - 1968


Um dos desenhos mais criativos de Hanna-Barbera. O enredo girava em torno de uma divertida corrida de carros, que participavam de competições ao redor de todo o país. Onze carros competiam, cada um com a aparência mais estranha que o outro, bem como os pilotos que eram mais malucos ainda, chamados pelo narrador de "volantes birutas". O Nº 1 era um carro feito de pedra chamado Carro de Pedra, ocupado por dois homens das cavernas completamente peludos, chamados Irmãos Rocha, e cada um carregava uma enorme clava; o Nº 2 era uma casa mal-assombrada sobre rodas, chamada Cupê Mal-Assombrado, e os ocupantes eram dois monstros chamados Medonho (um grandalhão que fazia lembrar o monstro Frankenstein) e Medinho (um homenzinho roxo que usava um traje de cientista). Do alto da torre do cupê, saíam várias criaturas bizarras, como um dragão, uma serpente marinha, uma bruxa, fantasmas e morcegos; o Nº 3 era um carro completamente louco chamado Carro Mágico, que podia se transformar em qualquer outro veículo (desde um tapete voador com rodas até um míssil supersônico, além de cópias perfeitas dos outros carros), e era pilotado por um cientista biruta chamado Professor Aéreo; o Nº 4 era um avião vermelho com rodas chamado Carro Voador, muito parecido com os aviões que foram usados durante a Primeira Guerra Mundial, e o piloto era um aviador chamado Barão Vermelho; o Nº 5 era um carrinho conversível cor-de-rosa chamado Carrinho ‘Pra Frente’, pilotado por uma jovem e bela loira chamada Penélope Charmosa (a única garota entre os competidores), que só se preocupava em se manter bonita durante as corridas, no melhor estilo ‘patricinha’; o Nº 6 era uma mistura de um jipe com um tanque de guerra chamado Carro Tanque do Exército, e seus ocupantes eram um sargento neurótico de guerra chamado Sargento Bombarda e seu piloto, um atrapalhado soldado chamado Micley; o Nº 7 era um carrão dos anos 1920 chamado Carro a Prova de Balas, ocupado pela Quadrilha de Morte, um grupo formado por sete simpáticos gângsters baixinhos, sendo que somente os nomes do líder Clyde e de seu ‘braço-direito’ Ring-Ding eram mencionados no desenho; o Nº 8 era uma carroça com uma enorme máquina movida a vapor na traseira, chamada Carroça a Vapor, pilotada por um velho caipira chamado Tio Tomás, acompanhado por um urso medroso chamado Chorão; o Nº 9 era um carrão enorme parecido com uma limousine chamado Carro Aerodinâmico, pilotado por um galã com a maior pinta de canastrão chamado Peter Perfeito, que vivia dando em cima da Penélope, mas só levava foras da garota; o Nº 10 era um carro feito de madeira e que tinha serras no lugar das rodas, chamado Carro Tronco, que era pilotado por um homenzarrão chamado Rufus Lenhador, acompanhado de um castor de óculos que se chamava Dentes de Serra; e por fim, o Nº 00 era um carro muito esquisito chamado Máquina do Mal, pilotado pelo famoso vilão Dick Vigarista (que foi inspirado em um ator britânico chamado Terry-Thomas, conhecido como "o vilão mais querido dos anos 1950 e 1960"), acompanhado de seu cão Muttley, que também tinha aquela mesma ‘risadinha canina’ do cão Precioso do desenho "O Xodó da Vovó". Dick Vigarista vivia preparando uma série de truques e trapaças dos mais variados tipos para atrapalhar seus adversários e vencer a corrida de maneira suja e desonesta, mas era um tremendo trapalhão e sempre se dava mal, nunca conseguindo vencer uma única corrida durante toda a série e sempre acabando em último lugar. Muttley parecia nem se importar em vencer as corridas, e sempre ria na cara de seu dono quando ele levava a pior. A Corrida Maluca foi o primeiro desenho da Hanna-Barbera que colocou os vilões como personagens principais e foi uma produção conjunta da Hanna-Barbera com a Heather-Quigley. Cada show exibia dois episódios de 10 minutos cada, totalizando 34 “grandes prêmios”. No Brasil, este desenho foi exibido pela Tupi, Bandeirantes e Record.

MÁQUINAS VOADORAS (Dastardly and Muttley in Their Flying Machines) - 1969


Com o grande sucesso do desenho “A Corrida Maluca”, produzido no ano anterior, os vilões Dick Vigarista e Muttley reapareceram nesse novo desenho, dessa vez, como integrantes de uma inescrupulosa esquadrilha da fumaça conhecida como Esquadrilha Abutre. O desenho era ambientado na época da Primeira Guerra Mundial, e Dick Vigarista era o líder da esquadrilha e, além do cão Muttley, tinha como assistentes um homenzinho covarde chamado Zilly e um outro gorducho e baixinho chamado Klunk, que falava tudo enrolado e inventava as mais estapafúrdias máquinas voadoras (desde banheiras voadoras até "relógios-cuco" com asas) para que eles pudessem apanhar o Pombo Doodle, um esperto pombo-correio que trabalhava como espião de um país inimigo. A Esquadrilha Abutre tentava capturar o pombo das mais variadas formas, mas nunca conseguiam e a ave sempre escapava ilesa, tocando uma cornetinha enquanto voava pelo céu. Os aviões sempre explodiam em pleno ar, e Muttley então girava seu rabinho para voar, formando uma hélice como a de um helicóptero e salvava seus companheiros, mas Dick Vigarista era o mais azarado do grupo e quase sempre se esborrachava no chão. Eles recebiam as ordens de um escandaloso general que nunca aparecia em nenhum episódio, e berrava com Dick Vigarista através de um antigo aparelho de telefone. Muttley era louco por medalhas, e sempre que Dick Vigarista lhe negava alguma, ele deixava o vilão cair e depois ria em sua cara com aquela sua famosa "risadinha canina". O desenho tinha 2 pequenos segmentos: PIADINHAS / Dick Dartardly Blackouts and Wing Dings (que mostrava as trapalhadas dos membros da esquadrilha durante as horas de folga) e MUTTLEY, O MAGNÍFICO / Magnificent Muttley (que mostrava o Muttley vivendo diferentes aventuras, que eram apenas sonhos que o cachorro tinha enquanto fazia a faxina no quartel-general da esquadrilha). Foram produzidos 34 episódios do segmento principal, Máquinas Voadoras, 38 de Piadinhas e 17 de Muttley, o Magnífico. No Brasil, este desenho foi exibido pela Tupi, Bandeirantes e mais tarde pelo SBT, dentro do Sábado Animado.

APUROS DE PENÉLOPE, OS (Perils of Penelope Pitstop, The) - 1969


A jovem Penélope Charmosa também foi reaproveitada do desenho A Corrida Maluca, mas apareceu bastante diferente em seu próprio desenho, onde ela não era mais uma garota esperta que usava seus encantos femininos para despistar os competidores e vencer as corridas, e sim uma jovenzinha ingênua, tola e inocente, que tinha como tutor um homenzinho muito mau-caráter chamado Silvestre Soluço, que na verdade era a identidade secreta de um vilão maquiavélico conhecido como Tião Gavião. Penélope Charmosa era herdeira de uma grande fortuna, e vivia em apuros constantes ao ser perseguida pelo Tião Gavião, que queria se livrar da jovem para herdar toda a fortuna em seu lugar. Para isso, ele vivia capturando Penélope e inventava as armadilhas mais criativas, mirabolantes e complicadas para se livrar da jovem, mas ela era protegida pelos sete simpáticos gângsters baixinhos da Quadrilha de Morte (personagens também reaproveitados de A Corrida Maluca, mas que reapareceram completamente diferentes nesse desenho), formada pelo líder Clyde (que também era o ‘cérebro’ do grupo), Dundum (o mais lerdo e abobado de todos, que só dava mancadas), Yak Yak (um sujeito que ficava rindo o tempo todo, mesmo nas circunstâncias mais ameaçadoras), Queixinho (que tirava de seus bolsos vários tipos de equipamentos que ele e o restante da quadrilha usavam para salvar Penélope das armadilhas), Chorão (outro bobalhão que ficava chorando sem parar), Pestana (que ficava cochilando durante todos os episódios) e Zippy (o mais esperto e rápido do grupo, que sempre corria na frente para avisar Penélope dos perigos que ela corria). O grupo viajava em um enorme carrão dos anos 1920 que possuía vida própria, a quem eles chamavam de Chugabum. Tião Gavião tinha dois ajudantes, os gêmeos bandidos Irmãos Bacalhau, mas sempre que o vilão estava prestes a acabar com a jovem Penélope, a Quadrilha de Morte surgia e salvava a garota das maneiras mais inusitadas. Mesmo presa em uma das armadilhas de Tião e correndo os piores perigos, Penélope sempre se preocupava em manter-se bonita e charmosa. Foram produzidos 17 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Tupi, Bandeirantes e Record.

TURMA DA GATOLÂNDIA, A (Cattanooga Cats) - 1969


A Turma da Gatolândia era um grupo formado por quatro gatos hippies que viajavam pelo mundo em um carango amarelo que eles chamavam de "calhambeque". Tocavam em uma banda de música e o grupo era formado pelo guitarrista Country (um gato vermelho e magricela que usava um enorme chapéu), a gatinha Conceição (namorada de Country, era a dançarina do grupo, tinha longos cabelos cor-de-rosa e usava um vestido longo com uma minissaia), o gorducho Groove (um gato azul e gorducho que tocava bateria e falava tudo em rimas) e o baixista Secura (um gato verde claro e baixinho). O cenário era totalmente psicodélico, bem de acordo com o movimento hippie da época, e os diálogos entre os personagens eram carregados de gírias dos anos 1960. Em suas aventuras, o grupo era perseguido por uma gata maluca e risonha chamada Fanzoca, que os vivia perseguindo atrás de um autógrafo. Havia também um enorme cachorro chamado Tinzinho, animal de estimação da Conceição, mas ele só aparecia em vinhetas nas quais a gatinha mostrava a seus amigos os truques que ela tinha ensinado ao cachorro. O ponto alto do desenho eram os clipes musicais do grupo, nos quais a Turma da Gatolândia sempre cantava uma maravilhosa canção bubblegum (ritmo musical que fazia grande sucesso na época) e a cada show havia duas canções diferentes. O show tinha como segmentos os desenhos “É o Lobo”, “Zé Bolha e Juca Bala” e “A Volta ao Mundo em 79 Dias”. Foram produzidos apenas 9 episódios que iam ao ar nos shows de número ímpar, sendo que foram produzidos 17 shows de 45 minutos no total, mas nos de número par era exibido em episódio extra do desenho “É o Lobo” no lugar, e então a Turma da Gatolândia só aparecia nas vinhetas e nos clipes musicais. No Brasil, este desenho foi exibido pela Bandeirantes.

É O LOBO! (It’s The Wolf) - 1969


As estórias se passavam em um bosque, e tinham como protagonista um pequeno e simpático carneirinho que era simplesmente chamado de Carneirinho, e era protegido por um bondoso cão pastor chamado Cachorrão. Carneirinho vivia sendo perseguido por um lobo magricela e cheio de artimanhas e truques sujos, chamado Lobo Bobo. O Lobo Bobo era mestre em disfarces, vivia inventando os mais variados truques para apanhar e devorar o Carneirinho, mas era sempre apanhado pelo Cachorrão, que o agarrava pelo pescoço com o seu cajado e o atirava longe. E então o lobo gritava: "Você não tem esportiva!". Sempre que o lobo aparecia diante do Carneirinho, o inocente animalzinho costumava perguntar algo do tipo: "Quem é você? Será um jabuti da margem do Araguari? Um camaleão de Jaboatão? Um canguru de Botucatu? Ou um galo de São Gonçalo? Não, acho que sei quem você é... É o Lobo! É isso mesmo, é o lobo... É o Lobo! É o Lobo!”... e então o Cachorrão vinha para salvá-lo. O desenho era exibido como segmento no show A Turma da Gatolândia, sendo que era exibido apenas um episódio nos shows de número ímpar e dois nos de número par. Foram produzidos 25 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Bandeirantes.

ZÉ BOLHA E JUCA BALA (Motormouse and Autocat) - 1969


Outra clássica perseguição de gato e rato, mas dessa vez os protagonistas eram um esperto ratinho motoqueiro chamado Juca Bala, que vivia dentro de um buraco na parede de uma garagem, e um gato gordo e também motoqueiro que se chamava Zé Bolha. Juca Bala era um superveloz piloto de corridas, que tinha um vocabulário repleto de gírias usadas nos anos 1960, e vivia sendo perseguido pelo Zé Bolha, que trabalhava como mecânico na garagem, mas seu trabalho também era se livrar do Juca Bala e vivia inventando as mais variadas engenhocas para apanhar o rato, mas nunca conseguia e sempre se dava mal. O mais engraçado era que os dois só eram inimigos durante o expediente, porque, quando o horário de trabalho acabava, ficavam amigos como se nada tivesse acontecido e o Juca Bala sempre dava ao Zé Bolha uma carona para casa. O desenho era exibido como segmento no show A Turma da Gatolândia, que exibia dois episódios em cada show. Foram produzidos 34 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Bandeirantes.

VOLTA AO MUNDO EM 79 DIAS, A (Around The World in 79 Days) - 1969


O desenho foi uma livre adaptação do clássico da literatura “A Volta ao Mundo em 80 Dias”, escrita por Júlio Verne. No desenho, o jovem estadunidense Phini Fog viajava para a Inglaterra para receber uma herança milionária de seu falecido tataravô. Mas quando o advogado leu o testamento, disse que havia uma condição para o rapaz receber a herança: ele teria que dar a volta ao mundo em menos de 80 dias sem a ajuda de nenhum equipamento avançado, superando o recorde que seu tataravô havia estabelecido, e para isso poderia usar apenas o velho balão dirigível de seu tataravô. Do contrário, toda a herança seria herdada pelo velho mordomo de seu tataravô, um homenzinho muito inescrupuloso e mau-caráter chamado Grão de Bico. Phini aceitou o desafio, mas quando embarcou no balão, foi abordado por uma jovem repórter chamada Jenny Trent e seu atrapalhado assistente Hoppy, que queriam entrevistá-lo. O balão foi lançado no ar acidentalmente, e subiu para o céu levando Phini junto com Jenny e Hoppy. Grão de Bico possuía um estranho jipe cheio de armas e truques sujos dos mais variados tipos escondidos dentro dele, um veículo que ele chamava de "Flecha Feroz", e decidiu seguir Phini e seus amigos em sua viagem pelo mundo, com a intenção de impedir Phini de alcançar sua meta para poder herdar a fortuna em seu lugar. Grão de Bico partiu na companhia de seu motorista (um homenzinho completamente retardado chamado Bomba), e de um esperto macaco chamado Simão, cheio de truques sujos. Em suas aventuras, Grão de Bico e seus comparsas faziam de tudo para atrapalhar Phini, Jenny e Hoppy em suas viagens, mas os vilões sempre acabavam se dando mal. O desenho também era exibido como segmento no show A Turma da Gatolândia, e era exibido um episódio em cada show. Foram produzidos 17 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Bandeirantes.

SCOOBY DOO, CADÊ VOCÊ? (Scooby Doo, Where Are You?) - 1969

 


Foi o primeiro desenho do famoso Scooby Doo, o medroso e guloso cão da raça dinamarquesa que viajava pelo país na companhia de quatro adolescentes: Fred (o mais "certinho" do grupo), Daphne (uma ruivinha com o maior jeito de "patricinha" que se achava muito esperta, mas era uma tremenda estabanada e vivia metendo seus amigos em encrencas), Velma (uma jovem baixinha, gorducha e sardenta que era o ‘cérebro’ do grupo e usava um par de óculos que lhe davam um notável aspecto nerd) e o atrapalhado Salsicha (um rapazinho magricela e covarde, melhor amigo do Scooby, e que também era louco por comida). O grupo viajava pelo país dentro de um enorme furgão verde com uma aparência bastante psicodélica, que eles chamavam de Máquina Mistério. O grupo vivia desvendando os mais variados casos de mistérios ao redor do país, sempre contra a vontade do Salsicha e do Scooby Doo, que morriam de medo dos supostos fantasmas e monstros, que no final de cada episódio descobria tratar-se apenas de bandidos comuns, que se disfarçavam de fantasmas ou monstros para afugentar as pessoas de um determinado local, geralmente movidos por algum tipo de ambição. No final de cada episódio, o bandido sempre era desmascarado e preso, e Scooby Doo era aclamado como um herói, embora quase sempre solucionasse os casos de mistério por pura sorte e de maneira acidental. O desenho fez um enorme sucesso e deu origem a vários spin-offs, que a Hanna-Barbera produziu no decorrer das décadas de 1970 e 1980. O desenho teve 2 temporadas: a primeira, produzida em 1969, teve 16 episódios e a segunda, produzida em 1970, teve apenas 8 episódio. No Brasil, este desenho foi exibido pela Bandeirantes e pela Globo.

HARLEM GLOBETROTTERS, OS (Harlem Globetrotters) - 1970


Foi o primeiro desenho animado que teve protagonistas negros, e era uma versão animada do famoso time de basquete, “Os Harlem Globetrotters”, que faziam partidas-espetáculo pelos Estados Unidos e no exterior, um time formado pelos atletas Meadowlark Lemon (capitão do time, mais conhecido como Passarinho), o atrapalhado Eddie "Curly" Neal (mais conhecido como Careca), "Geese" Ausby (mais conhecido como Ganso), o grandalhão Grosso (ou Gip, no original), o magricela Bobby Joe Mason (mais conhecido como Bom-Bom) e o baixinho porto-riquenho Pablo. O grupo viajava pelo mundo em um ônibus pintado com as cores da bandeira estadunidense, que era dirigido por uma simpática velhinha cheerleader (líder de torcida), que acompanhava os Globetrotters em suas aventuras, a quem eles chamavam simplesmente de Vovó. Havia também um atrapalhado cachorro chamado Drible, que calçava dois pares de tênis e acompanhava o grupo em suas aventuras. As estórias eram bem variadas, desde ajudarem um baixinho covarde a se tornar um xerife em uma pequena cidade do Canadá que vivia aterrorizada por um lenhador brutamontes até enfrentar um time de robôs criados por um cientista louco na Transilvânia. Cada episódio sempre terminava com um divertido jogo de basquete, no qual os Globetrotters sempre começavam perdendo feio e só venciam no lance final, para delírio da torcida. Foram produzidos 22 episódios em 2 temporadas. No Brasil, o desenho só foi exibido pela Bandeirantes entre 1972 e 1975.

TREMENDÕES, OS (Where’s Huddles) - 1970


O desenho fazia lembrar um pouco Os Flintstones, também do gênero sitcom, mas o enredo foi ambientado na mesma época da produção, e tinha como protagonistas os astros do futebol americano Ed Chefe (que era muito parecido com o ator Walter Matthau) e Buba Mascote, um baixinho gordo e narigudo. Os dois eram vizinhos, e assim como o Fred e o Barney, Ed Chefe também vivia se aproveitando da ingenuidade de Buba Mascote para explorar o amigo. Ed era casado com uma moça ruiva chamada Norma, e Buba era casado com uma moça loirinha chamada Pita. Norma e Pita eram muito amigas e faziam bem o estilo "dona de casa exemplar". Ed e Norma tinham uma bebezinha chamada Pompom e um cachorro de estimação chamado Paspalho, que vestia um uniforme de jogador de futebol igual ao de seu dono. Os personagens coadjuvantes eram o grandalhão afrodescendente Cargueiro (amigo fiel de Ed e Buba, que jogava no mesmo time que eles, os Rinos) e um vizinho chato e neurótico de Ed e Buba, chamado Cláudio Perturbado, que vivia implicando com os dois, inventando os truques mais mirabolantes para tentar expulsá-los da vizinhança, e vivia chamando seus vizinhos de "selvagens". Cláudio Perturbado possuía uma gata tão chata quanto ele, chamada Sardinha, e era muito engraçado quando o cão Paspalho se vingava das “chatices” da gata  Sardinha. No final de cada episódio, Ed, Buba e Cargueiro sempre participavam de uma divertida partida de futebol americano. Este desenho teve apenas 10 episódios produzidos. No Brasil, foi exibido pela Bandeirantes entre 1972 e 1975.

JOSIE E AS GATINHAS (Josie and the Pussycats) - 1970


Josie e as Gatinhas eram uma banda de música formada por três garotas: Josie (uma simpática ruivinha que tocava guitarra), Valéria (uma bela afrodescendente que tocava na percussão, e era o "cérebro" do grupo) e Melody (uma loirinha completamente ingênua e burrinha que tocava bateria). As três garotas viajavam pelo mundo na companhia de um jovem loiro e robusto chamado Alan (namorado de Josie), um homenzinho magricela e covarde, que usava óculos escuros e se chamava Alex (empresário do conjunto), e uma garota de cabelos pretos e rabo de cavalo chamada Alexandra (irmã mais velha de Alex, uma jovem esnobe, arrogante e invejosa, que vivia dando em cima do Alan, mas ele não lhe dava a menor confiança e ela só levava um fora atrás do outro). Completando o grupo, havia um gato preto e branco chamado Sebastian (animal de estimação de Alexandra e mascote do grupo, e que a jovem vivia usando para tentar separar Alan de Josie). O grupo viajava pelo mundo a bordo de um engraçado ônibus de dois andares, e entre um show e outro, solucionavam os mais variados casos de mistério, em um estilo parecido com o da turma do Scooby Doo. Foram produzidos 16 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Bandeirantes e pela Manchete.

FANTASMINHA LEGAL, O (Funky Phantom, The) - 1971


A estória começava durante uma noite de tempestade, quando os jovens Sílvio, Alice e Hugo, acompanhados de um cão buldogue chamado Elmo, refugiaram-se em uma velha casa abandonada com aparência de mal-assombrada. Quando eles giraram o ponteiro de um velho relógio, surgiu diante deles o atrapalhado fantasma de um homenzinho chamado Jonathan Muddlemore, que vivera há séculos atrás, na época da independência dos Estados Unidos, e vestia um traje de revolucionário, típico da época. O fantasma era todo branco e surgiu na companhia de seu gato-fantasma Boo. A princípio, o fantasma tentou assustar os jovens, só que eles o acharam engraçado ao invés de ficarem com medo, e assim ele acabou fazendo amizade com a turma. A partir de então, o Fantasminha Legal, ou simplesmente "Fantasminha" (como passou a ser chamado pelos jovens) passou a acompanhá-los e a ajudá-los a desvendar os mais variados casos de mistério. O Fantasminha Legal podia se tornar invisível e se transformar em um feixe de energia, podendo se locomover rapidamente de um lugar para outro, além de poder realizar vários outros truques, mas mesmo assim era um tremendo covarde e morria de medo de outros fantasmas (que nunca passavam de bandidos comuns fantasiados de fantasmas, como no desenho do Scooby Doo; ele próprio era o único fantasma verdadeiro da série). O gato Boo vivia se aproveitando da sua condição de fantasma para atormentar o cão Elmo, e os jovens Sílvio e Hugo eram amigos, mas vivam brigando, porque os dois eram apaixonados pela Alice, só que ela parecia gostar dos dois apenas como amigos e não demonstrava o menor interesse por nenhum dos dois. Foram produzidos 17 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Bandeirantes e pela Manchete.

URSO DO CABELO DURO, O (Help, It’s the Hair Bear Bunch) - 1971


Os protagonistas eram três atrapalhados ursos hippies que viviam em um jardim zoológico, infernizando a vida dos zeladores, um homenzinho neurótico chamado Sr. Peevly e seu assistente Botch, um grandalhão gordo, completamente imbecil e puxa-saco do Sr. Peevly, que ficava o tempo todo pedindo uma promoção ao seu chefe. O trio principal era formado pelo urso Cabeludo (que tinha uma vasta cabeleira loira e crespa, que ele usava com um corte de cabelo no estilo black power), um urso meio abobado, comilão e que usava um chapéu caído sobre os olhos, chamado Quadrado, e um urso baixinho, tagarela e metido a intelectual que se chamava Enrolado. O vocabulário do urso Cabeludo era repleto de gírias dos anos 1970 (tipo "morou", "amizade", "pra frente", "patota", entre outros) e a voz do personagem em português, feita pelo falecido ator e comediante global Francisco Milani, deu um toque de humor especial ao personagem. Os ursos viviam tentando fugir do zoológico, e para isso usavam uma ‘motoca invisível’ que o urso Quadrado formava a partir do nada, apenas com um simples movimento da perna. No zoológico, os três ursos viviam com todo conforto em uma caverna onde eles tinham vários tipos de aparelhos e utensílios domésticos, que ficavam escondidos atrás das rochas e só apareciam quando um deles acionava um botão secreto. Outros personagens de destaque na série eram o leão Barbudo (que vivia sendo atormentado pela esposa), o atrapalhado gorila Banana, o avestruz Cauteloso, o raposo Folgado (que fazia jus ao nome, porque era um tremendo explorador), o elefante Fumbo, o hipopótamo Hípi e o ratinho Coisinha, que era o melhor amigo da turma do Cabeludo. Foram produzidos 16 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Bandeirantes.

BAMBAM E PEDRITA (Pebbles and Bamm-Bamm Show, The) - 1971


O desenho foi o primeiro spin-off de “Os Flintstones”, onde os protagonistas eram o Bambam e a Pedrita, que nessa nova versão apareceram já adolescentes, vivendo divertidas aventuras com sua turma de amigos na Idade da Pedra. Seus melhores amigos eram um jovem superdotado com o maior jeito de nerd chamado Monolito, uma baixinha gulosa chamada Penny e uma magricela de cabelos encaracolados chamada Wiggy, que era fanática por horóscopo. Havia também um baixinho azarado com o chapéu caído sobre os olhos, chamado Uruca (sempre que ele se aproximava, algo de errado acontecia) e uma "patricinha" muito esnobe chamada Cindy (rival da Pedrita, que vivia esnobando todos à sua volta), que aparecia na companhia de seu namorado, um "mauricinho" pedante chamado Fabian. Pedrita vivia tendo ideias mirabolantes e sempre colocava o Bambam nas mais engraçadas situações (nesse desenho, ele aparecia sem a superforça que possuía quando era bebê). O visual da turminha era bem de acordo com o estilo hippie da época, e havia também um grupo de motoqueiros delinquentes conhecidos como "A Turma do Bronto", que só arranjavam confusão. O Fred, o Barney, a Wilma e a Betty também apareciam em alguns episódios, mas fazendo apenas papéis secundários. O Bambam tinha um pequeno tricerátops azul de estimação, chamado Focinho, e Pedrita tinha um pequeno e simpático mamute chamado Wooly. Foram produzidos 16 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo.

NOVAS AVENTURAS DOS FLINTSTONES, AS (Flintstone Comedy Show, The) - 1972


Foi o segundo spin-off da série clássica "Os Flintstones". O desenho era uma mistura da série original, da década de 1960, com o desenho Bambam e Pedrita, produzido no ano anterior, só que ao invés de um episódio longo, havia três episódios de 6 minutos cada, que podiam ser do Fred com o Barney, a Wilma e a Betty ou da Pedrita e do Bambam adolescentes com sua turma de amigos. A novidade era que, nesse desenho, a Pedrita, o Bambam, o Monolito, a Penny e a Wiggy formavam uma banda de música chamada “Os Bedrock Rockers”, e a cada show eram exibidos dois clipes do conjunto, com o mesmo visual psicodélico dos que eram exibidos no show “A Turma da Gatolândia”. O show era exibido juntamente com reprises dos episódios do desenho "Bambam e Pedrita" em um único bloco de uma hora de duração, intitulado The Flintstone Comedy Hour. Foram produzidos 16 shows. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo.

CHARLIE CHAN (Amazing Chan and the Chan Clan, The) - 1972


O desenho foi uma versão animada do famoso detetive chinês e gorducho dos filmes clássicos e dos antigos livros e revistas de mistério, personagem criado pelo escritor estadunidense Earl Derr Biggers em 1923. No desenho, Charlie Chan aparecia como um pai viúvo de dez filhos (adolescentes e crianças): Henry (o filho mais velho e também o mais "certinho" do grupo), Stanley (o palhaço da turma, piadista infame e mestre em disfarces), Suzy (a mais velha das meninas e também a "patricinha" do grupo), Alan (que usava óculos e era mestre em mecânica e eletrônica), Anne (a molecona do grupo, que se vestia como um menino), Tom (o intelectual do grupo, que também usava óculos), Flip (que tinha no pai um verdadeiro ídolo e sempre tomava a frente nos casos de mistério, mas só arranjava confusão), Nancy (a comilona da turma), Mimi (uma pirralha que se achava uma mocinha e vivia dando ordens ao irmão mais novo) e Scooter (o caçulinha dos dez irmãos). Henry e Stanley possuíam um carro que podia se transformar em vários tipos de veículos sempre que um botão fosse acionado, e os três filhos mais velhos formavam uma banda de música chamada "A Turma Chan". Os dez irmãos viajavam pelo mundo na companhia de seu pai e de um cachorro pequinês chamado Chuchu, desvendando os mais complicados casos de mistério. Foram produzidos 16 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo, Bandeirantes e Manchete.

MUZZARELLAS, OS (Roman Holidays, The) - 1972


A estória se passava na Roma Antiga do século 1, e tinha como protagonistas uma típica família de classe média, formada pelo patriarca Zecas (que fazia o tipo pai e marido exemplar, e assim como o Fred Flintstone, também era fanático por boliche e trabalhava na firma de um velho sovina chamado Sr. Gambázius), sua esposa Laura (dona de casa exemplar, era uma típica mama italiana que vivia para o marido e os filhos), o filho adolescente Jocas (um garotão com o maior jeitão de hippie em plena Roma Antiga, que era fanático por rock n' roll e tinha um vocabulário repleto de gírias dos anos 1970) e a filhinha Precócia (que era metida a intelectual e fazia parte de um grupo de bandeirantes mirins). Os Muzzarellas tinham um animal de estimação chamado Brutus, um enorme leão covarde e molenga que vivia metendo o Zecas em confusão, principalmente por causa do Sr. Chatus, um velho implicante e neurótico, proprietário do apartamento onde os Mussarelas moravam, e que morava no apartamento embaixo deles. O senhorio vivia ameaçando despejar a família, principalmente por causa das trapalhadas do Brutus. Jocas namorava uma jovem loirinha chamada Ruivias, que morria de ciúmes do rapaz. Foram produzidos 13 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo, Bandeirantes e Manchete.

LABORATÓRIO SUBMARINO (Sealab 2020) - 1972


O enredo se passava no ano 2020, em uma cidade construída no fundo do oceano, habitada por 250 homens, mulheres e crianças que trabalhavam como oceanautas. Os personagens principais eram o Capitão Mike Murphy (líder do complexo submarino), um brilhante cientista chamado Dr. Paul Williams, os mergulhadores Ed, Hal e Gail e os garotos Bobby, Sally e Jamie, netos do Capitão Murphy, que eram criados por ele. Enquanto o grupo vivia várias aventuras no fundo do oceano, o desenho mostrava como era a vida marinha. Provavelmente foi inspirado no clássico da literatura “20.000 Léguas Submarinas”, do escritor francês Júlio Verne. O desenho era educativo e tratava de assuntos importantes, como exploração de petróleo, proteção a espécies marinhas ameaçadas, fontes de energia alternativa, entre outros, bem como o trabalho em equipe e como lidar com situações críticas. Foram produzidos 13 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo, Manchete e Record.

JOSIE E AS GATINHAS NO ESPAÇO (Josie and the Pussycats in Outer Space) - 1972


O desenho foi uma continuação de "Josie e as Gatinhas", produzido dois anos antes. A estória começava durante uma companha publicitária, quando Josie, Valéria, Melody, Alan, Alex, Alexandra e Sebastian estavam sendo fotografados em frente à porta de embarque de uma nave espacial da NASA. Sempre querendo aparecer mais que os outros, Alexandra passou na frente do grupo e acabou derrubando todos dentro da nave, depois de ela acionar acidentalmente uma alavanca, lançando a espaçonave ao espaço com toda a turma dentro dela. Valéria, que era a mais inteligente do grupo, acabou conseguindo pilotar a nave, que aterrissou em um estranho planeta chamado Zélkor. Logo no início, o grupo encontrou um simpático, pequeno e peludo alienígena chamado Bleep, que se tornou o animalzinho de estimação da Melody, tornando-se o novo mascote do grupo, contra a vontade de Alexandra e Sebastian. Após libertarem o planeta Zélkor de um tirano alienígena chamado Karnak, que queria conquistar o planeta, em agradecimento, os extraterrestres programaram a nave para levá-los de volta à Terra, mas Alexandra fez mais uma besteira e a nave ficou à deriva no espaço. Assim, a cada episódio, o grupo visitava um planeta diferente, conhecendo as mais bizarras raças de seres alienígenas em divertidas aventuras espaciais. Foram produzidos 16 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Bandeirantes.

PAPAI SABE NADA (Wait Till Your Father Gets Home) - 1972


Foi o único desenho direcionado ao público adulto que a Hanna-Barbera produziu na década de 1970. Os protagonistas eram uma típica família de classe média dos anos 1970, formada pelo patriarca Harry Boyle (um funcionário público que trabalhava duro e sofria com os gastos da família), sua esposa Irma (uma típica dona de casa e mãe de família da época), o filho Chet (o filho mais velho, um típico hippie dos anos 1970 que não queria saber de trabalhar e só arranjava confusão), a filha Alice (uma adolescente gordinha e de óculos, com todos os problemas típicos de uma garota de 15 anos) e o garotinho Jamie (o filho mais novo, que parecia ser o mais ajuizado da casa, mas era louco por dinheiro e vivia explorando o pai), além do cão Julius. O desenho abordava temas polêmicos como Guerra Fria, comunismo, movimento hippie, libertação sexual dos jovens, libertação feminina, descaso do governo com o povo e outros assuntos polêmicos que não eram muito do interesse de crianças pequenas. Havia também um vizinho completamente biruta e neurótico, um veterano de guerra chamado Ralph, que ficava o tempo todo espionando a vizinhança para ver se encontrava algum espião russo, na companhia de uma velhinha esclerosada conhecida como Sargento Whitaker. Foram produzidos 48 episódios em 3 temporadas. No Brasil, o desenho foi exibido pela Globo na época da Ditadura Militar, tendo sido censurado e por isso só a primeira temporada foi ao ar no Brasil em TV aberta.

MENINA E O PORQUINHO, A (Charlotte’s Web) - 1972


Foi o terceiro longa-metragem animado que a Hanna-Barbera produziu para o cinema, em uma produção conjunta com o famoso estúdio Paramount. A estória começava em um sítio, em uma típica cidadezinha do interior dos Estados Unidos, quando uma porquinha deu à luz a vários leitõezinhos, mas um deles era um porquinho anão e o dono do sítio, um homem muito ignorante, decidiu matá-lo por achar que o pobre bichinho não serviria para nada. No entanto, sua bondosa filha Fern, uma menina de doze anos, adotou o porquinho e lhe deu o nome de Wilbur, passando a criá-lo como se fosse um bebê. Mas o tempo passou e Wilbur cresceu de maneira surpreendente, tornando-se um porco grande e forte como qualquer outro. O pai de Fern disse que eles não poderiam mais mantê-lo no sítio e, mesmo vendo o sofrimento da menininha, mandou o porquinho para a fazenda de um parente seu, um rico fazendeiro chamado Sr. Zuckerman, onde Fern poderia ir visitá-lo durante as férias escolares, mas Wilbur estranhou muito ao ter que conviver pela primeira vez com outros animais. Em um celeiro, não demorou muito para Wilbur descobrir que estava sendo engordado para depois servir de alimento para o fazendeiro e sua família, mas fez amizade com uma bondosa e sábia aranha chamada Charlotte, que se tornou sua grande protetora e passou a fazer de tudo para que Wilbur não fosse morto. Wilbur também fez amizade com um pequeno patinho, que se tornou seu amigo inseparável, e com um rato guloso e muito do oportunista chamado Templeton, mas que também se empenhava em salvar a vida de Wilbur, embora sempre estivesse esperando algo em troca. No final emocionante, em uma exposição em uma feira estadual, Charlotte morria após usar todas as suas forças para fabricar teias em forma de letras, com a esperança que, com isso, Wilbur vencesse o concurso de melhor animal, o Sr. Zuckerman se encantasse por ele e não o matasse, e Wilbur acabou sobrevivendo, acabando por se tornar o pai adotivo das três filhinhas de Charlotte. No Brasil, o filme era exibido uma vez por ano durante a época de férias pela Rede Globo, na Sessão da Tarde.

ARCA DO ZÉ COLMEIA, A (The Saturday Superstar Movie: Yogi's Ark Lark) - 1972

 

Foi um longa-metragem produzido para a TV, exibido originalmente como um dos episódios da série The Saturday Superstar Movie, e foi a primeira produção da Hanna-Barbera que reuniu vários personagens de diferentes desenhos animados do estúdio. A estória começava no Parque Jellystone, quando o Zé Colmeia e o Catatau convidaram uma verdadeira legião de personagens da Hanna-Barbera para discutirem a respeito dos malefícios causados pela poluição. Um velho carpinteiro do parque, chamado Noé, aceitou construir uma gigantesca arca voadora para que todos embarcassem nela e viajassem em busca de um "lugar perfeito", onde todos poderiam viver tranquilamente. Terminada a construção da arca, todos embarcaram, e além da famosa dupla Zé Colmeia e Catatau e do Capitão Noé, o único ser humano do grupo (que se tornou o capitão do navio), a turma era formada pelo Dom Pixote, Leão da Montanha, Pepe Legal e Babalu, Bibo Pai e Bóbi Filho, Manda-Chuva e sua turma (Batatinha, Gênio, Bacana, Xuxu e Espeto), Wally Gator, Gorila Maguila, Peter Potamus e Tico Mico, Lípi e Hardy, Tartaruga Tuchê e Dundum, Jambo e Ruivão, Patinho Duque e Chopper, Formiga Atômica, Lula Lelé, a Família Buscapé (Zé Buscapé, Bié Buscapé, Florzinha e Chapeuzinho), Lobo Joca e Dingue Lingue, os ratinhos Plic e Ploc, o Esquilo Secreto, o Carneirinho do desenho "É o Lobo" e o castor Dentes de Serra, copiloto do Rufus Lenhador no desenho "A Corrida Maluca". Durante a viagem, a turma conheceu várias partes do mundo, como o Egito, o Polo Norte e até mesmo o espaço sideral, mas no final surpreendente eles acabaram retornando de modo acidental ao Parque Jellystone, percebendo por fim que o tão sonhado "lugar perfeito" poderia ser o próprio lugar onde cada um deles vivia, desde que soubessem mantê-lo sempre limpo e organizado. O especial fez um grande sucesso e acabou dando origem à série "A Turma do Zé Colmeia", que estreou no ano seguinte, mas muitos dos personagens que apareceram no especial não apareceram em nenhum episódio da série, como o Capitão Noé, a turma do Manda-Chuva, o Carneirinho e a dupla Jambo & Ruivão. No Brasil, o longa-metragem era exibido pela Globo, geralmente nas manhãs de domingo.

AVENTURAS DE OLIVER TWIST, AS (The Saturday Superstar Movie: Oliver and the Artful Dodger) - 1972


Exibido originalmente como um episódio da série The Saturday Superstar Movie, este especial de TV foi uma adaptação do clássico da literatura de mesmo nome, escrito por Charles Dickens. A estória se passava na antiga cidade de Londres e o protagonista era um humilde garotinho órfão chamado Oliver Twist, que foi adotado por um rico comerciante chamado Sr. Brownlow. Com a morte do Sr. Brownlow, Oliver Twist herdou toda a sua fortuna, mas passou a ser perseguido pelo perverso Sam Sniperly, o ganancioso sobrinho de Brownlow, que estava disposto a fazer de tudo para herdar a fortuna em seu lugar. Oliver, por sua vez, passou a contar com a ajuda de um esperto menino de rua chamado Dodger, que dedicava a sua vida a livrar outros garotos de rua como ele de serem explorados por um homem inescrupuloso chamado Bumbles. Oliver e Dodger então se tornaram grandes amigos, e Dodger passou a ajudar Oliver em sua meta de aplicar o dinheiro de sua herança para a construção de um orfanato. No Brasil, o longa-metragem era exibido pela Globo, geralmente nas manhãs de domingo.

AVENTURAS DE ROBIN HOODNIK, AS (The Saturday Superstar Movie: The Adventures of Robin Hoodnik) - 1972


Exibido originalmente como um episódio da série The Saturday Superstar Movie, este especial de TV foi uma nova versão das aventuras do lendário herói inglês Robin Hood, que roubava dos ricos para dar aos pobres. No desenho, os personagens principais eram um bando de animais falantes e Robin Hoodnik era um cachorro amarelo e muito parecido com o Scooby Doo, com o chapéu caído sobre os olhos; sua namorada, a donzela Marian, era uma cadelinha muito tagarela, da raça pinscher, que usava óculos e tinha uma densa cabeleira crespa igual à do urso Cabeludo (do desenho "O Urso do Cabelo Duro"); o arqueiro Alan Airedale era uma esperta raposa, o Frei Tuck (chamado nesse desenho de Frei Pork) era um porcão gorducho e o João Pequeno era um enorme urso com jeito de bobalhão.  A turma tinha que enfrentar as maldades do perverso Lord Scurvy e do Xerife de Nottingham, com o seu atrapalhado assistente Oxx e o cão Scrounger, que fazia qualquer coisa para ganhar seus biscoitos caninos. Diferentemente da versão produzida pela Disney no ano seguinte (onde não havia seres humanos e todos os personagens eram animais), nessa versão, somente os mocinhos da estória eram animais falantes e os vilões eram humanos. No Brasil, o longa-metragem era exibido pela Globo, geralmente nas manhãs de domingo.

AVENTURAS DE GIDGET, AS (The Saturday Superstar Movie: Gidget Makes the Wrong Connection) - 1972


Exibido originalmente como um episódio da série The Saturday Superstar Movie, este especial de TV era uma versão animada da série de TV "Gidget", estrelada pela atriz Sally Field, que fez um enorme sucesso na década de 1960. A aventura começava quando a jovem Frances “Gidget” Lawrence, acompanhada por seus amigos surfistas (os jovens Rink e Steve), resolveram fazer um cruzeiro de navio, mas seguiram outro curso e acabaram ficando perdidos em alto-mar no meio de uma tempestade. Logo depois, tiveram que enfrentar um grupo de contrabandistas de ouro que atuava na região.

BANANA SPLITS NO PARQUE ENCANTADO, OS (The Saturday Superstar Movie: The Banana Splits in Hocus Pocus Park) - 1972


Exibido originalmente como um episódio da série The Saturday Superstar Movie, este especial de TV começava no "mundo real" e mostrava os famosos Banana Splits (Swingo, Bingo, Drooper e Snorky) divertindo uma porção de crianças em um parque de diversões. Logo eles fizeram amizade com uma garotinha ruiva e sardenta chamada Suzy, que ao correr atrás de seu balão, acabou passando através de um painel que a transportou para um mundo mágico onde tudo era desenho, inclusive ela própria, e os Banana Splits decidiram ir resgatá-la. Passando através do mesmo painel, os Banana Splits também se transformaram em desenho animado e sua missão era resgatar a pequena Suzy, que acabou sendo aprisionada na torre do castelo de uma bruxa, que queria transformá-la em uma aprendiz de feiticeira. Para salvá-la, os Banana Splits primeiro teriam que passar por dois bruxos completamente atrapalhados chamados Hocus e Pocus, que depois acabaram ajudando o quarteto a salvarem a garotinha do castelo da bruxa. No Brasil, o longa-metragem era exibido pela Globo, geralmente nas manhãs de domingo.

TÁBATHA E A TURMA DO CIRCO (The Saturday Superstar Movie: Tabitha and Adam & The Clown Family) - 1972


Exibido originalmente como um episódio da série The Saturday Superstar Movie, este especial de TV tinha como protagonistas os irmãos Tábatha e Adam Stevens, filhos do casal Samantha e James Stevens da série clássica "A Feiticeira". No desenho, Tábatha e Adam apareceram adolescentes e viajavam para visitar seus parentes que trabalhavam como artistas de circo, mas Tábatha acabou precisando usar os poderes mágicos que herdou de sua mãe para ajudar seus parentes contra uma dupla de homens inescrupulosos que queriam tomar o circo para eles.

PERDIDOS NO ESPAÇO (The Saturday Superstar Movie: Lost in Space) - 1973


Foi o último especial de TV exibido originalmente como um episódio da série The Saturday Superstar Movie, e foi adaptado da clássica série de ficção científica dos anos 1960 "Perdidos no Espaço", embora os dois únicos personagens da série que apareceram no desenho tenham sido o Dr. Smith (uma versão animada do ator Jonathan Harris, que interpretou o personagem na série) e o robô. A estória começava quando o jovem astronauta Craig Robinson (muito parecido com o Major Don West, da série original), acompanhado pelo seu irmão caçula Link Robinson (parecido com o ator Billy Mummy, o "Will Robinson" da série original) e pela jovem bióloga Tina Carmichael (parecida com a atriz Martha Kristen, a "Penny Robinson" da série original), acompanhados pelo Dr. Smith (que no desenho era um dos passageiros e não um vilão sabotador, como na série original) e pelo robô, viajavam em uma nave rumo ao espaço sideral, mas devido a um problema na nave durante a viagem, ela acabou aterrissando em um planeta desconhecido. Enquanto tentavam encontrar um meio de consertarem a nave e regressarem à Terra, a turma precisava promover a paz entre duas diferentes raças de seres alienígenas que viviam em guerra. O desenho foi produzido como um episódio-piloto para uma nova série animada que a Hanna-Barbera pretendia produzir, contudo não agradou muito ao público, que o achou muito diferente da série original, e apenas o especial de TV foi produzido, ficando inédito na TV brasileira.

TURMA DO ZÉ COLMEIA, A (Yogi’s Gang) - 1973


 

Foi a primeira série animada da Hanna-Barbera que reuniu vários personagens de desenhos diferentes. Aqui, o famoso Zé Colmeia não era mais um urso malandro e ladrão de cestas de piquenique, e sim o respeitável capitão de uma enorme arca voadora cheia de animais, que navegava pelo céu. Sua tripulação era formada pelo seu fiel amigo Catatau, Dom Pixote, Leão da Montanha, Pepe Legal, Wally Gator, Maguila (que ficava correndo em cima de uma esteira para fazer a arca funcionar, enquanto comia um cacho de bananas para lhe dar energia), Peter Potamus, Bibo Pai & Bóbi Filho, Formiga Atômica, Lula Lelé (chamado nesse desenho de Polvorosa), Lípi & Hardy, Lobo Joca (sem o Dingue Lingue), Tartaruga Tuchê (sem o Dundum) e o casal Zé Buscapé e Bié Buscapé (chamados de "Sr. e Sra. Ursão"). Além desses, outros personagens faziam parte da tripulação, mas só faziam algumas rápidas pontinhas em alguns episódios e não possuíam fala: o Patinho Duque (era ele que levava as correspondências para a arca), Babalu, Tico Mico, os irmãos Florzinha e Chapeuzinho Buscapé, os ratinhos Plic e Ploc (sem o Chuvisco) e o Esquilo Secreto, sendo que o seu ajudante Moleza Toupeira aparecia apenas na abertura. O Guarda Smith, que nos episódios clássicos do Zé Colmeia era seu perseguidor implacável, fez uma participação especial em três episódios como um grande amigo do urso, e a Ursa Cindy (namorada do Zé Colmeia no longa-metragem de 1964) também fez uma participação em dois episódios como uma amiga da turma. Zé Colmeia e sua turma encontravam vários vilões, como o Doutor Fanático, o Gênio Insaciável, o Sr. Mentira, a Bruxa Fofoca, o Sr. Sujeira e muitos outros, e no final de cada episódio era sempre dada uma lição de moral, como de que não se deve falar mentiras, nem fazer fofocas, nem espalhar sujeira pelos cantos, nem ter inveja dos outros, entre outras. Foram produzidos 15 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo.

GOOBER E OS CAÇADORES DE FANTASMA (Goober and the Ghost Chasers) - 1973


Goober era um cachorro azul-claro, magricela e de orelhas peludas que tinha o poder de ficar invisível, deixando visíveis somente o gorro e a coleira que ele usava. Goober acompanhava um grupo formado por três jovens: o fotógrafo Gillie (melhor amigo do Goober) e seus amigos Ted e Tina, que trabalham para uma revista chamada Revista Caçadores de Fantasma. Em suas aventuras, que consistiam em desvendar os mais variados casos de mistério no mesmo estilo do Scooby Doo, a turma sempre encontrava os irmãos Laurie, Danny, Chris e Tracy Partridge da série clássica de TV "A Família Dó-Ré-Mi" (que viria a ganhar seu próprio desenho no ano seguinte), e todos se uniam para desmascarar os fantasmas. Diferentemente dos desenhos do Scooby Doo, onde todos os fantasmas eram falsos, no desenho havia alguns fantasmas verdadeiros, que geralmente apareciam no final dos episódios para ajudarem Goober e seus amigos a desmascarar os falsos fantasmas. Goober não controlava sua invisibilidade, e se tornava invisível quando ficava assustado. Foram produzidos 16 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo, Bandeirantes, Manchete e Record.

GRANDE POLEGAR, DETETIVE PARTICULAR (Inch High Private Eye) - 1973


Grande Polegar era um pequeno detetive do tamanho de um dedo polegar (em nenhum episódio foi revelado por que ele era desse tamanho ou por que ficou assim), que trabalhava na agência de um homem neurótico e antipático chamado Sr. Finkerton. Em suas missões para desvendar os mais variados casos de mistério, Polegar era acompanhado por sua jovem sobrinha Lóri, seu atrapalhado assistente Gator (que era mestre em disfarces) e um cachorro São Bernardo muito dorminhoco chamado Coração Valente. Foram produzidos 13 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo, Bandeirantes, Manchete e Record.

BUTCH CASSIDY (Butch Cassidy and the Sundance Kids) - 1973


Butch Cassidy era um jovem guitarrista que tocava em uma banda chamada Os Sundance Kids, na companhia de sua namorada Marilee (uma loirinha que tocava na percussão e morria de ciúmes de Butch sempre que outra garota se aproximava dele), um sujeito covarde de cabelos encaracolados chamado Wally (baterista do conjunto, cuja maneira de ser fazia lembrar muito o Salsicha do desenho Scooby Doo), e Steffy (a "moreninha bonitinha" do grupo, que tocava no baixo). Os jovens músicos também trabalhavam como agentes secretos e recebiam as ordens através de um anel que Butch possuía, com o qual ele falava com um gigantesco computador que ficava escondido dentro de um laboratório secreto, a quem eles chamavam de Sr. Sócrates. Butch Cassidy e seus amigos eram acompanhados por um cão chamado Élvis, e o Sr. Sócrates era um computador alérgico a cães, por isso os jovens sempre o deixavam do lado de fora, mas Élvis era um tremendo sacana e vivia entrando escondido no laboratório, fazendo o Sr. Sócrates espirrar até pifar os circuitos. Os Sundance Kids viajavam pelo mundo sempre usando um show como disfarce para prender os mais variados tipos de criminosos, que na maioria das vezes eram contrabandistas. Foram produzidos 13 episódios. No Brasil, este desenho estreou pela Globo e depois foi reprisado pela Manchete.

SPEED BUGGY (Speed Buggy) - 1973


A estória começava quando os jovens Tinker, Debbie e Mark construíam um pequeno carrinho vermelho, usando uma pilha de sucatas. O carrinho adquiriu vida própria e se tornou um amigo inseparável do trio. Speed Buggy tornou-se um famoso carro de corridas, pilotado pelo Tinker (mecânico, piloto e seu melhor amigo, que o controlava usando um aparelho de controle remoto). Entre uma corrida e outra pelo mundo, Speed Buggy acompanhava seus amigos em suas aventuras, que também consistiam em desvendar variados casos de mistério. Assim como Tinker, o carrinho era um tremendo covarde e detestava se meter em encrencas, mas sempre acabava fazendo todas as vontades da Debbie, por quem tinha uma queda, para colocar em ação os planos dela e de Mark para desvender os mistérios, bastando para isso que ela jogasse todo o seu charme para cima de Speed Buggy. Foram produzidos 16 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo e pela Manchete.

JEANNIE (Jeannie) - 1973


O desenho foi inspirado na famosa série de TV "Jeannie É Um Gênio", estrelada pela atriz Barbara Eden e pelo ator Larry Hagman. Tudo começava quando um jovem estudante chamado Corry Anders estava surfando e encontrou uma garrafa misteriosa na praia. Quando Corry abriu a garrafa, surgiu de dentro dela uma linda geniazinha ruiva chamada Jeannie, que desde o primeiro momento se apaixonou pelo seu amo, e passou a envolvê-lo nas maiores confusões, pois era uma garota extremamente ciumenta e não admitia que nenhuma outra garota se aproximasse de Corry. Jeannie tinha o poder de realizar vários tipos de mágica, girando seu rabinho de cavalo no ar, e quando ela foi libertada da garrafa, surgiu de outra dimensão um aprendiz de gênio gordo e atrapalhado, chamado Babu, que também passou a acompanhá-los em suas aventuras. Jeannie e Babu passaram a viver escondidos na garagem da casa de Corry, e a única pessoa que sabia de seu segredo era seu melhor amigo, um rapaz atrapalhado chamado Henry. Foram produzidos 16 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo e pela Record.

FAMÍLIA ADDAMS, A (Addams Family, The) - 1973


O desenho foi uma versão animada da famosa série de TV, onde os protagonistas eram a excêntrica família formada pelo casal Gomez e Mortícia, seus filhos Feioso e Vandinha, o Tio Chico (tio de Gomez, era um homenzinho careca e muito parecido com um zumbi dos antigos filmes de terror, que vivia metido com uma porção de invenções malucas), a Vovó (mãe de Mortícia, que mais parecia uma bruxa) e o mordomo Tropeço, que mais parecia o monstro Frankenstein. Havia também uma criatura toda peluda que eles chamavam de Primo It, uma mão decepada que saía de dentro de uma caixa, a quem eles chamam de Mãozinha, e quatro animais de estimação: um polvo chamado Oito, um crocodilo fêmea chamada Zuzu, um urubu chamado Pretinho e uma leoa chamada Kitty. No desenho, a Família Addams viajava pelo mundo em uma mansão mal-assombrada sobre rodas, dirigida pelo Tropeço, e o estranho veículo podia viajar tanto em terra quando pelo mar. Gomez era um milionário e completamente ingênuo, vivia caindo em golpes aplicados por bandidos que queriam roubar-lhe seu dinheiro, mas, no final, por pura sorte ou de maneira acidental, os bandidos sempre se davam mal e acabavam pela polícia. Todos tinham um grande coração e procuravam de todas as formas ajudar um novo amigo. A Família Addams sempre chamava a atenção de todos a sua volta pelo seu jeito estranho, mas se achavam pessoas perfeitamente normais, o que dava um toque de humor especial ao desenho, e tinham especial orgulho de se sentirem “fracassados”, vendo o “sucesso” de forma muito negativa. Foram produzidos 16 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Tupi e pela Manchete.

NOVOS FILMES DO SCOOBY DOO, OS (New Scooby Doo Movies, The) - 1973


O desenho foi o primeiro spin-off da série "Scooby Doo, Cadê Você?", mas cada um dos 24 episódios produzidos tinha 40 minutos de duração, e a cada aventura, Scooby Doo e sua turma encontravam diferentes convidados que os ajudavam a desvendar os hilariantes casos de mistério: Os Três Patetas, Batman & Robin, A Família Addams, o ator e comediante Jonathan Winters, o também ator e comediante Don Knotts, a atriz e comediante Phillys Diller, a atriz Sandy Duncan, o casal Sonny & Cher (que possuíam um famoso programa de auditório nos Estados Unidos durante a década de 1970), O Gordo e o Magro, Os Harlem Globetrotters, o cantor Davy Jones (ex-integrante do conjunto Os Monkees), o cantor de música country Jerry Reed, Josie e as Gatinhas, Jeanie & Babu, o ator e comediante Tim Conway, o também ator e comediante Don Adams (protagonista da série de TV "O Agente 86"), Speed Buggy e sua turma, a cantora ‘Mama’ Cass Eliott (do conjunto The Mamas and the Papas) e o ator e apresentador de TV Dick Van Dyke. Alguns convidados apareceram em mais de um episódio, como Os Três Patetas (2), Batman & Robin (2), Don Knotts (2) e Os Harlem Globetrotters (3). No Brasil, este desenho foi exibido pela Bandeirantes e pela Globo.

SUPERAMIGOS (Superfriends) - 1973


O desenho foi uma versão animada da famosa Liga da Justiça da América (personagens clássicos das histórias em quadrinho), reunindo cinco dos mais conhecidos super-heróis da DC Comics: Super-Homem, Mulher-Maravilha, Aquaman e a dupla Batman & Robin, que residiam em um enorme quartel-general que eles chamavam de Sala da Justiça, onde eles recebiam as ordens do governo através de um oficial chamado Coronel Wilcox. No desenho, os Superamigos possuíam dois jovens aprendizes que trabalhavam para eles: Marvin (um rapazinho magricela e de comportamento infantil, que vivia querendo bancar o super-herói, mas só arranjava confusão) e Wendy (uma mocinha mais centrada e responsável, que se orgulhava muito de trabalhar para os Superamigos). Os dois possuíam um atrapalhado cachorro de estimação chamado Supercão, que usava uma capa de super-herói, e todo o humor da série ficava por conta desse personagem. Em suas missões, os Superamigos enfrentavam desde bandidos e contrabandistas comuns até supervilões dos mais variados tipos, além de bizarros seres alienígenas que queriam dominar a Terra. Outros três heróis da DC Comics também fizeram participações especiais nesse desenho, cada um em um diferente episódio: O Relâmpago (conhecido nos quadrinhos como Flash), o Flecha Verde (conhecido nos quadrinhos como Arqueiro Verde, em sua primeira aparição em um desenho animado) e o Homem-Borracha (ninguém menos que o Homem-Elástico, que viria a ganhar seu próprio desenho pela Ruby-Spears no final dos anos 1970). Essa primeira versão dos Superamigos era mais um desenho educativo do que propriamente um desenho de aventura, e no final de cada episódio era sempre dada uma lição de moral. Foram produzidos 16 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo.

Peter Puck - 1973


Entre todas as séries animadas da HB produzidas até o final da década de 1970, esta foi a única que ficou inédita no Brasil. Cada episódio tinha pouco mais de 3 minutos de duração, não havia estórias, e o protagonista era um pequeno disquinho de jogos de hóquei no gelo chamado Peter Puck, que conversava com os jogadores, ensinando-os como proceder durante as partidas. Nos Estados Unidos e no Canadá, o desenho ia ao ar nas noites em que havia partidas de hóquei no gelo. Esse desenho saía do convencional, pois além de educativo, explicava um esporte inexistente por aqui devido às nossas condições climáticas de país tropical, razão pela qual ficou inédito no Brasil. Foram produzidos apenas 6 episódios.

HONG KONG FU (Hong Kong Phooey) - 1974


O protagonista era um atrapalhado cachorro chamado Penry, que trabalhava como faxineiro em uma delegacia, onde havia apenas um sargento gordão chamado Sargento Flint, uma telefonista doidinha chamada Rosemary e um gato dorminhoco chamado China. Sempre que aparecia algum bandido na cidade, Penry entrava em um velho armário de arquivos e saía de dentro de uma gaveta com um quimono vermelho e uma máscara parecida com a do Zorro, usando a identidade do super-herói Hong Kong Fu. O atrapalhado herói se achava o máximo e um mestre em artes marciais (ficava o tempo todo lendo um livro sobre a arte do Kung Fu, só que não entendia absolutamente nada do que estava escrito), possuía um estranho carro com aparência oriental que ele chamava de "Fu-Móvel" (quando ele batia em um gongo, o carro era transformado em um helicóptero que ele chamava de "Fu-Cóptero"), e em suas missões, Hong Kong Fu era sempre acompanhado pelo China, que na verdade era quem sempre conseguia prender os bandidos e o Hong Kong Fu só levava o mérito, ficando conhecido por todos como "uma arma secreta no combate ao crime". O Sargento Flint e a Rosemary viviam esnobando o Penry, mas o sargento tinha a maior admiração pelo Hong Kong Fu e Rosemary era apaixonada pelo herói, eles só não sabiam que Penry e Hong Kong Fu eram a mesma pessoa. Foram produzidos 16 episódios, sendo que cada um deles era dividido em 2 aventuras diferentes, com exceção do último episódio da série. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo, Manchete e Record.

VALE DOS DINOSSAUROS, O (Valey of the Dinosaurs) - 1974

 

A estória começava quando a família Butler, formada pelo arqueólogo e professor de ciências John Butler, sua esposa Kim, a filha adolescente Katie, o filho caçula Greg e o cão Digger, estavam explorando um afluente desconhecido do Rio Amazonas em uma balsa. De repente, eles foram tragados por um violento redemoinho, que os levou para uma caverna subterrânea e depois eles emergiram em um vale desconhecido cheio de dinossauros e outras criaturas pré-históricas, dadas pelo mundo moderno como extintas. Quando estavam prestes a serem atacados por dois enormes dinossauros, a família foi resgatada por uma família de nativos do vale, formada pelo guerreiro Gorok, sua esposa Gara (que entendia tudo sobre curas usando vários tipos de ervas), o jovem filho Lok (que também era um valente guerreiro) e a filha caçula, uma garotinha chamada Tana, que tinha como animal de estimação um pequeno estegossauro chamado Glump, que se comportava como se fosse um cachorro. A família Butler e a família de nativos fizeram amizade e passaram a viver todos juntos em uma mesma caverna, embora nem sempre os Butlers fossem vistos com bons olhos pelos outros habitantes da aldeia. John sempre fazia uso de seus conhecimentos para ensinar seus amigos nativos a usarem apetrechos com os quais ele já estava acostumado a lidar no dia a dia quando vivia com sua família na civilização. Enquanto viviam incríveis aventuras no vale, sendo constantemente perseguidos por dinossauros, mastodontes, pterodáctilos e outros animais gigantes, os Butlers tentavam encontrar uma maneira de entrar em contato com a civilização moderna e arranjar um jeito de voltarem para casa. Em muitos episódios, os jovens Lok e Katie pareciam ensaiar um romance, e o garoto Greg só se metia em confusão, sempre acompanhado pela Tana (que, ao contrário de Greg, era muito ajuizada) e de seus respectivos animais de estimação, Digger e Glump. O desenho também tinha caráter educativo, pois mostrava como era a vida dos seres humanos na Pré-História, embora não realista com relação à coexistência entre seres humanos e dinossauros, pois quando a espécie humana passou a habitar na Terra, os dinossauros estivam extintos há milhões de anos. Foram produzidos 16 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo, Bandeirantes e  Manchete.

DEVLIN, O MOTOQUEIRO (Devlin) - 1974


O desenho era bem realista, até com um certo toque de drama, e bem diferente dos demais desenhos da Hanna-Barbera. O protagonista era um rapaz chamado Ernie Devlin (astro da motocicleta, que trabalhava em um circo fazendo perigosos números no Globo da Morte) e seus irmãos Todd (que trabalhava como mecânico) e Sandy (uma garotinha que ficava medindo o tempo de corrida de Ernie durante os treinos e tomava conta do trailer onde eles viviam). Os três irmãos eram órfãos, trabalhavam em um circo que pertencia a um homem chamado Hank (que também apresentava os espetáculos), e entre uma apresentação e outra, Ernie e seus irmãos sempre ajudavam as pessoas. Foram produzidos 16 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo e pela Bandeirantes.

VOVÔ VIU A UVA (These Are the Days) - 1974


Este desenho era bem realista, todavia o enredo se passava na década de 1920, em uma cidadezinha fictícia do interior dos Estados Unidos chamada Elmsville. Tinha como protagonistas uma típica família de classe média da época, formada por uma mãe viúva chamada Martha Day e seus três filhos: Ben (o mais velho, de 16 anos), Kathy (a filha do meio, de 14 anos) e Danny (o mais novo, de 12 anos), além do avô Jeff Day (sogro de Martha), que era um simpático velhinho que adorava inventar engenhocas, que poucas vezes funcionavam, e era proprietário de um armazém, a única fonte de renda da família. A família Day também tinha um cachorro chamado Jonas e um vizinho solteirão chamado Homer, que era amigo de Jeff há mais de 30 anos. O enredo tratava de assuntos sérios como valorização dos idosos, amadurecimento dos jovens, honestidade, tomada de decisões e trabalho em equipe, com os episódios terminando com uma lição que todos aprenderam com a situação vivida. Foram produzidos 16 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo.

KORG E O MUNDO MISTERIOSO (Kong 70,000 B.C.) - 1974


Foi a segunda série totalmente em live-action que a Hanna-Barbera produziu. As estórias se passavam na Pré-História e tinham como protagonistas uma família de Neandertais, formada pelo guerreiro Korg (interpretado pelo ator Jim Malinda), sua companheira Mara (interpretada pela atriz Naomi Pollack), Bok (irmão mais novo de Korg, que também era guerreiro, interpretado pelo ator Bill Ewing), Tane (o filho mais velho de Korg e Mara, que sonhava em ser um valente guerreiro como seu pai e seu tio, interpretado pelo ator Christopher Man), Ree (a filha do meio, interpretada pela atriz Janelle Pransky) e Tor (o filho mais novo, interpretado pelo ator Charles Morteo). A narração em inglês foi feita pelo ator Burgess Meredith, o vilão Pinguim da série de TV "Batman", da década de 1960. Havia algumas cenas de violência na série, que mostrava como era difícil a vida dos homens de Neandertal, e por isso a série era mais apropriada para o público juvenil do que para crianças pequenas. A série também ressaltava a brutalidade do ser humano contra os animais desde os primórdios, inclusive em um episódio em que Bok foi ferido no ombro durante uma caçada a um urso. Depois, Korg teve uma visão e dizia que seria preciso que Bok comesse o coração do urso ferido para recuperar sua coragem, abalada após o ataque do enorme animal. Claro que, nessas cenas, o urso nada mais era que um ator fantasiado, mas também havia animais de verdade na série. O famoso Museu de História Natural de Nova Iorque assessorou na produção da série. Foram produzidos 16 episódios. No Brasil, esta série em live-action foi exibida somente pela Globo entre 1976 e 1980.

CARANGOS E MOTOCAS (Wheelie and the Chooper Bunch) - 1974


Foi um dos desenhos mais criativos que a Hanna-Barbera produziu. As estórias se passavam em um mundo imaginário onde não havia pessoas e nem animais, e todos os personagens eram veículos. O protagonista era um simpático fusquinha vermelho chamado Wheelie (que, apesar de ser o protagonista, era o único personagem da série que não falava, apenas se comunicava tocando sua buzina), que namorava uma charmosa ‘carrinha’ conversível amarela chamada Rota. O casalzinho vivia sendo perseguido por uma turma de motocas delinquentes conhecidas como "a Turma do Chapa", formada pelo encrenqueiro Chapa e seus comparsas Avesso (que vivia trocando as letras quando falava), Risada (um bobalhão que ficava rindo o tempo todo) e Confuso (uma motoquinha pentelha que todas as vezes que algo saía errado, dizia para o Chapa: "Eu te disse, Chapa, eu te disse!"). Chapa e sua turma eram uns invejosos e viviam tentando atrapalhar o namoro do Wheelie e da Rota, mas sempre levavam a pior. Foram produzidos 13 episódios, sendo que cada um deles exibia 3 estórias diferentes. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo, Bandeirantes e Manchete.

FAMÍLIA DÓ-RÉ-MI, A (Partridge Family 2200 AD, The) - 1974


O desenho era uma autêntica mistura da série de TV "A Família Dó-Ré-Mi" com o desenho “Os Jetsons”, e as estórias também se passavam em um futuro distante, no ano 2200, onde as casas e os apartamentos eram completamente diferentes, e ao invés de automóveis, havia veículos voadores que circulavam pelo céu. No desenho, somente a versão animada da atriz Shirley Jones (protagonista da série A Família Dó-Ré-Mi) ficou parecida com ela, os outros ficaram bem diferentes, principalmente a versão animada do ator David Cassidy. A Família Dó-Ré-Mi era formada pela mãe viúva Shirley Partridge e seus cinco filhos: Keith (o mais velho), Laurie (a mais velha das meninas), Danny (o mais atrapalhado de todos, que vivia tendo ideias mirabolantes que metiam toda a família nas mais engraçadas situações), Chris (o mais novo dos meninos) e Tracy (a filha caçula, que se achava uma mocinha e vivia dando ordens ao Chris). A Família Dó-Ré-Mi era também uma famosa banda de música onde Keith era o vocalista, e tinham como empresário um homenzinho chamado Reuben Kincaid (que também ficou bem diferente do ator Dave Madden, que interpretava o personagem na série). A família tinha como animal de estimação um desastrado cachorro-robô chamado Órbit (que entendia tudo ao pé da letra e vivia metendo o Danny em confusão), e também havia um atrapalhado venusiano chamado Veenie (que se teletransportava todas as vezes que se via em apuros) e uma dengosa marcianinha chamada Marion (que flutuava de emoção sempre que era paquerada por um rapaz), que eram amigos e colegas de faculdade de Keith e Laurie. A família Dó-Ré-Mi viajava pelo céu em um veículo voador parecido com o dos Jetsons, mas com a mesma pintura psicodélica do furgão que eles possuíam na série original. Quase todos os atores da série de TV "A Família Dó-Ré-Mi" emprestaram suas vozes para as versões animadas deles próprios no desenho, na versão original em inglês, com exceção da atriz Shirley Jones e do ator e cantor David Cassidy. Foram produzidos 16 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo, Bandeirantes e Record.

NOVO FESTIVAL TOM E JERRY, O (Tom and Jerry Show, The) - 1975


O desenho trazia novas aventuras da famosa dupla dos desenhos clássicos da MGM, mas nesse novo desenho, Tom e Jerry eram amigos e viviam diferentes aventuras em cada episódio. Não havia mais aquela clássica perseguição de gato e rato dos desenhos clássicos da dupla. O desenho era exibido em um bloco de uma hora de duração, intitulado The New Tom and Jerry/Grape Ape Show, dividindo o espaço com o desenho "João Grandão". Em 1976, a duração do bloco aumentou para uma hora e meia e o título do mesmo mudou para The New Tom and Jerry/Grape Ape/Mumbly Show, acrescentando o desenho "Rabugento, o Cão Detetive". Foram produzidos 48 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Tupi e pelo SBT.

JOÃO GRANDÃO (Great Grape Ape, The) - 1975


João Grandão era um gigantesco gorila roxo de 13 metros de altura, que usava um casaco e um boné, e era o melhor amigo de um simpático cãozinho da raça beagle chamado Espirro, que viajava pelo país dirigindo um furgão amarelo, com o João Grandão em cima dele. A dupla estava sempre atrás de um emprego, e viviam as mais divertidas aventuras, principalmente porque todos tinham medo do João Grandão, embora ele fosse completamente dócil. Devido ao seu grande tamanho, um simples espirro de João Grandão era equivalente a um furacão e quando chorava suas lágrimas podiam causar inundação. A dupla gostava de fazer amizade e ajudar quem precisava e quando tinham de enfrentar alguma situação de perigo, João Grandão sempre resolvia com seu enorme tamanho e força. Foram produzidos 16 episódios, sendo cada episódio composto por 2 diferentes estórias. No Brasil, este desenho foi exibido pela Tupi e pela Bandeirantes.

RABUGENTO, O CÃO DETETIVE (Mumbly Cartoon Show, The) - 1976


O protagonista era um cachorro muito parecido com o Muttley (dos desenhos “Corrida Maluca” e “Máquinas Voadoras”), com aquela mesma sarcástica ‘risadinha canina’, mas o Rabugento era azul, usava um sobretudo alaranjado e trabalhava como tenente, recebendo as ordens de um antipático chefe de polícia chamado Chefe Sinuca (um homem careca e de óculos escuros, muito parecido com o detetive Kojak, um famoso personagem de uma série de TV). Rabugento dirigia um pequeno carro vermelho caindo aos pedaços e era sempre enviado para prender vilões de todos os tipos, desde ladrões de joia supervelozes até bandidos gorduchos que ficavam espalhando lixo pela cidade. Rabugento sempre levava a melhor porque vencia os bandidos pelo cansaço, sempre no encalço deles, apesar das tentativas desesperadas de fuga dos bandidos. No final, os malfeitores acabavam pedindo para irem para a cadeia para se livrarem do Rabugento ou faziam acordo com ele, geralmente para dar uma lição no antipático e medroso Sargento Sinuca. Foram produzidos 16 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo, Bandeirantes e Manchete.

SCOOBY DOO (Scooby Doo Show, The) - 1976

 

O desenho foi o segundo spin-off de "Scooby Doo, Cadê Você?", e trazia novas aventuras da turma do Scooby Doo, não muito diferentes das aventuras da série original, porém com uma nova abertura e um novo encerramento, além de um visual mais moderno e mais de acordo com a década de 1970. No segundo episódio, Scooby Doo e seus amigos encontraram um primo caipira do Scooby Doo chamado Scooby Dão. Assim como o Scooby Doo, Scooby Dão também era da raça dinamarquesa, mas era cinza-claro, dentuço e usava um chapéu vermelho. Esse novo personagem apareceu em outros três episódios da série, acompanhando a turma nos casos de mistério, inclusive no último, quando a turma conheceu uma prima canina do Scooby Doo e do Scooby Dão chamada Scooby Dee, que trabalhava como atriz de cinema. O desenho estreou como parte de um bloco de uma hora de duração, intitulado The New Scooby/Dynomutt Hour, dividindo o espaço com o desenho "Dinamite, o Bionicão". Em 1977, os dois desenhos passaram a integrar um novo bloco de duas horas de duração, intitulado Scooby's All-Star Laff-A-Lympics. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo. Foram produzidos 40 episódios, divididos em 3 temporadas.

DINAMITE, O BIONICÃO (Dynomutt, Dog Wonder) - 1976


O desenho fazia lembrar o do Scooby Doo e ao mesmo tempo era uma paródia das aventuras da dupla Batman & Robin. As aventuras se passavam em uma cidade fictícia chamada Cidadópolis, e os protagonistas eram um milionário quarentão chamado Radley Crown (que secretamente era um super-herói conhecido como Falcão Azul) e seu cachorro mecânico Dinamite (muito parecido com o Scooby Doo, mas que podia esticar seu pescoço e patas biônicas, além de possuir vários equipamentos tecnológicos dentro de si), mais conhecido como Bionicão. Radley Crown possuía no subsolo de sua mansão um laboratório secreto que ele chamava de "Falco-Caverna", onde ele mantinha contato com um chefe de polícia chamado Foco 1, que o mandava para suas missões. Na Falco-Caverna, Radley se transformava no Falcão Azul (apenas vestindo um ridículo uniforme azul com uma touca parecida com a cabeça de um falcão e uma capa, com uma letra "F" estampada no peito, além de um par de braceletes e um cinto de utilidades muito parecido com o do Batman), e o Bionicão vestia seu uniforme, que era apenas um macacão verde com uma letra "D" estampada, uma capa, dois pares de botas e uma máscara. Os dois heróis então partiam no "Falco-Móvel", um veículo que podia voar pelo céu, e seguiam no rastro de vários supervilões que apareciam na cidade, como o Esperto, o Abutre Vermelho, a Rainha Vespa, o Sr. Hyde, o Toupeira, a Madame Cara de Macaco, entre outros. O Falcão Azul bem que tentava trabalhar seriamente como um super-herói de verdade, mas o Bionicão era o maior trapalhão e só metia seu amigo em confusão. Na dublagem em português, o Falcão Azul teve a voz feita pelo dublador Nílton Valério, que deu um toque de humor especial ao personagem, que ficou com a maior pinta de ator canastrão. O cão detetive Rabugento fez uma rápida participação especial no final do primeiro episódio, e a turma do Scooby Doo apareceu em três episódios da série, ajudando o Falcão Azul e o Bionicão a prenderem os bandidos. Foram produzidos 20 episódios em 2 temporadas. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo, Manchete e Record.

TUTUBARÃO (Jabberjaw) – 1976


As estórias se passavam no Século 21, em um aglomerado de cidades futuristas construídas no fundo do oceano, cobertas por enormes abóbadas de vidro. O protagonista era um enorme tubarão azul e branco chamado Tutubarão (ou simplesmente "Tutu", como era chamado por seus amigos), que apesar de seu tamanho, falava com uma voz fininha e tinha a mentalidade de uma criança. Tutubarão era o baterista de uma banda de música chamada “Os Netunos”, junto com quatro jovens humanos: Bife (que tocava guitarra e era o mais certinho do grupo), Linguiça (um magricela com chapéu de marinheiro que também tocava guitarra e era o melhor amigo do Tutubarão), Bolha (uma garota loira e de cabelos encaracolados que tocava teclado, completamente burrinha e que só fazia besteiras) e Leila (uma jovem que possuía longos cabelos negros e tocava na percussão, era esnobe e arrogante, se achava a grande estrela do conjunto e vivia inventando "apelidos carinhosos" para o Tutubarão, como "monte de banha" ou "sardinha desenvolvida"). Apesar dos maus-tratos, Tutubarão era apaixonado por Leila, e nas raras vezes em que ela demonstrava por ele algum afeto, ele a agarrava e a enchia de beijos, o que deixava a garota morrendo de nojo. O grupo viajava em um estranho veículo futurista coberto por uma redoma de vidro, chamado "aquacarro", e viviam diferentes aventuras no mundo subaquático, na maioria das vezes perseguindo e entregando criminosos para a polícia, e o Tutubarão acabava sendo aclamado como um herói. O Tutubarão vivia sendo perseguido por estranhos aparelhos chamados “ejetores de tubarões”, e quando era pego por um deles, costumava dizer: "Falta de respeito! Falta de respeito!". Foram produzidos 16 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo, Manchete e Record.

CLUE CLUB (Clue Club) - 1976


Outro desenho de mistério no mesmo estilo do Scooby Doo. Os protagonistas eram dois rapazes: Larry (o mais "certinho" do grupo) e Didi (que usava óculos, um chapéu parecido com o do Sherlock Holmes e era completamente atrapalhado) e uma garota loirinha chamada Dedé, que desvendavam casos de mistério em uma pequena cidade do interior dos Estados Unidos, na companhia de dois cachorros chamados Sherlocão (um enorme perdigueiro que também usava um chapéu parecido com o do Sherlock Holmes) e Vopte (um preguiçoso cão da raça beagle, que fazia todas as vontades do Sherlocão). Os dois cachorros conversavam entre si, mas não havia diálogos entre eles e os seres humanos da série, diferentemente dos desenhos do Scooby Doo e de outros que tinham o mesmo estilo. Havia também uma garotinha chamada Dora, prima de Larry, que ficava analisando pistas em um enorme computador enquanto seus amigos desvendavam os casos de mistério, e o delegado da cidade, chamado Xerife Barros, que vivia reclamando do fato de os garotos se meterem nos casos que, segundo ele, deviam ficar por conta da polícia, mas depois sempre agradecia a eles pela ajuda. Foram produzidos 16 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo, Bandeirantes e Manchete.

LOCOMOTIVOS, OS (Skatebirds) - 1977


Tratava-se de um programa live-action, com quatro atores fantasiados de animais que andavam sobre patins, em um estilo muito parecido com o de “Os Banana Splits”, só que eles não tocavam em uma banda de música. Os personagens eram um pelicano chamado Papo Furado, um pinguim chamado Gelinho, um pica-pau chamado Toctoque e um gato chamado Chanão, que vivia tentando apanhar as aves. Papo Furado, Gelinho e Toctoque moravam dentro de uma árvore, que era um cenário completamente louco, e a própria árvore conversava com eles. Os três também alimentavam um pássaro gigante que vivia dentro da árvore com mesas, cadeiras e outros móveis, mas desse pássaro sempre aparecia somente o bico. O show tinha como segmentos os desenhos "Os Robobos" e "Cocota e Motoca" e a série em live-action "A Ilha Misteriosa", além de algumas pequenas vinhetas nas quais os cachorros detetives Sherlocão e Vopte (do desenho "Clue Club", produzido no ano anterior) apareciam fazendo umas "charadas" para os telespectadores, e depois reapareciam para darem a resposta (essas vinhetas apareciam com o título Woofer and Wimper, Dog Detectives). Foram produzidos 16 shows. No Brasil, esta série em live-action foi exibida pela Globo entre 1978 e 1980.

ROBOBOS, OS (Robonic Stooges, The) - 1977


O desenho foi uma versão animada de “Os Três Patetas”, que nessa nova versão apareciam como três atrapalhados androides mecânicos que viviam e trabalhavam em um depósito de ferro-velho. Larry, Moe e Curly tinham o pescoço, os braços e as pernas biônicos, iguais aos do Bionicão, e podiam esticá-los indefinidamente. Quando eram chamados por um arrogante chefe de polícia chamado 000, através de uma mensagem holográfica, os Robobos vestiam seus uniformes de super-heróis e partiam para resolver suas mais engraçadas missões, que podiam ser desde deter galinhas gigantes que estavam aterrorizando as cidades até combater cientistas malucos que traziam dinossauros para o tempo presente usando uma máquina do tempo. Os personagens já haviam aparecido em dois episódios do desenho Novos Filmes do Scooby Doo, mas como os Três Patetas humanos da série clássica, e não como androides. Foram produzidos 32 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo entre 1978 e 1980, e posteriormente pela Bandeirantes, entre 1984 e 1991.

COCOTA E MOTOCA (Wonder Wheels) - 1977


Os protagonistas eram um jovem motoqueiro chamado Motoca, que andava em uma velha moto caindo aos pedaços, e sua namorada Cocota, que também andava de moto. Sempre que surgia um bandido na cidade, Motoca apertava um botão em sua moto e se transformava no herói conhecido como Supermotoca, e sua velha moto se tornava uma moto superpossante e que possuía vida própria, além de incríveis poderes. Cocota era fã do Supermotoca e vivia criticando seu namorado por causa da sua moto velha, mas ela não sabia que ele e o Supermotoca eram a mesma pessoa. Foram produzidos 16 episódios. No Brasil, este desenho foi exibido pela Globo entre 1978 e 1980, e posteriormente pela Bandeirantes, entre 1984 e 1991.

ILHA MISTERIOSA, A (Mystery Island) - 1977


Tratava-se de uma série em live-action que seguia um estilo parecido com o da série "A Ilha do Perigo", que era exibida dentro do show dos Banana Splits, embora a estória fosse completamente diferente. O enredo começava durante uma viagem de avião, quando o jovem piloto Chuck Kelly (interpretado pelo ator Stephen Parr) estava a bordo da aeronave junto com uma jovem cientista chamada Sue Corwin (interpretada pela atriz Lynn Marie Johnston) com seu irmão caçula Sandy (interpretado pelo ator Larry Volk), que estavam transportando um incrível robô chamado P. O. P. S., que era muito parecido com o robô da famosa série "Perdidos no Espaço". Ao sobrevoarem uma misteriosa ilha, um cientista louco que dominava essa ilha, chamado Dr. Estranho (interpretado pelo ator Michael Kermoyan, que era muito parecido com o "Dr. Estranho" das histórias em quadrinho da Marvel, mas não tinha nenhuma relação com este personagem), forçou uma aterrissagem do avião na ilha com o objetivo de utilizar o robô para seus propósitos de dominar o mundo, e acabou mantendo Sue como prisioneira, enquanto Chuck, Sandy e P. O. P. S. precisavam enfrentar uma legião de criaturas bizarras comandadas pelo Dr. Estranho para resgatarem Sue e fugirem da ilha. A série era exibida dentro do show dos Locomotivos, junto com os desenhos "Os Robobos" e "Cocota e Motoca". Foram produzidos 32 episódios de 5 minutos cada, sendo que cada show dos Locomotivos exibia dois deles. No Brasil, esta série em live-action foi exibida pela Globo entre 1978 e 1980.

TRAPALEÃO (Heyyy, It’s the King) - 1977


O desenho se passava em uma High School onde estudavam seres humanos e animais, e tinha como protagonistas um grupo de animais antropomórficos que faziam parte de um grêmio estudantil: o Trapaleão (ou "Trapa", como seus amigos o chamavam; era o astro principal do desenho, um leão vaidoso e metido, que se achava o máximo e vivia penteando sua juba engomada), Biela (um atrapalhado jacaré que tinha os cabelos cacheados e usava um balde sobre a cabeça como se fosse um chapéu), Risonho (uma hiena baixinha e puxa-saco do Trapaleão, que usava uma boina enterrada na cabeça), Pesado (um hipopótamo gordo, de cor verde clara e de óculos, com um notável aspecto nerd), Jamanta (um gorila grandalhão e de cabelos loiros penteados com gel, que fazia lembrar aqueles alunos fortões que jogavam nos times de futebol da escola e não tinham nada na cabeça), Xuxu (uma leoa cheerleader que era considerada a ‘gatinha’ da escola e tinha uma quedinha pelo Trapaleão, mas ele parecia não dar a menor bola pra ela) e Zelda (uma avestruz cheerleader, muito da feminista e também a melhor amiga da Xuxu). Todas as aventuras se passavam no colégio, e faziam lembrar muito alguns daqueles antigos filmes bobos de comédia, feitos para os adolescentes dos anos 1970. O show tinha como segmentos os desenhos "Elefantástico" e "Treme-Treme" e era exibido em um bloco de uma hora de duração, intitulado The C. B. Bears/Heyyy, It's the King! Hour, dividindo o espaço com o show da Ursuat. Foram produzidos 13 episódios. No Brasil, o desenho foi exibido pela Globo entre 1978 e 1980.

ELEFANTÁSTICO (Undercover Elephant) - 1977


Elefantástico era um enorme e pesado elefante azul que trabalhava como agente secreto, e tinha como assistente um atrapalhado ratinho chamado Tagarela, que tinha no Elefantástico um verdadeiro ídolo, mas vivia atrapalhando-o em suas missões por causa da sua língua solta. Elefantástico era conhecido como "o paquiderme de mil faces" porque se achava um verdadeiro mestre em disfarces, mas todos sempre o reconheciam, e ainda por cima o Tagarela sempre dedurava seu amigo sem querer. Elefantástico recebia as ordens de um "chefe" que nunca aparecia no desenho, e era enviado para prender os mais variados tipos de bandidos ao redor do mundo. No final, ele sempre conseguia cumprir suas missões, mas sempre de uma maneira acidental ou por pura sorte, e não porque era competente. Foram produzidos 13 episódios. No Brasil, o desenho foi exibido pela Globo entre 1978 e 1980.

TREME-TREME (Shake, Rattle and Roll) - 1977


Os protagonistas eram três atrapalhados fantasmas que moravam em um hotel mal-assombrado: Treme-Treme (um fantasma roxo e de cabelos cacheados, que era o gerente do hotel), Agitado (um fantasma amarelo que trabalhava na recepção) e Redondo (um fantasma azul-claro, gordo e com um chapéu de mestre-cuca, que trabalhava como cozinheiro). Os três fantasmas hospedavam as mais bizarras criaturas, como múmias, lobisomens e monstros de todos os tipos, e eram infernizados por um homenzinho chamado Sidney Implacável, um caçador de fantasmas que vivia tentando vários truques para exterminar o trio. Além disso, havia no hotel o matreiro Rato Fantasma, que vivia roubando toda a comida dos hóspedes, e era caçado por um gato chamado Vivinho. Foram produzidos 13 episódios. No Brasil, o desenho foi exibido pela Globo entre 1978 e 1980.

URSUAT (C.B. Bears) - 1977


Os protagonistas eram três ursos que se disfarçavam de lixeiros e trabalhavam como agentes secretos: Trombada (que tinha os cabelos loiros encaracolados e usava um tampão de lata de lixo na cabeça como se fosse um chapéu), Esperto (que era o "cérebro" do trio, exercendo o papel de líder) e Tampinha (um urso azul e baixinho que ficava louco de paixão todas as vezes que ouvia a voz da Charlie, a voz sensual de uma mulher que nunca aparecia no desenho, mas era quem dava as ordens para os ursos e os mandava para as mais arriscadas missões). Trombada, Esperto e Tampinha andavam em um caminhão de lixo caindo aos pedaços que eles chamavam de "carro de perfume", e viviam solucionando casos de mistério ao redor do mundo. O show tinha como segmentos os desenhos "Careta e Mutreta" e "A Polícia Desmontada", e era exibido em um bloco de uma hora de duração com o título The C. B. Bears/Heyyy, It's the King! Hour, dividindo o espaço com o show do Trapaleão. Foram produzidos 13 episódios. No Brasil, o desenho foi exibido pela Globo e pela Manchete.

CARETA E MUTRETA (Blast Off Buzzard) - 1977


Foi o único desenho da Hanna-Barbera no qual não havia falas, lembrando muito o desenho “Papa-Léguas & Coiote” da Warner, e os personagens eram um abutre trapaceiro chamado Careta e uma esperta e rápida cobra coral que se chamava Mutreta. As aventuras se passavam em um deserto, e o Careta vivia usando vários tipos de equipamentos e tramando os truques mais mirabolantes para apanhar o Mutreta, mas a cobra era muito mais esperta e sempre escapava ilesa, além dos equipamentos sempre explodirem na cara do Careta. Foram produzidos 13 episódios. No Brasil, o desenho foi exibido pela Globo e pela Manchete.

POLÍCIA DESMONTADA, A (Posse Impossible) - 1977


O desenho era uma paródia dos antigos filmes de Faroeste (Westerns), e os personagens eram um xerife loiro de cabelos cacheados chamado Xerife Tiro Certo e seus três atrapalhados ajudantes, responsáveis por manterem a lei e a ordem na pequena cidade do Velho Oeste de Sela Frouxa: um baixinho metido a valentão chamado Valentino (que usava um chapéu mais alto que ele próprio), um magricela bobalhão chamado Vareta (que tinha o chapéu caído sobre os olhos) e um gorducho chamado Chorão (que era medroso, ficava chorando o tempo todo e montava em um bode, enquanto seus três companheiros montavam em cavalos normais). Com exceção do Xerife Tiro Certo, os outros três personagens tinham feito sua primeira aparição no último episódio do Hong Kong Fu, produzido três anos antes. Foram produzidos 13 episódios. No Brasil, o desenho foi exibido pela Globo e pela Manchete.

PANTERINHAS, AS (Captain Caveman and the Teen Angels) - 1977

 

 

O desenho era uma versão animada da série de TV “As Panteras”, que fazia grande sucesso nos anos 1970. No Brasil, o desenho também ficou conhecido como “Capitão Caverna e as Panterinhas”, mas não era seu nome oficial. No enredo, tudo começava quando as garotas Gilda (a loira de vestido verde, que vivia tendo ideias mirabolantes para solucionar os casos de mistério, inspirada na atriz Farrah Fawcett), Néli (a mais medrosa do trio, que tinha os cabelos castanhos e usava uma camiseta lilás, inspirada na atriz Jaclyn Smith) e Sabina (a bela afrodescendente de blusa vermelha que era o "cérebro" do trio, inspirada na atriz Kate Jackson) estavam fazendo uma expedição no Tibete e encontraram o Capitão Caverna (um homem das cavernas baixinho e completamente peludo da cabeça aos pés, parecido com os Irmãos Rocha do desenho “A Corrida Maluca”), que estava congelado em um bloco de gelo desde os tempos da Pré-História. As Panterinhas libertaram o Capitão Caverna, que se tornou um amigo inseparável das garotas e passou a acompanhá-las por toda parte, enquanto elas trabalhavam tentando solucionar os mais variados casos de mistério. Além de poder voar com a ajuda de sua clava, o Capitão Caverna era superforte e podia tirar de dentro de seu corpo peludo todo tipo de objeto, além de dinossauros e outros animais pré-históricos, que sempre o atendiam como se fossem animaizinhos domésticos, e depois ele os "guardava" novamente dentro de si. O quarteto viajava pelo país em um estranho carro com uma minicaverna em cima (onde o Capitão Caverna ficava dormindo a maior parte do tempo), e o herói tinha uma quedinha pela Gilda, que sempre conseguia que ele fizesse tudo que ela queria, bastando apenas jogar seu charme para cima dele. Assim, a garota sempre convencia o Capitão Caverna a tomar parte em suas ideias malucas para desvendar os casos de mistério. O desenho estreou como parte de um bloco de duas horas de duração, intitulado Scooby's All-Star Laff-A-Lympics, dividindo o espaço com os episódios da segunda temporada do desenho do Scooby Doo, de 1976, com reprises dos episódios do desenho "Dinamite, o Bionicão" e com o novo desenho "Ho-Ho-Límpicos". Foram produzidos 40 episódios em 3 temporadas. No Brasil, o desenho foi exibido pela Globo e pela Bandeirantes.

HO-HO-LÍMPICOS (Laff A Lympics) - 1977


 
 

Foi o segundo desenho da Hanna-Barbera que reuniu vários personagens de diferentes desenhos do estúdio, num total de 44 personagens fixos. O Leão da Montanha e o Lobo Bobo (do desenho "É o Lobo!") trabalhavam como repórteres, e narravam uma série de engraçadas competições olímpicas ao redor do mundo, realizadas por três equipes: “Os Abelhudos” (The Yogi Yahooeys, equipe vermelha representada pela letra "Y"), “Os Assombrados” (The Scooby Doobies, equipe azul representada pela letra "S") e “Os Rabugentos” (The Really Rottens, equipe verde representada pela letra "R"). “Os Abelhudos” e “Os Assombrados” competiam sempre de maneira honesta, mas os Rabugentos eram uns tremendos trapaceiros e viviam praticando vários tipos de truques sujos para vencer as competições de maneira desonesta, só que quase nunca conseguiam vencer, e sempre tinham que se contentar com a medalha de bronze. Aos vencedores era dada a medalha de ouro e a medalha de prata era dada a equipe que ficava no segundo lugar. As competições eram completamente loucas, desde uma assustadora gincana na Transilvânia até uma corrida de avestruzes na Nova Zelândia. A equipe dos Abelhudos era formada pela dupla Zé Colmeia (capitão da equipe) & Catatau, a Ursa Cindy (namorada do Zé Colmeia), o Patinho Duque (sem o Chopper), Dom Pixote, o trio Plic, Ploc & Chuvisco, o Lobo Joca (sem o Dingue Lingue), Pepe Legal (sem o Babalu), Bibo Pai & Bóbi Filho, a dupla de detetives Olho Vivo & Faro Fino, Wally Gator e o João Grandão (sem o Espirro). A equipe dos Assombrados era formada pela dupla Scooby Doo (capitão da equipe) e Salsicha (sem a Daphne, a Velma e o Fred), Scooby Dão (o primo caipira do Scooby Doo), a dupla Falcão Azul e Bionicão, Hong Kong Fu (sem o China), Speed Buggy (chamado nesse desenho de "Chispinha") e seu piloto Tinker (sem a Debbie e o Mark), o Capitão Caverna e as Panterinhas (Gilda, Néli e Sabina) e o aprendiz de gênio Babu (sem a Jeannie, que originalmente também faria parte da equipe dos Assombrados, mas foi excluída do desenho por causa de problemas com direitos autorais). Por último, a equipe dos Rabugentos era formada pelo cão detetive Rabugento (capitão da equipe e o único membro dos Rabugentos que possuía seu próprio desenho), o Barão Negro (um vilão fardado e muito parecido com o Dick Vigarista, que fazia dupla com o Rabugento), o Grande Fondoo (um mágico trapalhão e muito parecido com o Mandrake, personagem clássico das histórias em quadrinho) e seu Coelho Mágico (que vivia resmungando e mostrando a língua), os irmãos Dirty, Dastardly e Dinky Dalton (três bandidos do Velho Oeste), a Família Medonho (formada por um estranho homem de pele azul clara, baixinho e com os cabelos jogados sobre os olhos chamado Sr. Medonho, sua esposa nariguda Sra. Medonho e o pirralho Medonho Júnior, filho do casal, que era a cara do pai), Octopus (um polvo cheio de truques sujos, que parecia uma versão malvada da Lula Lelé e era o animal de estimação dos Medonhos), Daisy Mayhem (uma garota caipira que foi inspirada em uma personagem das histórias em quadrinho do Ferdinando, publicadas nos anos 1940) e seu Porco Sooey (um porcão que usava um tapa-olho e dois pares de tênis). O Tutubarão e a dupla Fred & Barney também apareciam em alguns episódios como convidados especiais, geralmente atuando como juízes. O desenho era a última atração do bloco de duas horas intitulado Scooby's All-Star Laff-A-Lympics e foi o desenho da Hanna-Barbera que obteve maior audiência em todos os tempos, embora tenham sido produzidos apenas 24 episódios: 16 na primeira temporada e 8 na segunda. No Brasil, o desenho foi exibido pela Globo entre 1978 e 1980.

SUPERAMIGOS (Superfriends) - 1977


Este desenho foi a segunda versão animada de “Os Superamigos”. Trazia como protagonistas os mesmos cinco super-heróis principais da série original de 1973: Super-Homem, Aquaman, Mulher-Maravilha, Batman e Robin, mas os adolescentes Marvin e Wendy e o Supercão foram substituídos pelos Supergêmeos Zan e Jayna (dois jovens alienígenas de um planeta chamado Exxor) e seu esperto macaquinho azul chamado Gleek. Quando os irmãos tocavam seus punhos, Jayna podia assumir a forma de qualquer animal e Zan podia se transformar em água, vapor ou em qualquer objeto feito de gelo. Esses personagens existiam nas histórias em quadrinhos da DC Comics, mas suas estórias eram individuais e não tinham nada a ver com as da Liga da Justiça. Na primeira temporada, cada um dos 15 episódios produzidos durava aproximadamente 40 minutos e era dividido em 4 aventuras com super-heróis diferentes (algumas delas eram aventuras-solo dos Supergêmeos com o Gleek), e havia as participações especiais de outros super-heróis: o Lanterna Verde (que possuía um poderoso anel de luz verde que lhe dava o poder de voar, criar campos de força e materializar objetos), o superveloz Relâmpago (conhecido nos quadrinhos como Flash), o casal Homem-Águia & Mulher-Águia (conhecidos nos quadrinhos como Gavião Negro e Mulher Gavião), o "mini-herói" Átomo (chamado nos quadrinhos de Elektron), Rima, a Rainha da Selva (que também existia nos quadrinhos, mas suas estórias também não tinham nada a ver com as da Liga) e mais três heróis criados pela Hanna-Barbera exclusivamente para o desenho: o afrodescendente Vulcão Negro (que tinha poderes elétricos), o japonês Samurai (que controlava os elementos da natureza) e o índio Chefe Apache (que podia se tornar um gigante). Na segunda temporada, com 16 episódios produzidos, cada show passou a exibir apenas um episódio longo que tinha aproximadamente 20 minutos de duração, trazendo apenas aventuras com os cinco Superamigos principais (Super-Homem, Mulher-Maravilha, Aquaman, Batman e Robin) com os Supergêmeos e o Gleek. No Brasil, o desenho foi exibido pela Globo.

GODZILLA (Godzilla) - 1978


O desenho foi uma versão animada do famoso monstro japonês dos filmes dos anos 1960. No desenho, o gigantesco tiranossauro que vivia no fundo do mar, podia cuspir fogo e disparar raios laser de seus olhos, aparecia como um monstro amigo, e vivia protegendo a tripulação de um navio chamado Calico, formada apenas pelo jovem Capitão Carl Majors, uma bióloga chamada Dra. Quinn Derian, seu jovem aluno Brock e o garoto Pete, sobrinho da Dra. Derian, que possuía como "animal de estimação" um simpático e atrapalhado dragãozinho chamado Godzooky, que podia voar, mas quase não se aguentava no ar por causa de seu peso. Ao contrário de Godzilla, Godzooky era totalmente inofensivo e só conseguia cuspir fumaça. Sempre que a tripulação se via diante de alguma ameaça, o Capitão Majors apertava o botão de um aparelho e chamava o Godzilla, que surgia de onde estivesse para ajudar seus amigos. O desenho estreou como parte de um bloco de uma hora de duração, intitulado The Godzilla Power Hour, e na primeira temporada dividiu o espaço com o novo desenho "Jana das Selvas". Já na segunda temporada, passou a dividir o espaço com reprises do desenho clássico "Jonny Quest", de 1964. Foram produzidos 26 episódios em 2 temporadas. No Brasil, o desenho foi exibido pela Globo e pela Manchete.

JANA DAS SELVAS (Jana of the Jungle) - 1978


Jana era uma jovem e bela guerreira loira que vivia na floresta amazônica. No enredo, quando criança, ao fazer com seu pai uma viagem de barco pelo Rio Amazonas, Jana sofreu um acidente e o barco afundou, tendo seu pai desaparecido. Jana foi salva por um valente e sábio chefe indígena chamado Montaro, que a criou e a educou para ser uma guerreira. Jana usava um maiô vermelho colado ao corpo, feito de pele de animal, e possuía um colar que podia ser transformado em um bumerangue, uma arma superafiada que podia cortar qualquer objeto, e além disso ela se tornou uma exímia lutadora e amiga de todos os animais da selva. Jana sempre os chamava emitindo um grito parecido com o do Tarzan, e dependendo da entonação do grito, diferentes animais como jaguatiricas, lobos-guarás, macacos, araras, porcos selvagens, jacarés e serpentes vinham em seu auxílio. Os melhores amigos de Jana eram um enorme jaguar branco chamado Fantasma (que ela havia criado desde filhote) e um simpático gambazinho chamado Tico, além de um jovem veterinário chamado Dr. Ben Cooper, que vivia em uma casa no meio da selva e dedicava sua vida para cuidar dos animais. O Dr. Ben Cooper parecia ter uma quedinha pela Jana, e ela parecia corresponder aos sentimentos dele. Montaro também possuía uma estranha arma, um dardo mágico que, quando atirado, disparava um feixe de luzes coloridas e emitia um som que deixava seus inimigos atordoados. Juntos, Jana e seus amigos lutavam contra vários criminosos que tentavam explorar a floresta de maneira criminosa (ameaçando os animais e a própria selva), ou tinham de apaziguar os ânimos entre tribos inimigas ou se aventuravam em buscar um antídoto para o veneno de tarântula ou se empenhavam em resgatar um feroz elefante que foi parar na floresta após o seu trem ter descarrilado. Enquanto isso a garota procurava por uma pista de seu pai, na esperança que ele ainda estivesse vivo. Foram produzidos 13 episódios. No Brasil, o desenho foi exibido pela Globo e pela Manchete.

ARQUIVO CÃOFIDENCIAL (Buford Files, The) - 1978


As estórias se passavam em uma cidadezinha do interior dos Estados Unidos chamada Brejo Seco, e o protagonista era um cachorrão velho e dorminhoco chamado Kojeka, que pertencia a dois jovens irmãos, Zé Quati e Rosinha. Havia na cidade um xerife gordo e turrão chamado Xerife Pé-de-Mula, que junto com seu atrapalhado assistente Janjão, eram os responsáveis por manter a ordem na cidadezinha, mas eram sempre o Zé Quati e a Rosinha, acompanhados pelo Kojeka, que desvendavam todos os casos de mistério que apareciam na cidade. Apesar de preguiçoso, Kojeka possuía um faro superapurado, o que o permitia encontrar qualquer pista, mas seus dois grandes problemas eram o fraco que ele tinha pela lua cheia (sempre que ela aparecia no céu, ele não conseguia se conter e começava a uivar compulsivamente) e os guaxinins-do-mato, que viviam infernizando sua vida. O desenho fazia parte de um show intitulado Buford & The Galloping Ghost, dividindo o espaço com o desenho “Fantasmino”. Foram produzidos 13 episódios. No Brasil, o desenho foi exibido pela Globo e pela Record.

FANTASMINO (Galloping Ghost, The) - 1978


As estórias se passavam na roça e Fantasmino era o fantasma de um velho garimpeiro que vivia procurando ouro nas terras próximas a um rancho, que tinha como proprietário um velho turrão e neurótico chamado Senhor Fofo, que se recusava a acreditar que o Fantasmino existia, mas vivia sendo importunado por ele. No rancho, trabalhavam duas jovens irmãs: Suzana (uma loirinha de cabelos encaracolados) e Rita (uma ruivinha magricela e de óculos, também de cabelos encaracolados). Fantasmino era amigo das garotas e vivia infernizando a vida do Senhor Fofo, principalmente por causa dos maus-tratos que o velho dispensava às garotas, mas mesmo assim, as meninas viviam pedindo a ajuda do Fantasmino para livrar o Senhor Fofo das encrencas nas quais ele se metia. Quando elas precisavam do Fantasmino, Suzana esfregava uma moeda de ouro que ela tinha pendurada no pescoço e dizia: "Fantasmino, está ruim à beça, venha nos ajudar, e bem depressa!". O desenho era a segunda atração do show Buford & The Galloping Ghost, dividindo o espaço com o desenho "Arquivo Cãofidencial". Foram produzidos 13 episódios. No Brasil, o desenho foi exibido pela Globo e pela Record.

ZÉ COLMEIA SHOW: A CORRIDA ESPACIAL (Yogi’s Space Race) - 1978

 


Foi o terceiro desenho da Hanna-Barbera que reuniu vários personagens de diferentes desenhos do estúdio, e o desenho parecia uma mistura do desenho “A Corrida Maluca” com o clássico do cinema “Guerra nas Estrelas”, lançado no ano anterior. No desenho, cinco foguetes competiam em uma engraçada corrida através do espaço sideral, e a cada episódio era dado um prêmio diferente aos vencedores. O foguete azul era pilotado pelo Zé Colmeia, que aparecia sem o Catatau e na companhia de um outro urso chamado Arrepio, medroso e com os pelos arrepiados, que foi criado especialmente para o desenho. O foguete amarelo era ocupado pelo Dom Pixote, que ficava todo o tempo deitado confortavelmente sobre uma esteira na parte de cima do foguete, enquanto ele era pilotado pelo seu ajudante Pato Quack, um pato completamente maluco, de óculos e que usava um capacete de aviador com uma hélice (o personagem também foi criado especialmente para o desenho). O foguete vermelho era pilotado pelo Tutubarão, que aparecia sem os Netunos e na companhia do Kojeka (do desenho “Arquivo Cãofidencial”), que precisava ficar correndo em cima de uma esteira para fazer o foguete correr mais depressa, mas passava a maior parte do tempo dormindo. O foguete verde era ocupado pelas irmãs Suzana e Rita e seu amigo Fantasmino, e o foguete branco era pilotado por um falso super-herói muito do canastrão chamado Capitão Guapo (um loiro musculoso que vivia sorrindo, exibindo seus dentes brancos e brilhantes) e seu esnobe gato Branquinho. Mas o que os outros competidores não sabiam era que o Capitão Guapo na verdade era um vilão totalmente trapaceiro e inescrupuloso chamado Falsão, e seu gato Branquinho era um cachorro também muito do trapaceiro chamado Trambique. A aparência de Capitão Guapo e Branquinho era apenas um disfarce, e sempre que o Capitão Guapo apertava um botão em seu foguete, a máquina se transformava em um outro foguete de cor roxa, completamente diferente do outro, ele próprio se transformava no Falsão (um homenzinho narigudo e com uma longa barba negra) e o gato Branquinho se transformava no cachorro Trambique. Falsão e Trambique (que faziam lembrar muito a famosa dupla Dick Vigarista & Muttley) viviam preparando as mais variadas armadilhas e truques sujos para impedir seus adversários de chegarem até a linha de chegada, e queriam sempre vencer de maneira suja e desonesta. Todos os demais competidores (principalmente a Suzana e a Rita, que eram loucas de paixão pelo falso herói) tinham a maior admiração pelo Capitão Guapo, menos o Fantasmino, que tinha ciúmes de suas amigas e vivia ridicularizando o canastrão. Sempre que os quatro foguetes eram vítimas das armadilhas do Falsão, era o Fantasmino quem conseguia salvar a todos com seus truques de fantasma, mas nas vezes em que ele não deu conta, o grupo foi salvo por outros personagens da Hanna-Barbera que fizeram rápidas aparições no desenho como convidados especiais: o João Grandão, a dupla Fred & Barney, a Jana das Selvas, o Pepe Legal e até mesmo o robô Frankenstein Jr. com seu jovem amigo Bob Conroy. No desenho, a Jana das Selvas e o Pepe Legal também eram pilotos de foguetes, mas não participavam das corridas. Diferentemente da dupla Dick Vigarista & Muttley no desenho A Corrida Maluca, o Falsão e o Trambique conseguiam vencer algumas corridas no final (muitas vezes como Capitão Guapo e Branquinho), mas sempre davam o maior azar e o prêmio nunca era aquilo que eles esperavam (embora o mesmo também acontecesse com os outros competidores, quando venciam). O desenho era exibido em um bloco de uma hora e meia de duração, dividindo o espaço com o show Buford & The Galloping Ghost (que trazia os desenhos "Arquivo Cãofidencial" e "Fantasmino") e com o desenho "Os Trapalhões Espaciais". Foram produzidos 13 episódios. No Brasil, o desenho foi exibido pela Globo.

TRAPALHÕES ESPACIAIS, OS (Galaxy Goof-Ups) - 1978


O desenho trazia novas aventuras do Zé Colmeia com o Dom Pixote, o Arrepio e o Pato Quack no espaço sideral, seguindo a tradição de que o Zé Colmeia e o Dom Pixote eram a dupla mais recorrente nos desenhos da Hanna-Barbera que reuniam vários personagens com séries próprias já produzidas anteriormente. No desenho, eles eram oficiais de uma polícia interplanetária (chefiados por um homenzinho ruivo e neurótico chamado Capitão Carabom), e tinham a missão de manter a ordem na galáxia. Uma parte interessante nesta série, que mostrava a influência da época em que foi produzida, era quando o quarteto parava na "discoteca espacial", no meio de suas missões, onde o visual era pra lá de psicodélico e cheio das mais bizarras criaturas alienígenas, bem de acordo com o final dos anos 1970, a época áurea das discotecas. Foram produzidos 13 episódios. No Brasil, o desenho foi exibido pela Globo.

DESAFIO DOS SUPERAMIGOS, O (Challenge of the Superfriends) - 1978


Foi a terceira versão com os famosos super-heróis da DC Comics que a Hanna-Barbera produziu e também a versão de “Os Superamigos” que obteve maior sucesso, onde a Liga da Justiça da América era formada por 11 super-heróis: Super-Homem, Mulher-Maravilha, Aquaman, Batman, Robin, Lanterna Verde, Relâmpago, Homem-Águia (que reapareceu sem a Mulher-Águia), Vulcão Negro, Samurai e Chefe Apache, e os Superamigos tinham a missão de deter uma perigosa organização criminosa conhecida como A Legião do Mal, formada pelo gênio do crime Lex Luthor (arqui-inimigo do Super-Homem), o superandroide Brainiac, o alienígena Sinestro (que tinha um anel de força igual ao do Lanterna Verde, porém de luz amarela), Gafanhoto (conhecido nos quadrinhos como Manta Negra, era um ser das profundezas do oceano, inimigo do Aquaman), Bizarro (uma duplicada imperfeita do Super-Homem, que reagia de forma contrária ao herói em vários aspectos), Charada (inimigo do Batman), Capitão Frio (um vilão com roupa de esquimó e uma pistola de raio congelante), Homem-Brinquedo (um vilão completamente louco que construía brinquedinhos mortais), Chita (uma jovem vilã com roupa de pantera, inimiga da Mulher-Maravilha), Espantalho (que parecia uma versão malvada do espantalho do filme O Mágico de Oz), Grodd (um enorme gorila falante, renegado da Cidade dos Gorilas, localizada na África e habitada por gorilas muito inteligentes, pacíficos e avançados tecnologicamente), Giganta (uma mulher ruiva e muito forte que podia se tornar gigante) e Salomon Grundy (um morto-vivo grandalhão e imbecil que tinha uma maneira de falar muito parecida com a do Hulk). A Legião do Mal vivia dentro de uma gigantesca nave arredondada chamada Nave do Mal, que ficava escondida no meio de um pântano, e os vilões eram sempre perseguidos pelos Superamigos enquanto tramavam os mais diabólicos planos para conquistar o planeta. Os Superamigos sempre levavam a melhor, mas nunca conseguiam apanhar os vilões, que no final de cada episódio sempre conseguiam fugir de volta para a nave com um raio de teletransporte do Lex Luthor. Foram produzidos 16 episódios. No Brasil, o desenho foi exibido pela Globo.

NOVO SHOW DO POPEYE, O (All-New Popeye Show, The) - 1978


Este show trazia novas aventuras do famoso marinheiro com sua namorada Olívia Palito e seu rival Brutus, além dos outros personagens clássicos do desenho. Nessa nova versão, o Popeye aparecia novamente com o mesmo uniforme escuro que ele usava em seus primeiros desenhos, produzidos pela Paramount na década de 1930. O desenho era exibido em um bloco de uma hora de duração com o título The All-New Popeye Hour, dividindo o espaço com o desenho "Cachorro Quente". Cada episódio do show era composto por três diferentes aventuras do Popeye. Foram produzidos 87 episódios, sendo que três deles eram exibidos em cada show. No Brasil, o show foi exibido pela Globo.

CACHORRO QUENTE (Dinky Dog) - 1978


A estória começava quando as irmãs Márcia e Sandra estavam passando em frente a um pet-shop, se encantaram por um cachorrinho bem peludo e o compraram, dando-lhe o nome de Penugem. As garotas o levaram para seu rancho, onde viviam com seu tio, um velhote neurótico chamado Tio Duda. Mas Penugem cresceu até atingir o tamanho de um urso adulto, e por causa de seu enorme tamanho, passou a arranjar todo tipo de confusão para as garotas e para o Tio Duda, que tinha verdadeiro pavor das trapalhadas do cachorro. Foi o primeiro desenho da Hanna-Barbera que foi totalmente produzido na Austrália, e não nos Estados Unidos. Foram produzidos 32 episódios. No Brasil, o desenho estreou na Globo. Quando foi reexibido pelo canal a cabo Boomerang, ganhou uma nova dublagem e passou a ser chamado de “Dinky Dog”, seu título em inglês.

FRED E BARNEY SHOW (New Fred and Barney Show, The) - 1979


O desenho trazia novas aventuras parecidas com as da série clássica dos Flintstones dos anos 1960, mostrando a Pedrita e o Bambam novamente quando eram bebês e tendo o Fred e o Barney como personagens principais. O show estreou em um bloco de uma hora com o título Fred and Barney Meet the Thing, dividindo o espaço com o novo desenho "A Coisa", mas no mesmo ano, o desenho "A Coisa" foi substituído pelo desenho "Shmoo, a Foca Fofa", o que fez o título original do bloco ser alterado para Fred and Barney Meet the Shmoo. No Brasil, o desenho foi exibido pela Globo. Foram produzidos 17 episódios.

COISA, A (Thing, The) - 1979


O desenho trazia aventuras-solo do mais famoso integrante do Quarteto Fantástico. Nessa nova versão, Ben Grimm finalmente encontrava a cura para a sua mutação com um renomado cientista em uma cidade do interior, chamado Prof. Álvares. Com a ajuda dele, o Coisa conseguiu voltar à forma humana, porém rejuvenescido, com a mesma aparência que ele tinha quando era um adolescente de 13 anos. O Prof. Álvares também criou para Ben Grimm (que passou a usar a identidade de Benjamin Teles, ou apenas Benja, como seus novos amigos passaram a chamá-lo) os "anéis mágicos", que ele podia usar para se transformar no Coisa sempre que quisesse, e depois retornar à forma humana. Benja era o melhor amigo de uma jovem loirinha chamada Célia (filha do Prof. Álvares e a única, além de seu pai, que conhecia sua identidade secreta), e também fez amizade com sua irmã mais velha, chamada Betty (uma ‘patricinha’ bem esnobe) e com o namorado dela, um ‘mauricinho’ pedante e de família muito rica, chamado Ronaldo Gente Fina. Os principais antagonistas da série eram um bando de motoqueiros delinquentes conhecidos como "A Turma do Espirro". Sempre que surgia algum perigo na cidade, Benja juntava seus anéis, pronunciava a frase "Anéis mágicos, entrem em ação!" e transformava-se no Coisa. Enquanto vivia suas novas aventuras, ele buscava uma forma de recuperar sua antiga aparência como piloto de testes, já na idade adulta. Foram produzidos 26 episódios. No Brasil, o desenho foi exibido pela Globo e pela Manchete.

SHMOO, A FOCA FOFA (New Shmoo, The) - 1979


Shmoo era uma simpática foquinha branca (criada originalmente pelo cartunista Al Capp nos anos 1940, para as histórias em quadrinho do Ferdinando) que podia moldar seu corpo nas mais incríveis formas, além de poder se multiplicar. Shmoo não tinha braços nem falava. No desenho, ela fazia parte de um grupo formado pelos adolescentes Beto, Anita e o grandalhão Joca (o mais medroso do trio), que trabalhavam para uma revista em quadrinhos de mistério, e viviam desvendando casos de mistério no mesmo estilo do Scooby Doo, a bordo de uma pequena romiseta. Foram produzidos 16 episódios. No Brasil, o desenho foi exibido pela Globo e pela Manchete.

GASPARZINHO, O FANTASMA ESPACIAL (Casper and the Angels) - 1979


O desenho foi uma nova versão do famoso personagem criado pela Famous Studios em 1950. Nesse novo desenho, o fantasminha camarada vivia no futuro, em uma estação espacial, e era o ajudante (embora preferisse ser chamado de "fantasma da guarda") de duas jovens que trabalhavam como agentes da polícia interplanetária: uma ruivinha de rabo de cavalo chamada Minnie e uma afrodescendente chamada Maxie. Também faziam parte dessa mesma polícia interplanetária uma dupla de debiloides chamados Lerdo e Fungo. Seguindo a tradição, Gasparzinho era um fantasminha bondoso e gentil, mas vivia na companhia de um enorme fantasma peludo e com nariz de palhaço chamado Assombroso, que adorava fazer travessuras e assustar as pessoas. Foram produzidos 26 episódios. No Brasil, o desenho foi exibido pela Globo e pela Bandeirantes.

SUPER-GLOBETROTTERS, OS (Super Globetrotters, The) - 1979


O desenho foi um spin-off de "Os Harlem Globetrotters" de 1970, mas somente os atletas Careca (chamado nesse desenho de Curly) e Ganso (chamado de Geese) continuaram no famoso time de basquete, na companhia de três novos jogadores: Nate, Sweet Lou e Twiggy. Nesse novo desenho, além de serem os astros do famoso time de basquete, eles também eram um grupo de super-heróis e recebiam as ordens de um satélite espacial conhecido como Globo da Lei, que tinha a forma de uma bola de basquete e falava com eles através de uma antena de rádio. Curly podia se transformar no Superesfera (sua cabeça se transforma em uma enorme bola de basquete com olhos, nariz e boca, seu corpo podia ser absorvido pela cabeça e assim ele podia dar longos saltos, fazendo lembrar o Homem-Mola de “Os Impossíveis”), Geese era o Multi-Homem (com os mesmos poderes do Multi-Homem de  “Os Impossíveis”, ele também possuía um escudo e podia criar várias duplicatas de si mesmo), Nate era o Homem-Líquido (assim como o Homem-Fluido de “Os Impossíveis”, ele também usava um traje de mergulho e podia se transformar em água), Sweet Lou era o Homem-Variedade (que tinha uma vasta cabeleira com um corte de cabelo black power, e podia tirar de dentro de seus cabelos qualquer objeto que ele quisesse) e Twiggy era o Homem-Espaguete (o mais bizarro e engraçado de todos, que tinha todo o seu corpo transformado em espaguete, com exceção do rosto e dos pés, e assim ele podia esticar as partes de seu corpo indefinidamente). Os Super-Globetrotters enfrentavam vilões de todos os tipos, e no final de cada episódio havia sempre um divertido jogo de basquete contra os inimigos que eles tinham enfrentado. Eles costumavam perder o primeiro tempo quando jogavam na forma humana, mas sempre levavam a melhor no segundo tempo ao jogar como super-heróis. As transformações ocorriam quando eles entravam em armários mágicos, que apareciam sempre que Sweet Lou abria um pequeno amuleto em forma de bola de basquete, que ele trazia pendurado no pescoço, mas a origem de seus poderes nunca foi revelada em nenhum episódio. Foram produzidos 13 episódios. No Brasil, o desenho foi exibido pela Manchete entre 1984 e 1985.

SCOOBY DOO E SCOOBY LOO (Scooby Doo and Scrappy Doo) - 1979

 

Foi o terceiro spin-off da série clássica "Scooby Doo, Cadê Você?", e o desenho do Scooby Doo que teve o maior número de episódios, produzidos entre 1979 e 1982, tendo sido também o único que teve 4 temporadas produzidas. Na abertura, enquanto Fred, Daphne, Velma e Salsicha estavam em uma sala de espera de uma estação de trem, Scooby Doo encontrou do lado de fora uma misteriosa caixa, e logo surgiu de dentro dela um pequeno cãozinho, muito parecido com o Scooby, chamado Scooby Loo, sobrinho de Scooby, que ao contrário dele, era muito corajoso e adorava enfrentar fantasmas. O cachorrinho então passou a acompanhar Scooby e sua turma, ajudando-os a desvendar os mais variados casos de mistério. Entretanto, a partir da segunda temporada, o Fred, a Daphne e a Velma não apareciam mais no desenho, e as aventuras passaram a ser somente do Scooby Doo com o Scooby Loo e Salsicha. Nessa nova temporada, as aventuras não mais consistiam em desvendar casos de mistério, mas eram bem diversas e cada episódio passou a ser dividido em 3 aventuras diferentes. Na segunda e na terceira temporadas (produzidas entre 1980 e 1981), o desenho passou a integrar um bloco de uma hora de duração, intitulado The New Scooby Doo/Richie Rich Show, dividindo o espaço com o desenho “Riquinho”, e na quarta e última temporada, produzida em 1982, passou a integrar um novo bloco de uma hora com o título The New Scooby/Scrappy Doo/Puppy Hour, dividindo o espaço com o desenho da Ruby-Spears "As Aventuras de Puppy". Nessa última temporada, cada show trazia duas aventuras do Scooby Doo com o Scooby Loo e o Salsicha e, no meio delas, um novo desenho do Scooby Loo com um outro primo do Scooby Doo, chamado Yabba Doo: SCOOBY LOO E YABBA DOO (Scrappy Doo and Yabba Doo). Este segmento trazia o Scooby Loo vivendo novas aventuras, cujos enredos consistiam em desvendar casos de mistério em uma cidadezinha do interior, ao lado do cachorro branco Yabba Doo (que usava um chapéu de cowboy) e de um homenzinho chamado Xerife Dusty, xerife da cidade. No Brasil, o show foi exibido pela Globo.  A primeira temporada (que trazia episódios longos com o Fred, a Daphne e a Velma) teve 16 episódios produzidos; das estórias curtas que traziam apenas aventuras do Scooby Doo com o Scooby Loo e o Salsicha (produzidas entre 1980 e 1982), foram produzidos 86 episódios, e o segmento "Scooby Loo e Yabba Doo" teve apenas 13 episódios produzidos. No Brasil, o show foi exibido pela Globo.

FABULOSOS SUPERAMIGOS, OS (World’s Greatest Superfriends, The) - 1979

 

Foi a quarta versão de “Os Superamigos”, trazendo apenas os oito Superamigos principais, os mesmos da série de 1977 (Super-Homem, Mulher-Maravilha, Aquaman, Batman, Robin, os Supergêmeos Zan e Jayna e o macaco Gleek). As aventuras apresentavam um estilo "fantástico", e os heróis enfrentavam desde gênios malvados de outra dimensão até cavaleiros medievais de outro planeta. Havia inclusive um episódio em que o Super-Homem, a Mulher-Maravilha e o Aquaman eram levados por um duende da quarta dimensão ao mundo mágico de Oz, onde a Mulher-Maravilha era transformada em uma leoa, o Aquaman em um espantalho e o Super-Homem em um homem de lata. Esta série, contudo, não fez muito sucesso e foram produzidos apenas 8 episódios. No Brasil, o desenho foi exibido pela Globo.


A partir de 1980, o estúdio começou a entrar em decadência, porque os desenhos que continuaram sendo produzidos já não agradavam mais tanto o público quanto os anteriores (o estúdio foi "salvo" em 1981 pelo grande sucesso que foi "Os Smurfs"), mas de lá pra cá o sucesso só foi caindo, principalmente após a Hanna Barbera ter sido adquirida pela Turner Entertainment (o que ocorreu em 1989) até seu fechamento oficial, que se deu em 1998.

10 comentários:

Marcos Mendes disse...

Olá Maria Luiza! Meu nome é Marcos Mendes, sou desenhista, amo o universo Hanna Barbera e queria lhe parabenizar pelo seu blog que está rico e fantástico em informações sobre os personagens HB. O pôster no topo do seu blog foi feito por mim e gostaria muito de ter vc nos meus contatos do face. Se vc tiver face, será muito fácil me achar, digite Marcos Mendes e visualize minha capa do face que é com vários desenhos HB. abs.

DOACIR disse...

Parabéns pela postagem sobre Hanna-Barbera, sou super fã desta produtora e procuro ter tudo relacionado a ela, principalmente desenhos animados em dvd, aos fãs desse estúdio gostaria de entrar em contato para trocarmos informações, a você Ranger parabéns mais uma vez pelo brilhante trabalho

Samuel Medley disse...

Excelente postagem! E eu sou fã do trabalho do Marcos Mendes, que comentou acima... já muita coisa dele pela net! parabéns!

Fernanda Paro disse...

Otimo post ! Parabens! Infancia sem HB nao e infancia!

Anderson "ANDF" Ferreira disse...

Quase todos os desenhos da lista, também passaram no SBT. Alguns, até redublados.

Baú dos Anos 80 & 90 disse...

Parabens pela pesquisa, gostariamos de colocar o endereço de seu blog em nosso blog e convidar a você e a todos para nos visitar
http://baudosanos7080e90.blogspot.com.br/

Aline Castro disse...

Alguém lembra de um desenho animado dos anos 80 & 90, que os vilões eram um casal uma mulher bem alta que manipulava o marido que era bem baixinho e eles sempre fugião em um a navio que poluía bastante e eles perseguiam uma colonia de pessoas que cuidavam da natureza! Lembro desse desenho animado, mas não lembro o nome e não encontro em nenhum lugar! :-(

Ranger Sombra disse...

Aline Castro, o desenho é "Os Smoggies".

Unknown disse...

Gostaria de entrar em contato com Marcos Mendes, alguém saberia me dizer como posso fase-lo?

Marques disse...

Assisti todos, minha infância foi nos anos 70.
a maioria passava na globo, no horário do almoço, no globo cor Especial. O Popeye produzido pela HB, eu acho que passou no domingo(não lembro). Lançamento simultâneo com os estados unidos.(foi anunciado pela globo.)Abraços.

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